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quarta-feira, 2 de janeiro de 1980

Paraty




SEXTA-FEIRA

Depois de muito planejar e desejar conhecer Paraty, finalmente iria acontecer. Mês muito quente!

Rodovia Dom Pedro, Rodovia Carvalho Pinto (foto), rumo ao litoral norte do Estado, com destino final, Paraty.

Prevendo um grande trânsito na Rodovia dos Tamoios, a idéia foi descer a serra pela SP 077, passando pela cidadezinha de Santa Clara. Assim, utilizar somente metade dessa rodovia. Aproximadamente 16h30 e passava por Salesópolis. Nesse ponto, devido a obras na estrada, o trânsito estava lento e as vezes parado. Mas nada de tão assustador. Onde o trânsito fluía bem, eram poucos veículos na estrada. Seguindo viagem, logo depois, veio a Rodovia dos Tamoios que conduziria até Caraguatatuba. Um pouco de trânsito no final de tarde e para atravessar a cidade. Daí, a Rodovia Rio – Santos e em direção a Ubatuba, por onde passagem se deu no início da noite, sem parar.

A fome já era grande e foi necessário parar em um posto, onde na lanchonete, "a janta" foi misto quente e refrigerante. Uma breve esticada nas pernas e seguir viagem.
20h e, enfim, chegava. Entre a divisa dos Estados e a cidade de Paraty praticamente não havia trânsito.

Como não tinha reservado hotel ou pousada, de imediato foi preciso procurar local para ficar. Começando por pesquisar pousadas na Praia do Jabaquara. Locais bons, mas com valores de diárias nada convidativos. Daí então, mais para próximo do Centro Histórico.

Olha daqui, procura dali e a opção foi pelo Pouso Kotory, que por causa dos passarinhos que ali buscam refugio, tem este nome. Segundo a língua japonesa Kotory faz referência a refugio de pássaros.

Lugar bacana, na Av. Beira-Rio, em frente a cidade histórica.

Muito cansado, só restou forças para dar uma pequena volta à pé pelo local e logo retornar para a pousada.

Apesar de pequeno problema na cama e de alguns maravilhosos pernilongos, foi uma boa noite! 



SÁBADO

Depois de acordar, o merecido café da manhã em companhia de beija-flores.

As mesas dispostas para o café eram de madeira, com mapas e fotos em preto e branco do local e um vidro por cima; algo diferente e autêntico.

Após, um bate papo com o pessoal da pousada sobre os pontos turísticos e tudo mais; eles  falaram do passeio de barco, inclusive, indicaram um barqueiro parente deles.
A idéia era fazer o passeio logo cedo, e dessa forma, sair à pé da pousada em direção ao local onde estava ancorado o barco. Na verdade não era no cais principal, mas sim num cais no Rio Perequê-Açu, em frente ao Centro Histórico, cais esse utilizado por barcos de tamanhos pequeno e médio.

Porém aquele que foi indicado estava com clientes naquele horário, sendo assim, o passeio ficou para o período da tarde.

Como o passeio seria à tarde, hora de refazer os planos.

Retorno à pousada para pegar o carro e ir para a Praia do Jabaquara (foto), inicialmente.
Praia bacana, com uma ou outra árvore e quiosque abandonado. A areia bem clarinha! Muitas conchas e, lindas por sinal! Separei algumas para mim! O mar então! Hum, sem palavras.... Aquela água bem fresca e calma!! Como ainda era bem cedo, não havia muitas pessoas na praia, e foi possível aproveitar bastante.



O sol já estava forte. Opção por se abrigar debaixo de uma árvore. Chapéu Mexicano. Folhas grandes e que proporcionava uma bela sombra. Próximo, havia pescadores com canoas.

Algumas fotos ali! Poucas pessoas chegavam e fácil de perceber que seria pouco movimentada a praia. Excelente. Muitos cachorros com seus donos, inclusive um “boxer” caramelo que estava “treinando” salto; tentando pegar algo que o dono pendurou propositalmente na árvore para ele pular e pegar.

Quase 11h e o destino agora foi o Morro do Forte. O carro ficou estacionado no “pé do morro”, e a subida, muito tranquila por uma trilha bem aberta, feita totalmente a pé. No topo do morro, uma edificação bem antiga e canhões. Algo fascinante. Daí a vista é fantástica. Fotos, fotos e mais fotos.

A descida foi por uma trilha que iria conduzir até o mar. Lugar maravilhoso. Como valeu a pena.

Sol forte do meio dia e era hora de retornar. E rápido pois logo no início da tarde tinha o passeio de barco.

Mas antes, claro, o almoço, numa “quitandinha” próxima a pousada. Na verdade um lanche.
Preguiça agora? Que nada! Disposição e máquina digital na mochila; passeio de barco, que se iniciaria às 14h!

Essa seria mais uma oportunidade para andar em um pequeno barco daqueles. No barco foi somente o “capitão”, um ajudante e eu. Quando o barco estava saindo do cais, vimos uma belíssima imagem; enquanto o barco se distanciava da costa; a cidade de Paraty surgia em sua beleza.Claro, fotos, fotos e mais, fotos!
Dava para ver a Capela de Nossa Senhora das Dores bem à frente da cidade, o pequeno cais no rio, o Cais do Porto e suas embarcações, extremamente comerciais, para passeios em grupo e duração de muitas horas, praias, ...

Vimos toda a costa de Paraty, inclusive a parte VIP, onde só tem mansões e iates particulares; principalmente as de personalidades e celebridades.

O mar de Paraty é lindo, água límpida. Um espetáculo e o dia estava tão bom, o sol bem quente! Um sábado maravilhoso! Incrível! Adorável!!!

Passamos pela Ilha Sapeca e rumamos para a Ilha Comprida, nossa destino. Após uns 40 minutos, chegamos. O barco parou e pude nadar naquelas águas profundas, limpa e transparente. Dava para ver dentro d´agua, até uma profundidade grande. Tudo bem que estava geladíssima!! Mas não podia perder a oportunidade!

Foram uns 40 minutos ali. Depois, retomamos.

Muito agradável!!! Sentado na proa do barco e apreciando a linda paisagem proporcionada, sem contar o sol e o vento trazendo uma ótima sensação. Ah, quantas belas fotos! Nesse retorno, aquela visão maravilhosa de Paraty novamente.

Passava um pouco das 17h quando chegamos ao ponto de partida e ainda tinha que conhecer lugares. O principal, sem dúvida, o Centro Histórico (foto).



Bem estava propício para tal. O sol agora estava fraco e a temperatura agradável para caminhadas.

Iniciou-se uma caminhada bastante agradável pelas ruas antigas e maravilhosas desse local. Opa, do nada, a sensacional tarde já havia "partido" e uma bela e agradável noite dava boas vindas.

Hora de jantar e a sorte veio: um excelente restaurante, com preços muito atrativos. Feito isso, só restava uma bela e demorada caminhada até a pousada.
Eis que, ao sair do restaurante, as ruas já estavam bem agitadas, com turistas por todo lado. Ah, mas então o negócio era aproveitar até onde conseguisse. O cansaço que ameaçava dominar, com certeza, iria acontecer depois, bem depois.
Caminha daqui, olha dali, e, uma festa junto a Matriz Nossa Senhora dos Remédios. Por ali foi fácil ficar um bom tempo, caminhando bem lentamente. E foi durante essa caminhada que lá estava, um artista de rua, se utilizando de tinta em spray para pintar lindas paisagens e figuras em azulejos e papelão. Esse artista estava rodeado por muita gente. E não é que o cara era rápido no que fazia? Minutos e  a obra ficava pronta.

É, mas daí não teve jeito. O cansaço realmente atacou.

20h30 e rumo a pousada, já que uma boa noite de sono seria fundamental, já que ainda tinha o Domingo pela frente.




DOMINGO
Amanheceu e advinha? Sim, acordar cedo para aproveitar bem o dia.

Após o café da manhã, aproximadamente 8h, foi sair caminhando novamente para o Centro Histórico, já que ainda tinham alguns locais para serem visitados. Casas e prédios muito antigos, canhões, a Igreja Santa Rita, o Cais do Porto, ...

Já se aproximava das 10h e agora restava aproveitar a Praia do Pontal. Detalhe é que tudo nesse dia, até aqui, ficava bem perto, o que propiciou uma bela caminhada.
Essa praia já fica cercada por residências e pontos comerciais. Daí, já tinha bastante gente.
Hora do almoço e chegava a hora de partir. Sim, o retorno para Campinas após o almoço, já que a viagem provavelmente seria demorada.
"Check out", almoço e pouco depois das 13h, estrada.
Mal saía de Paraty e antes de pegar a Rodovia BR-101 (Rio – Santos), placas que indicavam lugares turísticos e, próximos. Consultando o mapinha adquirido gratuitamente na pousada, foi só seguir para alguns deles, para uma breve visita.
Uns 6kms a frente e lá estava na entrada de uma fazenda onde estão os famosos Poço do Inglês e Cachoeira da Pedra Branca. Cobram ingresso, mas a intenção era tão somente conhecer o local e tirar fotos. Deixaram entrar sem pagar. Após uma rápida e agradável caminhada, lá estava. O local é muito bonito e tinham alguns poucos turistas ali. Sem demora.
O próximo local visitado foi a Estrada Real (Caminho do Ouro). Nesse ponto, a Igreja Nossa Senhora da Penha (foto), no alto de uma enorme pedra. Fantástico. Que lugar lindo.
Mas não podia perder muito tempo, já que eram aproximadamente 14h e devia iniciar a viagem de retorno.
Bem, conhecer então, a pé por mais uma bela trilha, a Cachoeira do Tobogã (foto) e o Poço do Tarzan. Sensacionais.


Foi aí nessa Cachoeira que tinham pessoas e até um cachorro deslizando sobre uma enorme pedra, Sim, a água proveniente da cachoeira desliza sobre uma enorme pedra, formando o tobogã. Tá aí o nome do local.
Ah, daria tranquilamente para passar o restante da tarde desfrutando do local. Mas lembremos: ainda tinha a viagem de volta para Campinas. Paciência! Afinal, até o momento tudo estava maravilhoso!
Não era 15h30 quando realmente iniciou-se o caminho de volta.
E tudo ia indo muito bem. Quando de repente, surge na estrada uma placa indicando o caminho para Trindade. Vejamos: era final de tarde, não conhecia o local e segundo a placa, era próximo. O que fazer? Sem dúvida, ir para lá! Afinal, estava passeando.
Depois de muita subida, lá veio a grande descida. E conforme descia, ia avistando lá em baixo, a pequena cidade.
Já na chegada a surpresa: um bar e a praia lotada. Para fora do carro, para rapidamente conhecer e em seguida, cruzando o riozinho que corria sobre uma enorme pedra quase plana, rumo a cidade para também, conhecê-la. Minúscula, com ruas estreitas, pousadas, pontos comerciais e claro, muito movimentada.
Como a noite estava próxima e a fome já se apresentava, era hora de comer por ali em algum restaurante. E mais uma vez a sorte: um restaurante simples, bom e barato.

Jantar concluído, noite se iniciando e, agora sim, mais que satisfeito, restava o retorno.

Decididamente segue a viagem de retorno, enfrentando um grande e intenso trânsito principalmente dentro da cidade de Ubatuba e na subida da serra pela Rodovia dos Tamoios, mas nada que merecesse destaque aqui nesse relato.

Chegada em Campinas aproximadamente 22h.


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