Páginas

sexta-feira, 4 de janeiro de 1980

Monte Verde - SP







Sexta-feira
Sair cedo foi o planejado e, ainda de madrugada, se iniciava mais uma viagem. Rodovia Dom Pedro I, depois Rodovia Fernão Dias até a cidade mineira de Camanducaia. Um pouco de trânsito nessas estradas devido ao feriadão. Na entrada dessa cidade, um acesso antigo e muito mal sinalizado quase me fez bater o carro. Um susto e tanto. Mas, com "jeitinho" e sorte, tudo controlado. Outra estrada, agora. Essa, iria direto até o destino final. Bem no início, asfalto, mas depois, o asfalto foi se transformando em uma horrível estrada de terra. A paisagem muito bonita, mas a estrada, péssima.
Pouco mais de 9h e pronto. Fim da viagem. No portal da cidade era distribuída uma revista com um mapa bem detalhado da cidade e redondeza, que muito seria útil.

Conforme pesquisa antes, era fácil se locomover e encontrar locais na pequenina cidade. Então, a próxima parada foi a Pousada Alpenblumen, na Avenida Sol Nascente. Boa localização, lugar agradável e bom preço. Descarrega mochilas e claro, na sequência, os passeios, sem perda de tempo. 
A Avenida Monte Verde é a principal da cidade e é por lá que o passeio começou. Partindo do portal da cidade, seguindo pela avenida. Facilmente deu para ver a placa da Trilha do Pinheiro Velho (FOTO), que fica dentro da cidade. Pronto! Primeiro dos passeios seria se aventurar por esse caminho. Trilha curta e muito fácil. Nos leva até o aeroporto em aproximadamente 500 metros e seguindo um pouco mais, chegando aos 700 metros, tem seu fim na Avenida Sol Nascente. A trilha é bonita e caminhando por ela, passa-se sobre o riacho que cruza a cidade e nascente com água potável. por ali tinham poucas pessoas no trajeto. Sem dúvida lá do alto, no aeroporto, deve-se ficar um tempo, pois é um bom local para se apreciar a cidade, com os morros no entorno.



A descida foi tranquila e na sequência, o passeio foi pela avenida principal. Olha, para, tira foto, ... Opa! Hora de almoçar! Já passava um pouco do meio dia.
Depois, para iniciar a tarde, mais uma trilha. A escolhida dessa vez foi a Trilha da Pedra Partida. A cidadezinha é bem sinalizada e ainda mais com um mapa nas mãos, não tem como se perder.
O caminho para lá se inicia pela Avenida das Montanhas, passando pelo Portal das Montanhas. O percurso de carro até o início da trilha foi um pouco demorado, mas com certeza valeria muito a pena.

Aproximadamente 14h. O carro ficaria estacionado junto a uma caixa d’água e dali para frente, era a pé por trilha e subindo sempre. Desse ponto saem duas trilhas. Mas a escolha já tinha sido feita para essa tarde, conforme mencionado. E é a trilha que leva ao ponto mais longe da cidade. A trilha é boa, sem qualquer obstáculo, mas cansativa. Nela também não tinha muita gente. Nessa trilha se inicia a Trilha da Pedra Redonda, sinalizada por uma placa.
Depois de muito tempo, o final da trilha: a Pedra Partida, com seus 2.050 metros de altura. Ninguém! Absolutamente ninguém ali. O final da tarde se aproximava e para não ter problemas no percurso de volta, melhor seria retornar.
No caminho de volta, lá estava um casal que ainda tentava chegar à Pedra Partida. Complicado, pois logo chegaria a noite. Mas, enfim, ...
Final da tarde, de volta ao carro, estacionado no início da trilha. E o cansaço? Vixe, grande, heim!
Retorno à cidade e jantar, pois a fome era demais. Depois, pousada e dormir.

Sábado
Mal a madrugada ia embora e os olhos abriam para mais um belo dia. Café da manhã. Uau! Que delícia! Surpresa foi se deparar com uma grande variedade de itens e a “gostosura” de tudo.
Agora, 8h30m mais ou menos, era sair para mais um dia de trilhas. E qual o programa para o dia?
Bem, qualquer escolha estaria de bom tamanho, já que a intenção era até o final da estada ali, percorrer todas as trilhas. E daria tempo para tudo? Sei lá! Tentar, ao menos!
Seguindo de carro pela Rua Mantiqueira, a parada agora foi a outra caixa d’água, onde a trilha tinha início. Que fácil, heim! Todas as trilhas se iniciam em caixas d’água! Percebeu isso?
9h, carro estacionado, pequena mochila com um pouco de comida e água às costas e lse iniciava a mais uma trilha de muita subida. Trilha fácil também.

Aqui sim, muita gente pelo caminho. Mais ou menos 1h de caminhada (na verdade, subida) e chega-se ao Platô (FOTO), aos 1.900 metros de altura. Maravilhoso.



Do Platô saem duas trilhas, em direções opostas. Uma leva ao Chapéu do Bispo e a outra, ao Pico do Selado. Aqui também existe a marca de divisa entre os Estados de São Paulo e Minas Gerais.

Depois de um tempo por ali, a caminhada continuou pela trilha até o Chapéu do Bispo, à 2.030 metros de altura. Foi uma trilha, digamos plana. Sim, plana, já que até ali foi só subir, subir e subir. E haja fôlego!

Mais e mais gente pelo caminho. Decididamente ali eram as trilhas mais visitadas. Rápido. Outro local fabuloso.


Aqui, existe uma fenda estreita na pedra por onde alguns se aventuram a descer.

Por sorte, tinha um grupo de turistas acompanhados por 2 guias e essas pessoas iam se aventurar por essa fenda. Sobe nas pedras, desce das pedras e qual não foi a surpresa a perceber a destreza de um dos guias nessas pedras. Subia e descia das pedras com uma facilidade incrível. Ah, o cara e um cabrito das montanhas tinham lá suas semelhanças, viu!

Bem, o convite foi inevitável: se houvesse interesse, era juntar-se ao grupo e descer pela fenda também. Aceitar ou não? Claro, né!!! Com a ajuda e orientação dos guias, escorrega dali, desliza daqui, rasteja e pronto. Obstáculo (fenda) transposta. Sensacional!

Daí já foi passando do meio dia. O retorno se deu pela mesma trilha até o Platô, que continuava com muita gente visitando. Em um cantinho tranquilo, foi se ajeitar e “almoçar”. O almoço foi à base de algumas deliciosas coisinhas que havia pegado e trazido na mochila, do café da manhã da pousada.
Um tempo descansando e apreciando a paisagem, linda por sinal.
Foi aí que meus joelhos começaram a se manifestar. Uma dorzinha se iniciava.

14h e era hora de seguir em direção ao Pico Selado, a 2.080 metros de altura. Depois de uma longa caminhada, com subidas e descidas relativamente suaves, pronto. Mais um local bem visitado.
Descanso, tira fotos e a opção era  agora iniciar a volta, pois já era aproximadamente 16h.

De volta ao Platô, o caminho seria então só descida pela trilha até o carro. Eis que meus joelhos resolveram doer de verdade. E como doíam! Era só o que me faltava. Bem na hora de descer!? Isso poderia acontecer depois de chegar lá embaixo! Mas, enfim, já que subi, teria que descer. desce, desce, desce, ... Cadê o fim da trilha??? Olha, no caminho a dor era tanta que achei que seria necessário chamar o Resgate para me socorrer. Era descer um pouquinho e tinha que parar para descansar por causa das dores. E assim foi até o final da trilha. Ah, o final tão esperado dessa trilha. Merecia até uma comemoração.
Claro, direto para a pousada, banho e então, jantar.

Domingo
Ainda faltava a visita à Pedra Redonda. E esse seria o passeio.
Partindo da pousada, o mesmo percurso da tarde do primeiro dia na cidade. Carro estacionado, seguir a pé subindo pela trilha logo cedinho. Na metade da trilha que dá acesso à Pedra Partida, foi pegar a bifurcação que conduziria para a Pedra Redonda. Depois de muito subir, a Pedra Redonda. Uhhhhhh! Como em todos os lugares anteriormente visitados, a vista era encantadora. Lugar igualmente lindo.
Momentos maravilhosos apreciando a natureza. Ali também tinha um ponto sinalizando a divisa dos Estados de SP e MG.
 
A descida se deu no final da manhã, pois a intenção era almoçar em Monte Verde.
Pouco antes das 12h, foi feito o “check out” na pousada.

Agora era passear então, mais uma vez pela Avenida Monte Verde. O percurso se iniciou na Galeria Suíça, passando pelo Shopping Inverness e a praça central. Ali tinha uma bela feirinha, com banquinhas de comida, inclusive. Eram tantas delícias. Impossível resistir. "Almoço"! Almoço??? Sim, com as delícias que ali eram vendidas.

Pouco mais de 13h e a visita agora foi à Roda d’Água (FOTO).








Logo depois das 14h teve inicio o retorno à Campinas. Aproximadamente às 18h encerrava-se a viagem.

Locais maravilhosos, cidadezinha fantástica, trilhas muito bacanas, .... Valeu muito a pena a viagem. Fica a dica: visite você também e, não deixe de lado as trilhas!

Nenhum comentário:

Postar um comentário