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sexta-feira, 4 de janeiro de 1980

Capitólio - MG - Mar de Minas





QUINTA-FEIRA
3h30 e lá fomos nós rumo à Capitólio/ MG. Viagem longa, mas exatamente às 8h55, já estávamos na Cachoeira do Filó (FOTO), localizada no município São João Batista do Glória, às margens da Rod. MG-050, no Km 300. Existe um pequeno estacionamento para veículos. Por ser pequeno, tem que chegar cedo para conseguir estacionar em dias de muito movimento. Pegamos nossas mochilas e descemos por uma pequena trilha (fácil) de uns 100 metros até a parte de baixo da cachoeira, que forma um belo lago. 


Se a intenção é ficar um bom tempo, é bom levar bebida, comida e claro, saco de lixo, pois ali não existe infraestrutura de atendimento ao turista. Ficamos um tempinho no local, mas não conseguimos entrar na água completamente, pois estava extremamente gelada. Só até o joelho e já doía os ossos.
Começou a chegar muita gente, e o espaço foi ficando pequeno. Então pensamos: porque não subirmos no topo da cachoeira, lá em cima das pedras? E foi isso que fizemos. Retornamos por boa parte da trilha, passamos pela lateral da lagoa ao lado da estrada e enfim tivemos essa linda vista (FOTO).


Depois de curtir esse visual de cima, seguimos estrada afora. A próxima parada foi no famoso Mirante dos Canyons, localizado também na rodovia MG-050 entre os Kms 312 e 313. Já estava lotado: muitos carros, muitas pessoas, muitos ônibus de turismo, ... Depois de conseguir estacionar, caminhamos uns 100 metros. E olha com o que nos deparamos (FOTO).


Realmente é um ponto de parada obrigatório, mas essa atração exige um pouco de paciência, pois todos querem tirar fotos no Mirante. E com certeza você vai tirar uma foto sua com uma plateia! Rsrs...
Do outro lado da rodovia, mais uma atração: Cachoeira Diquadinha ou Dicadinha (FOTO). Com águas cristalinas, diferentes quedas e um poço/ piscina natural. Tem que se ter cuidado com as pedras, pois são muito escorregadias. Outro local que também não oferece infraestrutura para o visitante.  


Quase hora do almoço. Então resolvemos seguir e encontrar um restaurante. Optamos por um pertinho da ponte do Rio do Turvo e de frente ao “porto” de onde saem os passeios de barcos.
Nossa intenção não era fazer o passeio de barco no primeiro dia, mas após o almoço, como já estávamos no local, resolvemos nos informar sobre valores e horários de saída. Como tínhamos a tarde toda pela frente, e uma lancha já estava de saída, lá fomos fazer esse passeio.

Fechamos o passeio de lancha pelo Lago de Furnas, com duração de 3h. Mas existem passeios com chalana, catamarã e escuna. Na lancha, um total de 8 pessoas, com valor razoável para cada tripulante.
O passeio foi assim:
1º - Bar Flutuante: parada rápida para comer, beber alguma coisa e usar o banheiro. Essa é a vista!


2º - Cachoeira do Canyon: visual de tirar o fôlego, água cristalina e esses paredões deixam o lugar único.


3º - Cascatinha: lugar sensacional, só acessível de embarcação. Estava completamente lotado. Tivemos que esperar um pouco para estacionarmos.  



Conseguimos descer, andando por essas pedras que são super escorregadias. Fomos caminhando, pois não víamos o fim desse lugar. Então, um ponto que tivemos que andar apenas pelo lado esquerdo, pois no meio e o lado direito, existe um poço/piscina, bem fundo. A água já fica até escura. Quando chegamos ao final dos paredões, avistamos a cachoeira Cascatinha (FOTO), com uma queda d’água pequena.





4º - Lagoa Azul: com outro bar flutuante. Aqui nem descemos da lancha.

Fim da tarde e fim do passeio. Seguimos para Capitólio, local de nossa hospedagem. Achamos muito longe das atrações, pois os passeios ficam em outros municípios.

SEXTA-FEIRA
Tomamos nosso café, e seguimos para a Trilha do Sol, também na Rodovia MG-050, Km 304. Na verdade esse local é um complexo com pousada, cachoeiras e trilhas. Para quem não é hóspede, cobram uma taxa para visitação.
Chegamos por volta das 9h e já estava lotado: carros e ônibus turístico, fila para preencher formulário, pagar e colocar a pulseira e depois uma breve explicação de como funciona o passeio e a localização das cachoeiras.
O local é composto por um mirante, 3 cachoeiras abertas para visitação, com trilhas muito bem sinalizadas para se chegar em cada atração. Fizemos a sequência:



1º - No Limite: seguindo a trilha, no meio do caminho, encontramos o pequeno mirante (FOTO)


Continuamos a trilha e depois de caminhar mais um bom tempo, avistamos a cachoeira No Limite. Local belíssimo, envolto por paredões de pedra, rio com águas cristalinas de tom âmbar. (FOTO)


Ficamos um bom tempo, pois estávamos criando coragem para entrar na água gelada. Mas também não tinha como não entrar. Lentamente e aos poucos, fomos entrando. Logo o corpo acostumou. Frio? Nada! Até mergulhamos!! RsRsRs...


2º - Cachoeira do Grito: mais uma longa caminhada com o Sol forte castigando!


Essa cachoeira é o cartão postal da Trilha do Sol, com várias quedas e vários lugares para se descansar sobre as pedras. Dizem que quem toma banho nessas águas deixa as superstições e medos para trás com um grito bem forte.

3º - Poço Dourado: outra trilha longa, sobe, desce e chegamos em um riacho com águas cristalinas. Mas para chegar ao poço dourado tínhamos que caminhar por dentro de um riacho estreito entre paredes de pedras. A água bate no joelho, mas é bem tranquilo. Esse corredor é cheio de pedrinhas empilhadas no paredão, onde as pessoas fazem seus pedidos e vão colocando uma em cima da outra. Tem milhares, fora que nesses cantinhos fica pingando água, parecendo uma chuvinha bem fina, é um lugar bem mágico. 


Passava das 16h, e antes de retornar para o hotel resolvemos conhecer mais um lugar que ainda não havíamos parado. Uma espécie de canyon com rio correndo pelas pedras e formando inúmeras pequenas quedas d’água (FOTO). Fica do lado do Mirante dos Canyons. Não existe sinalização alguma no local. Basta parar o carro no acostamento da rodovia e descer por uma pequena trilha. Terminando, já se vê do lado direito um duto de água sob a rodovia. Por aí as pessoas atravessam vindas ou indo para a Cachoeira Diquadinha/ Dicadinha.


Caminhando, descendo acompanhando o fluxo d’água, chega-se em um poço natural, como mostra a foto. 


Fim da tarde e noite chegando. Percurso de volta ao hotel. Já em Capitólio, fomos conhecer o complexo de praças e orla da pequena cidade. Sim, existe uma orla, com areia, junto ao Lago de Capitólio (FOTO). Assim encerramos o dia de passeios, com esse lindo pôr do sol.


SÁBADO
Estávamos hospedados no centro de Capitólio, bem do lado da Igreja matriz, e sábado foi dia de feira na praça da Igreja. Claro, fomos lá tomar nosso café, com direito a pastel, curau e pamonha! Delícia!
Hoje reservamos o dia para conhecer o Paraíso Perdido. Mas antes uma paradinha na Hidrelétrica de Furnas, localizada no Rio Grande, entre os municípios de São José da Barra e São João Batista do Glória. Foi inaugurada no ano de 1.963 e tem capacidade de geração de 1.216 MW. Existe um mirante, onde a vista é essa (FOTO).


Após a visita, seguimos para o Paraíso Perdido, em São João Batista do Glória. A entrada fica na Rodovia MG-050, Km 321. Um acesso de terra com uns 4km em condições razoáveis. Bem como chegamos um pouco tarde, já estava completamente lotado, com fila de carros para entrar. Um pouco antes do estacionamento, ainda na estradinha de terra, funcionários estavam atendendo os turistas nos carros. Logo fomos atendidos, recebemos orientações, pagamos a taxa de visitação, pulseira no braço, estacionamos e fomos caminhar.
Não é permitido entrar com comidas nas cachoeiras, apenas água. Para comer, tem que voltar para perto da portaria onde existem restaurantes, banheiros, chuveiros e uma área para camping.
Esse lugar nos surpreendeu muito. São 18 piscinas naturais e 8 quedas d’água límpidas e cristalinas, que correm sobre as pedras de quartzito predominantemente branco (FOTO).


Não conseguimos conhecer as 18 piscinas naturais, pois esse complexo é muito grande e para cada piscina ou queda d’agua que você pretende ir, terá que ficar subindo por essas pedras. Muitas delas são escorregadias, então tome muito cuidado. Então, você escolhe um cantinho e fica curtindo, ou então pode ter certeza que ficará o dia todo andando indo e vindo de uma piscina para outra.
O lugar é espetacular!



DOMINGO

Uhhh, Domingo chegou. Último dia dessa viagem maravilhosa. Saímos cedo, pois nossa intenção era ir parando em lugares bacanas no retorno para Campinas. Logo que saímos do hotel já tiramos uma (FOTO), da Igreja Matriz São Sebastião.


Antes de sair de Capitólio, queríamos conhecer o seu ponto mais alto, Morro do Chapéu, com 1.293m de altitude, tendo como vista o Lago de Furnas. Ficamos decepcionados, pois infelizmente não conseguimos chegar. Uma parte da estradinha de terra até que estava razoável, mas a partir de determinado ponto, em uma bifurcação sem placa, a estradinha piorou muito. Trecho com muitas pedras e realmente não tinha como continuar, pois o castigo ao nosso carro seria muuuito triste.

Nossa próxima parada foi no município de Alpinópolis, que não constava de nosso roteiro inicial. Uma rápida visita na praça e na igreja matriz da cidade. Muito bonitas.

Dali seguindo viagem, chegamos em Carmo do Rio Claro, que também não estava em nosso roteiro. Resolvemos parar e através de placas descobrimos a Serra da Tormenta, que é uma elevação montanhosa de 1.287 m de altitude. Fomos seguindo as placas e chegamos no início da estrada de terra que dá acesso ao local, e iniciamos a subida. Em certos pontos foi bastante tenso, pois além de subida muito íngreme, a estrada ficava extremamente estreita, com curvas e com penhasco ao lado. Mais uma dificuldade incrível para o veículo. Penoso, mas superamos. Uma aventura e tanto. O visual lá de cima compensou o sacrifício, e muito! (FOTOS)



Hora do retorno! Uma aventura e tanto, que vale muito a pena.

12h. Almoçamos na cidade mesmo. Então, seguimos para Fama, às margens do Lago de Furnas. Chegando estacionamos o carro e descemos para a beira do lago, com uma prainha bonita e onde estava acontecendo uma quermesse da Igreja Sagrado Coração de Jesus. Tempos atrás a cidadezinha era muito procurada para banhos. Infelizmente ali já não é mais próprio para banho. (FOTO).


Caminhamos um pouco beirando o lago e depois pelo calçadão. Como não pudemos nadar, o jeito era voltar para Campinas mesmo. Mas antes, para nos refrescar do calor forte, uma parada em uma pracinha para um delicioso açaí. Às 20h chegamos em casa.