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quarta-feira, 2 de janeiro de 1980

Circuito das Águas de SP e Sul de MG



Circuito das Águas de SP e Sul de MG

Um feriadão de 04 dias se aproximava. Quinta-feira, Sexta-feira, Sábado e Domingo. Nada programado, mas com certeza era fundamental fazer algo. Mas o que? Ir para onde, assim tão em cima da hora? Sem reservas de hotel e tudo mais. Ai, ai.


Primeiro dia de feriado e, nada de viajar. E o tempo? Ah, o tempo estava uma beleza. Sol e calor.


Pois bem, tudo decidido: na manhã seguinte iríamos em direção ao Circuito das Águas de São Paulo. Rapidamente foi traçado um roteiro: Serra Negra, Lindóia, Águas de Lindóia, Monte Sião e Ouro Fino.


O pensamento era: tudo lotado. Sendo assim, em último caso, seria um passeio de apenas um dia. Isso mesmo, bate e volta.


Sexta-feira – Serra Negra/ Monte Sião/ Ouro Fino


Saímos de Campinas por volta das 8h e pouco depois das 9h já estávamos em Serra Negra. A primeira parada foi na Igreja São Benedito. Depois, uma boa volta pela Praça João Pessoa e na sequência, o teleférico com 1.400 metros de extensão e 68 cadeiras, que leva as pessoas a uma altitude de 1.080m. É o Pico do Fonseca, conhecido também como Morro do Cristo, justamente devido a grande estátua do Cristo Redentor.  No início do percurso a sensação é de um certo medo, pois olhando para baixo é muito alto. Mas depois essa sensação vai passando. Ahhh... ia me esquecendo a cadeira é individual. E vamos subindo! Uns 5 minutos depois, pronto.


A subida é esquisita, pois parece que a cadeira vai voltar para trás. As vezes o teleférico é parado, pois existem pessoas que demoram a descer ou subir.


Lá de cima, do mirante, a vista é muito bonita. Consegue-se enxergar boa parte de Serra Negra e, cidades vizinhas. Ali existe lanchonete, banheiros, cavalos para passeios, pequena trilha, ... muito gostoso subir e ficar sentado apreciando a beleza.


Depois desse gostoso passeio, claro a descida de teleférico.


Já de volta à cidade, o esperado passeio pelo centro da cidade, com muitas, mas muitas lojinhas de roupas mesmo. Loucuraaa!!! Ofertas diversas, muitos modelos e difícil escolher algo também, já que a vontade é de comprar tudo.


Paço Municipal e, logo atrás, na Av. Dep. Romeu de Campos Vergal, o Parque das Flores. Uma área montanhosa com vegetação nativa e com três fontes de água mineral radioativa, uma concha acústica, trilha para caminhada, espelho d'agua e mirante com vista parcial de Serra Negra.


12h, de volta a cidade, mais um pouquinho de caminhada entre as ruas lotadas e o merecido almoço, para depois seguir viagem.


Primeiramente passamos por Lindóia, com direito a algumas fotos. Na sequência, Monte Sião, a capital nacional do Tricô, onde também estava acontecendo à feira de malhas – FENAT. Paramos o carro no centro e fomos caminhar, cidade lotada também, muita, muita, roupa...  Passeamos pela praça central, chamada “Prefeito Mario Zucatto”. Muito bonita, conservada, arborizada e limpa. Nela existe a fonte Nossa Senhora da Medalha Milagrosa onde as pessoas amarram fitinhas em uma grade que fica em volta de um chafariz. Provavelmente cada fita ali amarrada seja devido a uma promessa. Seguindo, mais lojas, outra praça bem perto da central e Igrejas para depois seguir para feira de malhas – FENAT. Conhecida e fica um pouco afastada do centro, em um galpão enorme. Entrada gratuita, roupas, roupas e roupas...


17h. O destino agora, era Ouro Fino, a não mais que uma hora dali. Sem reserva de hotel, ainda era necessário encontrar um lugar para passar a noite.


Na entrada da cidade nos deparamos com o monumento representando o menino da porteira (FOTO), que já virou até filme com recorde de bilheteria. Mas a história ficou conhecida mesmo com a famosa música: “O menino da Porteira”:


“Toda vez que eu viajava
Pela estrada de Ouro Fino
De longe eu avistava
A figura de um menino
Que corria abrir a porteira
Depois vinha me pedindo
Toque o berrante, seu moço
Que é pra eu ficar ouvindo”. 


Já na cidade, iniciou-se a busca por lugar para dormir: na primeira pousada, restava apenas um quarto com duas camas, banheiro compartilhado, café da manhã incluso e um preço muito convidativo; outras duas pousadas visitadas e lotadas; mais uma, lotada e a informação de que até as cidades vizinhas estavam lotadas. Um rápido bate papo na portaria com um casal que também buscava hospedagem e a decisão: retornar rapidinho para a primeira pousada, onde ainda havia um quarto.  


Tudo ajeitado e banho tomado.


20h e era hora de sair para jantar. Depois de uma caminhada a pé pelas ruas vazias da pequena cidade, a escolha foi comer pizza. Engraçado: não se via ninguém nas ruas, tudo fechado, ... Estranho! Apenas na pizzaria tinha movimento.
De volta à pousada, o cansaço se mostrou presente. Então, dormir, claro.
Sábado – Ouro Fino/ Águas de Lindóia/ Lindóia
Café da manha daquele jeitinho mineiro, mochilas arrumadas e um rápido passeio pela cidade, já que isso não tinha acontecido no dia anterior.
Igreja Matriz de São Francisco de Paula, Capela do Santíssimo, Praça Matriz, Casa do Tratado Café com Leite, Pavilhão das Malhas, Fórum, Prefeitura Municipal.
9h. Retorno e, destino Águas de Lindóia. Depois seria a vez de Lindóia.
Em Águas de Lindóia estava acontecendo Encontro Paulista de autos Antigos. Então imagina: feriado prolongado + evento = cidade transbordando de gente.
Primeiramente a visita foi ao Cristo, que fica no Morro do Cruzeiro. Subida de carro. Vista maravilhosa podendo ver toda a cidade, inclusive outras vizinhas. Ventava bastante. Mulheres, de cabelo preso!
11h, já de volta à cidade, a “luta” agora era para encontrar uma vaga para o carro. Depois de algumas rodadas, um local bacana para estacionar. Perto do Balneário Municipal com suas três piscinas abastecidas com águas medicinais.
Para chegar até o evento, foi só cruzar o Bosque Zequinha de Abreu, com escadarias sinuosas e um riacho ao meio. Nos finais de semana e feriados acontece uma ferinha com artesanato, tricô, malhas...
Opa, local do evento, ao redor do grande e belo lago. Uma enormidade de veículos antigos, na maioria, carros. Para qualquer lugar que se olhasse, tinha carro. Carro, e mais carro. Antes era roupa e mais roupa agora é a vez dos carros.
Início do passeio: Praça Adhemar de Barros (FOTO). Depois de caminhar bastante por ali, entre os veículos, o cansaço “bateu forte”. Opa, momento de descansar, ir ao banheiro, ...


E continua: mais veículos, carro anfíbio na água com sua apresentação à parte para alegria da galera, ... Eram muitos carros. Mais de 600 modelos. Sem chance de ver tudo.    
16h. Próximo destino, então: Lindóia.
Apesar de muitíssimo próxima, foram longos minutos para chegar, pois o congestionamento era grande. Mais precisamente, tomando toda a estrada entre ambas as cidades.
Enfim, Lindóia. Fome e a solução: um super lanche em uma padaria. Depois, uma visita à famosa Garrafa na entrada da cidade, o Rio do Peixe, Igreja Matriz Nossa Senhora das Brotas.
Por volta das 20h, de volta à Campinas e com direito a mais um dia de descanso antes de retornar ao trabalho.


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