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sexta-feira, 4 de janeiro de 1980

Piracicaba - SP


PIRACICABA


Um belo domingo de muito sol e calor. Vamos passear? A escolha dessa vez foi Piracicaba, que fica a cerca de 75 km de Campinas e é uma cidade bem grande.


É conhecida como cidade dos peixes. E olha que lá não falta peixe mesmo, hein! Tem a tradicional e famosa Rua do Porto que margeia o Rio Piracicaba, com muitos bares e restaurantes com uma gastronomia à base de ... Adivinhem? Peixes! Posta de filhote, piapara no tambor, espeto de pintado e cuscuz de peixe. Mas existem também os restaurantes para quem não é fã de peixe.


Além disso, a cidade conta com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), pertencente a USP, a Faculdade de Odontologia de Piracicaba pertencente a Unicamp e a Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP), resumindo uma cidade boa para se viver. Existe ainda os Museus Prudente de Moraes e o Martha Watts.


A primeira parada foi no Shopping Piracicaba e a decisão foi almoçar ali mesmo, uma vez que não somos muito fãs de peixe como alimentação. Depois, um passeio pelo local.


Início da tarde e dali direto para o Engenho Central, antigo engenho canavieiro que foi tombado como patrimônio histórico e cultural, servindo hoje como espaço cultural, artístico e recreativo. Ali estava acontecendo mais uma edição do famoso Salão Internacional do Humor, que é um importante festival de humor gráfico realizado anualmente e considerado também um dos salões mais importantes do mundo no universo das artes gráficas.


Lá pudemos conferir cartum (narrativa humorística, expressa através da caricatura e normalmente destinada à publicação em jornais e revistas), charge (é uma ilustração cômica que satiriza de forma crítica os acontecimentos sociais e políticos), tiras (são histórias em quadrinhos mais curta, mas com humor. Pode conter linguagem verbal e não verbal) e caricatura (é um desenho de um personagem da vida real, tais como políticos e artistas).


Passeio realizado, o destino era a Rua do Porto, logo ali na outra margem do Rio Piracicaba. A travessia pode ser feita pela Ponte Pênsil.


Carro estacionado, resolvemos caminhar pela tradicional rua, de ponta a ponta: muitas pessoas indo e vindo, quiosques com mesas e cadeiras, feirinha de artesanato, também estava acontecendo uma festa tipo “quermesse” com comidas e show sertanejo, ... E as famosas pamonhas de Piracicaba? Ah, tem também, né!


De repente, um campo de futebol onde estava acontecendo passeios de helicóptero. A curiosidade foi tamanha, que fomos perguntar sobre valores: valor equivalente a uma passagem aérea em promoção entre SP e RJ, por exemplo. Hiper caro, por um mísero passeio de nada mais, nada menos que 3 minutos, cronometrados. Absurdo!!! Sentamos e ficamos por ali um tempinho vendo o helicóptero indo e vindo.


Descansados, retornamos pela Rua do Porto. Chegamos a Ponte Estaiada (apenas para pedestres) que passa sobre o Rio Piracicaba e nos leva até os fundos do Engenho Central. Passamos por ela. Era tanta gente, que a circulação estava difícil.


Depois, de carro, fomos visitar o Museu da Água, que ocupa uma área de 12 mil metros quadrados, ao lado do salto do Rio Piracicaba, onde funcionou a 1ª Estação de Captação e Bombeamento de Água da cidade. Entramos em uma sala onde ficam preservados dois conjuntos de turbina e bomba que serviam para o bombeamento da água do Rio Piracicaba até o centro da cidade.


Daí, o Mirante, onde é possível visualizar o canal de água que produz a cascata (FOTO). Deste local se tem uma visão ampla do Salto do Rio Piracicaba, do Parque do Mirante e parte do Engenho Central.


Curiosidade: Enquanto lava as mãos, o visitante pode observar quanto está gastando. Os lavatórios possuem caixas transparentes com um medidor do volume de água. O mesmo sistema também é utilizado nos vasos sanitários.

Em um dos aquedutos encontram-se três aquários com várias espécies de peixes do Rio Piracicaba. Através de fotos junto dos aquários, o visitante pode identificar os peixes, além de saber os que ainda podem ser encontrados no Rio Piracicaba, assim como as espécies em extinção. Além de ser um lugar diferente, é muito educativo também.

Finalizando este relato, uma música de Sergio Reis bem conhecida:

O rio de Piracicaba vai jogar água pra fora
Quando chegar a água dos olhos de alguém que chora

La na rua onde eu moro só existe uma nascente
A nascente dos meus olhos já formou água corrente
Pertinho da minha casa já formou uma lagoa
com a lagrima dos meus olhos por causa de uma pessoa

O rio de Piracicaba vai jogar água pra fora
Quando chegar a água dos olhos de alguém que chora

Eu quero apanhar uma rosa, minha mão já não alcança
eu choro desesperado igualzinho a uma criança
duvido alguém que não chore pela dor de uma saudade
quero ver quem que não chora quando amar de verdade

O rio de Piracicaba vai jogar água pra fora
Quando chegar a água dos olhos de alguém que chora

Quando chegar a água dos olhos de alguém que chora

Quando chegar a água dos olhos de alguém que chora”


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