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quarta-feira, 2 de janeiro de 1980

Tour pelo Sul - 8 dias






Tour pelo Sul - 8 dias

Sábado


Depois de mais ou menos 8 meses conseguimos mais uma semaninha de descanso e assim mais uma viagem para renovar nossas energias. Agora a escolha foi um roteiro pelo Sul do País: Balneário Camboriú, Bombinhas, Florianópolis, Garopaba, Blumenau (com direito a Oktoberfest), Tibagi (Cânion Guartelá).


Saímos de Campinas por volta das 00h30 e chegamos a Balneário Camburiú, no litoral norte de Santa Catarina, por volta das 08h30.


Estacionamos o carro à beira mar na Praia Central, ao lado do Parque Unipraias, na Estação Barra Sul que é o ponto de embarque no teleférico que leva até a Estação Laranjeiras. Ali ao lado, compramos o ingresso para o Barco Capitão Gancho (FOTO).


O passeio com aproximadamente 01h30 nos custou (casal) o equivalente a US$ 25. O barco é grande, com sanitários e barzinho, muita música, piratas e o “Capitão Gancho”. Navegamos naquele mar maravilhoso podendo avistar toda a orla da cidade com aquela imensidão de prédios. Maravilhoso! Mas o vento era incrível. Até frio sentia-se.


O barco passou atrás do Morro da Aguada, com o parque lá em cima. Do outro lado está a famosa Praia das Laranjeiras. O barco faz a parada para quem quiser desembarcar e ficar por ali até às 15h, horário em que o barco retorna em outro passeio.


Optamos por não desembarcar, pois ventava muito e tínhamos muitas coisas para conhecer. De volta ao porto de embarque, entramos no Parque Unipraias para comprarmos o ingresso do teleférico, por US$ 30 para o casal. É um espaço interativo e de múltiplo uso, comportando exposições artísticas, artesanato e manifestações populares, entre outras. Inaugurado em 1999 com a intenção de reunir várias modalidades de lazer em um só local (e olha que conseguiram mesmo!!!).


Este espaço possui três pavimentos, com o térreo destinado ao estacionamento, escritórios da administração e balcão de atendimento ao turista. Logo no primeiro piso encontra-se a praça de alimentação, lojas e bilheteria, além dos serviços de caixa de coleta dos correios, caixa eletrônico e telefones públicos. E o segundo o embarque do teleférico.


No total são 47 cabines, interligando três estações entre lado sul da orla de Balneário, subindo até o Morro da Aguada e descendo até a praia de Laranjeiras sendo o único do mundo a ligar duas praias.


Aí começava mais um passeio emocionante. Entramos na cabine que comporta até 06 passageiros e se desloca em uma velocidade de 16 km/h, mantendo uma distância de 97 metros entre cabines. O trajeto completo, de ida e volta, tem 3.250 metros e dura aproximadamente 30 minutos se for realizado sem paradas.

É muito alto!!! Para quem tem medo de altura, ... Mas em compensação à vista é simplesmente maravilhosa, tudo de bom!!!  (FOTO)



Conforme mencionado acima existem várias modalidades de lazer na cidade, certo? Até aqui, foram o barco e o teleférico. Agora para quem quiser, existe a opção de descer do teleférico na Estação Mata Atlântica no alto do morro, e aproveitar as maiores atrações do Parque. Tudo em meio à natureza, lá em cima de uma montanha com seus 240 metros de altitude: quiosques, lojas de souvenirs, o auditório Ângelo Bogo, além dos mirantes de tirar o fôlego com uma linda vista do Oceano.

Depois de muitas fotos, decidimos nos aventurar em um brinquedo chamado “YOUHOOO!” O ingresso custa aproximadamente US$ 12 para o casal.

É uma espécie de trenó com capacidade para dois passageiros. Percorre 710 metros, com descidas e curvas em meio a mata atlântica, com vista as vezes da Praia Central, podendo chegar a uma velocidade de 60km/h. Rápido, não!? Mas existe um sistema de freios que permite ao condutor controlar a velocidade. Que adrenalina!!!! Sensação maravilhosa!!! E o visual exuberante!!!


Depois fomos conhecer a parte ambiental do Parque com seus 500 metros de passarelas em meio à mata, sinalizadas por placas indicativas sobre fauna e flora nativa. Ao longo do caminho existem 2 mirantes: Mirante Camboriú com a vista toda voltada para orla da Praia Central de Balneário e Mirante Laranjeiras com vista para o Oceano Atlântico e a Praia das Laranjeiras.


Ainda caminhando pela mata, lá estava a Casa do Chocolate, famosa por abrigar o Coelhinho Páscoa e o Papai Noel nas datas comemorativas e também um Oratório, que guarda a estátua de bronze de Santo Antônio da Aguada.


Quase hora do almoço e a fome “bateu”. Comemos algo.

Para quem gosta de aventura ainda tem o arvorismo, a tirolesa (chamado ZipRider) que é a mais nova atração do Parque com salto de 240 metros aterrisando em Laranjeiras em um percurso de 750 metros e velocidade de 60km/h.

Optamos por descer com o teleférico para Estação de Laranjeiras. É um momento único, pois até parece que vamos entrar no mar com a descida. A estação possui uma arquitetura em espiral, inspirada nas conchas do litoral brasileiro. Fomos direto para praia, pois já não ventava muito e o sol estava forte, encontramos umas pedras e por ali ficamos apreciando o mar com suas águas tranquilas, claras e próprias para banho. Sendo assim considerada uma das mais bonitas de Santa Catarina, com bares e restaurantes, praia muito boa e gostosa, limpa também pena que não deu para entrar, pois a água estava muito fria.

Passava das 15h e resolvemos voltar, pois queríamos conhecer a outra ponta da praia. Seguimos em direção a estação Laranjeiras para pegar o teleférico. Entre a praia e a estação atravessamos um boulevar, com extensão de 100 metros, onde há lojas de artesanato, artigos de praias e quiosques de alimentação.

Retornamos então. Desembarcamos da Estação Barra Sul e fomos caminhar no Molhe da Barra Sul, que é uma espécie de píer com 452 metros de comprimento. Por ali, há um playground infantil na forma de uma embarcação naufragada.

16h, seguimos de carro por toda a orla. Pessoas fazendo caminhadas, exercícios físicos nos aparelhos que existem espalhados pela praia, tomando sol, banho no mar ou em uma das diversas duchas existentes, andando de bicicleta, ...

Carro devidamente estacionado, fomos conhecer o Pontal Norte da cidade, que é uma passarela de madeira com cerca de 500 metros, com mirantes, bancos para descanso e escadas de acesso à areia da praia. A passarela foi construída sobre as pedras e dá acesso a Praia do Buraco (FOTO).


Praia com uma espaçosa faixa de areia  grossa, possui mar agitado, com boas ondas, propício para a prática de surf. Cercada por mata nativa preservada, essa praia é uma ótima opção para relaxar, praticar esportes e estar em contato com a natureza. Por conta do mar agitado, no final dela encontra-se uma escada que dá acesso ao Morro do Careca que tem uma vista panorâmica da cidade. Ponto muito frequentado por atletas que praticam salto com Parapente.

Como ainda não havia escurecido fomos até o final da praia para tentarmos chegar ao Morro do Careca, mas como a maré já estava alta não dava para atravessar. Apenas subindo as pedras que por sinal eram bem altas. Então não passamos pelo outro lado e voltamos.

Já escurecia e seguimos então, para o Atlântico Shopping Center para jantarmos, por US$ 11 o casal. Após, passeamos pelo shopping seguimos para o Slaviero Slim Balneário Camboriú. Suíte por US$ 47 e direito a um maravilhoso café da manhã.

Domingo

Mais um dia lindo nessa cidade maravilhosa, e que dia hein! Muito sol, tudo propício para praia. Após um excelente café da manhã, seguimos para conhecer o famoso Cristo Luz. Localizado em um dos pontos mais altos de Balneário Camboriú, a 150 metros de altura, o monumento possui 33 metros de altura, 22 metros de largura e pesa 528 toneladas. Foi esculpido de forma artesanal em argamassa e construído em ferro, aço e cimento. Toda noite o Cristo fica iluminado e cada dia da semana com uma cor diferente que significa:


Dia da Semana



    Cor Predominante



    Significado



Domingo



    Branco



    Paz e Fé



Segunda-Feira



    Amarelo



    Paz e Energia



Terça-Feira



    Verde



    Paz e Natureza



Quarta-Feira



    Azul



    Paz e Saúde


Quinta-Feira



    Lilás



    Paz e Reflexão



Sexta-Feira



    Vermelho



    Paz e Amor



Sábado



    Rosa



    Paz e Felicidade





O funcionamento de domingo é das 10h00 às 00h00 e paga-se o equivalente a US$ 5.00 pela visita. Como ainda era 08h30, decidimos seguir passeando.

Fomos conhecer então a praia que fica do outro lado do Morro do Careca, que não conseguimos chegar no dia anterior. Ficamos da dúvida se era Praia dos Amores ou Praia Brava, mas pelo mapa da cidade entende-se que é dos Amores mesmo.

Mais uma praia linda com mar aberto, areia grossa, de ondas fortes que atraem muitos surfistas, um belo calçadão para fazer caminhadas, mas não pense que a orla da praia é cheia de prédios como no centro de balneário. Muito pelo contrário, não existem prédios. Apenas casas de alto padrão e hotéis que dão acesso exclusivo à praia. Ficamos por lá alguma tempo, fotos daqui, dali e seguimos para Bombinhas.

De 2 acessos possíveis, um pela Rodovia BR-101 e outro pela Interpraias, optamos pela segunda e sabem por quê? Por ali iríamos conhecer o outro lado de Balneário, ou seja, todas as outras praias. Essa estrada fica entre as cidades de Balneário e Itapema numa extensão de 16,5km e esta região é considerada uma das mais bonitas do litoral de Santa Catarina. Nesse percurso estão 6 belas praias: Laranjeiras, Taquarinhas (praticamente virgem, com areias grossas, águas cristalinas e ondas fortes, não possui construções nem acesso para veículos), Taquaras (é a praia mais extensa, de mar aberto, com areias grossas e águas cristalinas e possui uma população nativa de pescadores), Pinho (muito famosa por ter sido a primeira praia de nudismo no Brasil conhecida internacionalmente também, e cercada por costões que impedem de ser visualizada e seu acesso é bastante controlado), Estaleiro (mar de águas azuis claríssimas, grandes ondas, areia grossa e vegetação nativa), Estaleirinho (com areias grossas, águas límpidas e cristalinas, ondas não muito fortes, mas que afunda rapidamente e com uma população residente).

Vale muita a pena seguir por essa estrada para quem estiver de carro, pois a paisagem é linda demais. Depois dessa incrível vista e mais alguns quilômetros chegamos em Bombinhas.

Fomos direto para a Pousada Ilha Bella, onde já tínhamos reservado uma suíte por US$ 25, sem direito a café da manhã. Fica em uma pequena vila chamada Canto Grande, onde habitam muitos pescadores. Demoramos um pouco para encontrar, pois é um dos últimos redutos do litoral. A vila fica em uma península com aproximadamente 1000 metros de largura de faixa de terra.

De um lado está a Praia do Mar de Fora, ao leste da vila, com mar um pouco agitado, ondas ideais para pratica do surf, águas cristalinas com título de mais pura e limpa da região e com areias limpas. Do outro, Praia do Mar de Dentro, no lado oeste da vila, na Baía de Zimbro. De águas tranquilas, é ponto de partida de muitas pescarias e passeios de barco pela região. Dali, o por do sol é uma atração única.

A primeira visita foi na Praia do Mar de Fora. O acesso fica entre uma casa e outra, com passadiço de madeira até a areia. Não existe calçadão. O quintal das casas é praticamente a areia da praia. Tentamos armar o guarda-sol, mas foi impossível. Ventava muito. Já na primeira tentativa, lá se foi ele levado pela ventania. Corre atrás do danado! Por sorte a praia estava praticamente vazia e não atingiu ninguém. Sol forte, vento e areia. Sem chance de ficar muito por ali.

Daí foi a vez da Praia do Mar de Dentro (FOTO). Acesso idêntico ao da Praia do Mar de Fora, sem calçadão, etc. 


Como a fome já era grande, por ali mesmo lanchamos o que tínhamos na mochila. Breve descanso, agora foi a vez da caminhada pela areia da praia.
De volta a pousada, descansamos um pouco na beira da piscina e resolvemos sair de carro para conhecer mais alguns lugares da cidade. Paramos na Praia de Bombinhas, muito bonita com águas calmas e areia branca e um movimentado centro comercial. Em uma das pontas pode-se avistar pedras, uma pequena ponte para pedestres e um caminho. Pessoas vinham dali. A curiosidade foi grande e, claro, era o caminho a ser percorrido agora. De um lado o mar azul e do outro, várias pousadas. Caminhada rápida e eis que surge a Praia do Trapiche (conhecida como Lagoinha). Pequena e supercharmosa, com águas claras e areia branca. É de onde saem os barcos de passeio e de mergulho para Ilha do Arvoredo.

Continuando, vem a Praia da Sepultura, com uma água bem clarinha e as pedras na areia que dão um charme especial, Maravilhosa.

De volta ao carro, seguimos para o Retiro dos Padres. Praia de acesso difícil, mas muito bonita. É pequena também. Apenas 200m de extensão e é mais frequentada pelas pessoas que estão no camping que fica quase na areia da praia. Seguindo o passeio, Praia de Quatro Ilhas. Mar aberto, com ondas fortes, ... e como ventava. Final de tarde e estava frio.  

Hora de retornar para a pousada, mas não sem antes parar na Praia de Bombinhas para um belo sorvete, por US$ 6.

Segunda-feira

Acordamos cedo, tomamos café da manhã e seguimos por 75 km, passando por Porto Belo, Tijucas, Biguaçu, São José até chegar em Florianópolis também conhecida como ILHA DA MAGIA. Logo na entrada da cidade um super congestionamento, típico de cidade grande.

Depois de mais ou menos 1h no trânsito e mais meia hora de estrada, já na ilha, enfim, o Dom Fish Hotel em Canasvieiras (Norte da Ilha). Reservamos uma suíte para 02 dias, por US$ 47, com direito a mais um hiper café da manhã.

A Ilha de Santa Catarina é dividida ou conhecida como:

Baia Norte: Praia da Barra do Sambaqui, Praia de Sambaqui, Praia de Santo Antonio de Lisboa, Praia do Cacupé

Baia Sul: Praia do Ribeirão da Ilha, Praia da Tapera

Norte da Ilha: Praia do Santinho, Praia dos Ingleses, Praia da Lagoinha, Praia Brava, Praia da Ponta das Canas, Praia da Cachoeira do Bom Jesus, Canasvieiras, Praia de Canajurê, Jurerê, Praia do Forte, Praia da Daniela, Praia do Pontal

Leste da Ilha: Praia da Barra da Lagoa, Praia da Joaquina, Praia do Mole, Praia da Galheta, Praia do Moçambique, Praia do Gravatá, Prainha, Vigia do Casqueiro

Sul da Ilha: Praia do Campeche, Praia do Morro das Pedras, Praia da Armação do Pântano do Sul, Praia do Matadeiro, Praia da Lagoinha do Leste, Praia do Pântano Sul, Praia dos Açores, Praia da Solidão, Praia do Saquinho, Praia de Naufragados

Centro: Lagoa da Conceição

Após deixar as mochilas no hotel, e como a Praia de Canasvieiras estava logo ali na frente, seguimos de carro para dar uma olhadinha. Linda.(FOTO)


Seguimos com o mapa que nos foi fornecido pelo gerente do hotel na mão. Chegamos à Praia da Lagoinha. Logo na entrada existe um portal dizendo “BEM VINDO À PRAIA LAGOINHA”. Pode-se entrar com o carro e estacionar. Do lado direito tem um rio que deságua no mar bem ali na frente, lugar espetacular, muito tranquilo, ... O mar também é bem tranquilo. Areia finíssima e clarinha.

Depois de umas 2hs de sol, o almoço. Comemos o que levávamos conosco. Com outras praias para serem conhecidas, lá fomos nós.

Próxima parada, Praia Ponta das Canas. A extensão de areia é bem maior que a da praia anterior, e bem mais aberta. A praia estava vazia, apenas com pescadores e seus barcos. Falando em água, ali era azul meio esverdeado, mar calmo também.

Mais alguns minutinhos e seguimos para agora encontrar a tão famosa Praia de Jurerê Internacional. Longe, escondida, ... Primeiro empecilho: a estrada estava em obras e com desvio. Vimos alguns carros entrando por onde indicava estar impedido. Fomos atrás, pois o caminho era menor, mas nos demos mal. Chegamos pertinho da praia e tinha um bloqueio como um guarda. Não nos deixou passar. Tivemos que retornar e seguir pelo desvio.

E lá fomos nós, andamos e andamos primeiro em uma estradinha de mão dupla e depois em uma rodovia. E lá estava, Jurerê. Nossa!!! O que era aquilo, que lugar incrível, lindo e maravilhoso, não dava mais vontade de ir embora.

Demos uma volta de carro pelo bairro antes de irmos para a praia. Casas maravilhosas, parques, supermercados e muito mais. 

Depois fomos conhecer a praia. Acessamos por uma passarela de madeira, que nos conduziu até a areia. Poucas pessoas, mar calmo e areia branquinha. 



Então como era fim de tarde pegamos nossas cadeiras e ficamos por lá até um pouco antes do sol se por. No caminho de volta ao hotel, paramos na Praia de Canavieiras, mas em umas das pontas bem longe da pousada que estávamos. Caminhamos pela areia fina e branca até chegarmos a muitas pedras que dividiam com outra praia. Já em cima das pedras, que vista. Um bom tempo sentados ali e infelizmente a noite chegava. Agora sim voltamos para a pousada, pois a cansaço e a fome eram grandes.

Depois do merecido banho, saímos caminhando para encontrar um restaurante para jantarmos.  Ruas com muita gente passeando. Por ali se encontra de tudo: delegacia de polícia, posto de saúde, supermercado 24hs, mini-shopping, aluguel de carro, agências bancárias, de correio, de viagem, comércio de souvenirs e acessórios praianos, churrascarias, casas de massa, frutos do mar, comida típica, cozinha internacional, lanchonetes, docerias, sorveterias, ... Optamos por comer pizza, por US$ 13 o casal.

Terça–feira

Acordamos cedo, com sol forte. Café da manhã maravilhoso. Decidimos seguir para Garopaba, a 96 km de Florianópolis. Pequena e com belas praias:


Garopaba: infraestrutura boa, muitas pousadas, casas para alugar, restaurantes, etc;


Sirú: ao norte da cidade, parece um pequeno deserto com enormes dunas;


Gamboa: praia de mar aberto, boa para surf e mergulho, e de difícil acesso;


Preguiça: também conhecida como Prainha, é calma e pequena;


Silveira: uma das mais belas da cidade, com visual primitivo, sem infraestrutura, não é apropriada para banho devido as grandes ondas;


Ferrugem: ideal para surf, com excelentes ondas e águas esverdeadas;


Barra: tranquila e com pouca infraestrutura;


Ouvidor: areias claras, águas verdes, dunas e costões;


Vermelha: localizada em área particular, bonita e rústica, sem infraestrutura.

Logo na entrada estranhamos um pouco, pois a cidade em si parecia bem simples. Não demonstrava que seria legal. Seguindo, aos poucos tudo foi mudando. Surgiram ruas mais bonitas, asfaltadas, cheia de lojas, restaurantes, postos de gasolina, ... E, de repente, nos deparamos com a Praia de Garopaba.

Paramos o carro, descemos com guarda sol e cadeiras, e por ali ficamos algumas horas. Praia bacana, areia fina, branca e águas mansas. Por perto muitos restaurantes, pousadas e pescadores. Bom como o intuito era conhecer mais lugares e praias nesse lindo município, pegamos nossas coisas e seguimos.

Um pouco mais para frente de onde estávamos, chegamos a Praça 21 de Abril, onde está localizada também a Igreja Matriz. (FOTO).



Seguindo, uma estrada que nos levou a Gruta Nossa Senhora das Lourdes. Lugar super charmoso de frente para a Praia da Preguiça. Mais adiante, um bairro residencial, formado por lindas mansões e assim também começava um “costão”.

Fomos para o outro lado da cidade. Chegamos à Cachoeira do Macacu, que não deixa de ser outra opção de lazer. Além de uma cachoeira, oferece várias opções de diversão, mas paga-se um valor para entrar no Centro de lazer. Chegamos até lá, mas estava fechado, paramos o carro descemos demos uma olhadinha e voltamos.

Agora a vez era das dunas, da Praia de Siriú.

Era mais ou menos 5 km de areia. Subimos, tiramos algumas fotos e voltamos para o centro de Garopaba, pois a Praia estava muito longe. Como no caminho tinha uma placa indicando Mirante e já estávamos por lá mesmo, fomos conhecer. Subimos então o Morro das Torres da Embratel e a vista maravilhosa lá de cima.

Próximo destino: Praia do Rosa. Uns 20 km distante, com direito a estrada com calçamento diferenciado. Passamos por uma vila com estilo próprio: casas e pousadas com decorações de pranchas de surf, velas, artesanato local, ... realmente, uma praia rústica, mas maravilhosa!


Pronto, lá estávamos. A extensão de 7 km não é tanto. Mar lindo e tranquilo, muita natureza, ... está entre as mais belas do Brasil. Quando se está em um lugar assim é que se percebe não ser necessário muita coisa para se viver.


Por volta das 15h, decidimos retornar para Florianópolis. Chegando, fomos direto para a praça Hercílio Luz. Mirante situado na cabeceira insular da ponte e que proporciona uma vista fantástica dela. Por ali ainda, fica o Museu da Ponte e o Parque da Luz. Seguimos então, a pé para o centro da cidade em uma descida bem agradável.


Mercado Municipal (FOTO), Largo da Alfândega, Praça Fernando Machado, Praça XV de Novembro, Museu Histórico, Catedral Metropolitana, Igreja Nossa Senhora do Rosário, ...
Opa, pausa para um delicioso copão de caldo de cana, por apenas US$ 1.



Fim de tarde. Agora era subir caminhando até onde o carro estava estacionado. Dali, seguindo rumo ao hotel, o trânsito era intenso. Passava das 18h e, como a fome era grande, uma parada no Floripa Shopping para jantar. US$ 11pelo jantar e US$ 4 por um delicioso sorvete. Uma caminhada pelo local, estacionamento de US$ 1 pago e agora sim, direto para o hotel.



Quarta-feira



Acordamos cedo, arrumamos as mochilas, tomamos um belo café da manhã e fizemos o check out. Seguimos nossa viagem, pois agora ainda em Floripa, íamos nos hospedar ao Sul da ilha.


Iniciamos o dia passeando pela Praia de Canasvieiras, pois no dia em que chegamos não tivemos tempo de conhece-la. Sentamos em uma pedra e ali ficamos apreciando a beleza natural daquela praia com águas verdes, poucas ondas, areia branquinha e fina. A vontade era de não ir embora dali!


Seguimos até o bairro dos Ingleses: Praia dos Ingleses, Santinho e Praia Brava. Saindo dali e seguindo pela estrada, super arborizada e bem pavimentada, nos deparamos com placa indicando a Praia do Moçambique. Lá fomos nós.


É a mais extensa da ilha. Ali, alguns surfistas apenas.


De volta a estrada a próxima parada foi a Barra da Lagoa. Infraestrutura completa. Lá estava a praia de 8 km de extensão. O diferencial ali é uma ponte pênsil sobre o canal da Barra. Passando por ela, existe uma trilha que dá acesso a Prainha, cercada por rochas.


Retornando, caminhada pelo píer ali pelo canal da Barra, com um pequeno farol ao final.


De volta à estrada, placas indicativas das Praias Mole e Galheta. Mas a parada aconteceu no Mirante do Morro da Lagoa da Conceição. Dali avista-se a própria lagoa e ao fundo a Praia da Joaquina.


Praia da Joaquina? Eita. E lá fomos nós! Local com excelente infraestrutura. Realmente tem de tudo. Fomos direto para cima das pedras, de onde se tem uma excelente vista da praia e as dunas ao fundo. Pedras, praia, dunas, ... não tem como não ficar um bom tempo ali. (FOTO).



17h e decidimos seguir para encontrar o Sagui Hostel, no Campeche. Check in, pagamos US$ 29 pelo quarto sem café da manhã. Deixamos as mochilas e seguimos a pé, passando ao lado da Capela São Sebastião do Campeche com seu cemitério nada assustador aos fundos. Sol ainda forte, caminhada gostosa, vegetação baixa, ... E lá estava a praia. 3.5 km de extensão, vista para a Ilha do Campeche (tombada pelo Patrimônio Arqueológico e Paisagístico Nacional, abriga praias de águas transparentes, sítios arqueológicos, ...). Vento forte e caminhamos pela praia. Dunas. Sim, mais dunas. Ufa! Hora de retornar, com direito a pegar algumas conchas em um local onde existiam tantas, que desviar delas foi difícil. Parecia um grande tapete.


Já escurecia e a fome "bateu forte". Passamos pelo hostel e fomos procurar algum lugar para comer. Outra grande caminhada até encontrarmos no Campeche, uma padaria. Ali, por US$ 5, nos fartamos.


Quinta-feira


Café da manhã tomado com as próprias coisas que tínhamos conosco, perguntamos para um rapaz que estava ali no hostel para trabalhar, onde ficava a Fortaleza de São José da Ponta Grossa (FOTO). Longe, ao norte da ilha, próximo onde já tínhamos nos hospedado anteriormente. Fomos para lá.


Final da Praia de Jurerê Internacional, bem ao pé do morro. Estrada íngreme e estreita. Conhecemos a bela Praia do Forte e na sequência, pagando US$ 3.50 o casal (meias entradas), foi a vez da fortaleza.


Até a entrada, segue-se por uma trilha em meio a árvores com o mar lá embaixo. Essa fortaleza foi construída em 1740 e foi restaurada pela Universidade Federal de SC que cuida do local. É um Patrimônio Histórico fabuloso. realmente valeu muito a visita.


11h, seguimos para Blumenau, que é uma das cidades mais populosas do Estado de SC. Lá acontece a Oktoberfest, considerada a segunda maior do mundo, estando atrás apenas da festa de Munique, na Alemanha.


Pouco mais de 2h de viagem, de trânsito lento chegando na cidade. Fomos direto para o Parque Vila Germânica, local da festa. Até as 18h o acesso é livre e no período da tarde ficam abertas lojas e restaurantes. Shows mesmo, só a noite. Conhecemos o local e almoçamos por US$ 21 o casal. Comida típica alemã com direito a Chopp Bierland de trigo. Delícia!


16h. Agora foi a vez de conhecer o Parque Ramiro Ruediger, logo ao lado do complexo da festa. Grande, mas sem grandes atrativos.


Uma depois, decidimos seguir viagem. 360 km até Ponta Grossa, no Paraná, onde iríamos pernoitar. Quase 5h de estradas, com sinalização deficiente, mão única, etc.


Passava das 22h quando chegamos. A sinalização na cidade também não nos ajudou e foi difícil encontrar o local onde dormiríamos. Ufa, 23h, check in realizado, pago os US$ 29 (casal, sem café da manhã), foi só dormir.


Sexta-feira


Comemos, mais uma vez o que levávamos conosco e, ainda cedinho, seguimos rumo à Tibagi, que é uma cidade do interior do Paraná extremamente pequena com uma população aproximada de 20 mil habitantes. Por sorte, não era tão longe. Mas porque Tibagi? Ali está o famoso Parque Estadual do Guartelá – CÂNION GUARTELA.


Foi criado em 1992 com objetivo de assegurar a preservação dos ecossistemas típicos, com uma excepcional beleza cênica como os “cânions”, cachoeiras e insinuantes formações rochosas, o Parque abriga o cânion do Rio Iapó ou Cânion Guartelá, considerado o 6º maior cânion do mundo em extensão.

O Parque possui diversos atrativos, trilhas ladeadas de vegetações rupestres, plantas exóticas, sinuosas trilhas entre os campos nativos, cachoeiras, panelões, mirante,...

Passava um pouco das 8h, na agora excelente estrada, antes de chegarmos à cidade, já avistamos placas do parque. Fomos direto para a portaria principal. Havia apenas um casal que chegou um pouquinho antes que nós. Ali, no que podemos chamar de sede do parque, um dos guardas/ instrutores nos passou um vídeo e depois algumas explicações. Desse modo tínhamos duas alternativas para fazer o passeio: primeiro pagar um guia e fazer a visita completa e segundo, fazer o passeio sem guia, ou seja, não pagar nada por isso, mas o passeio não é completo, já que existem alguns caminhos que não podem ser feitos sem o guia.

Optamos em fazer o passeio sem o guia, pois pelas explicações e com mapa na mão não seria tão difícil.

Mochila nas costas, comidinhas, água, e outras coisinhas, lá fomos nós. De início, uma descida que parecia não ter fim. Bom para descer, mas e a volta, heim? Vixe! Uma estradinha com calçamento de pedras. Tranquilíssimo. O parque todo é muito bem sinalizado não tem como se perder desde que sejam seguidas as placas.

Depois entramos em uma trilha em meio à mata. Também super tranquila e plana agora. Essa, nos levaria aos panelões (banheiras de hidromassagem natural escavada pela própria água), mirante e cachoeira.

Saímos dela, e todo o restante do caminho foi percorrido por uma passarela de madeira e com todas as indicações necessárias. Tudo muito fácil e hiper bem sinalizado (FOTO).



E lá estavam eles: os panelões. Que maravilha!!! Que delícia!!! Muito bom. Ninguém por ali. Só para nós.

Olhando assim parece que é fundo e perigoso. Mas muito pelo contrário é permitida a entrada e água chega à cintura, dependendo da altura da pessoa. No fundo, tem areia. Ali dentro, de costas para a água, é simplesmente uma hidromassagem. Perfeito!

Logo chegou um dos guardas, conversou um pouco conosco, deu dicas, tirou fotos para nós, ...


Detalhe: o parque é bem vigiado e, esse guarda, encontramos por várias vezes depois, em outros locais do parque.


Ficamos um bom tempo ali. Daí, seguimos a trilha. Chegamos ao mirante de onde se tem uma vista maravilhosa, com parte dos 32 km do Rio Iapó lá em baixo.


Seguindo a trilha ainda chegamos na cachoeira da Ponte de Pedra com cerca de 200 metros de altura, e que apresenta a formação de uma ponte cortando a cachoeira. Ali correm as águas do Córrego Pedregulho. Não é permitido passar por essa ponte natural de pedra.

Mais um tempinho, algumas fotos e paramos em umas pedras, para comer. A fome era grande, pois já se aproximava das 12h.

Retornando, não resistimos e paramos novamente nos panelões (FOTO), agora somente para descansar e apreciar, sem entrarmos na água. Faltavam apenas às pinturas rupestres, mas não podíamos seguir sem o guia. Até que tentamos, mas não conseguimos. Hora do retorno.




Lembra a descida como foi boa? Ahahaha. Agora, era subida. E que subida!

Início da tarde e lá estávamos seguindo para Tibagi. Pouco antes de entrarmos na cidade, paramos na cachoeira Arroio da Ingrata. Tempo apenas para um banho na pequena queda d’água.  

Logo na entrada da cidade, um portal e o centro de informações turísticas. Uma moça muito simpática nos recepcionou e nos apresentou um vídeo sobre a cidade. Após, nos forneceu o mapa da cidade. Saímos e já fomos conhecendo os locais: Mirante, Casa da Cidade (biblioteca), Caixa D’Água, Ladeira do Paredão, Teatro Municipal, Casa da Cidade, Palácio Diamante (FOTO), Museu, Praça Central e Igreja Matriz (Nossa Senhora dos Remédios). Cidade pequena e tudo pertinho,ali pela praça central. Final de tarde, tomamos um sorvete por US$ 5, ... Pronto! Em metade da tarde tínhamos conhecido Tibagi.  Fomos procurar o Katito Hotel. Suíte por US$ 37 o casal com direito a café da manhã. Fácil de ser localizado. Depois de um super banho, saímos para jantar. Optamos por uma pizzaria muito bem movimentada, até. US$ 11 por uma pizza grande. Depois, uma voltinha na praça e fomos direto para o hotel. O cansaço era grande. 



Sábado

Cedinho, tomamos o café da manhã bem simples oferecido pela pousada, arrumamos tudo e partimos em nosso caminho de volta. Viagem longa, estradas boas, ...


Mas como tínhamos o sábado ainda para desfrutar pensamos em dar uma passadinha no Parque Estadual Intervales que fica em Ribeirão Grande-SP, quase no trajeto de volta. Já na entrada do parque, decidimos não entrar, pois não tínhamos todos os equipamentos necessários para entrar em cavernas. Que pena. De volta à estrada, 16h, paramos no Polo Shopping em Indaiatuba. Uma voltinha, um sorvete e às 18h estávamos em Campinas. E assim chega ao fim mais uma incrível viagem!!! Até próxima!!!

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