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quarta-feira, 2 de janeiro de 1980

Museu TAM e Barra Bonita

           
           Pensando nos fins de semana e feriados curtos, há algum tempo, fazia roteiros, planejando viagens, passeios, etc.      
          Era a segunda semana de Agosto, um tempo quente, seco, gostoso para ir à praia; e essa era a intenção. Porém a previsão do tempo dizia o contrario: frente fria, chuva, ou seja, nada de praia!
          Sendo assim, sem chance! Deixa para quando a previsão do tempo estiver favorável.
            
        Sábado de manhã. 7h, um calor intenso, super quente para o horário.  Poxa, o dia estava prometendo! Não seria nada legal ficar em casa com um dia tão lindo!
           Então, se iniciava mais uma viagem.
           Rapidamente peguei minha mochila e coloquei coisas básicas
           Realmente estava quente. Por volta de 8h10, rumo ao interior de São Paulo.
    Rodovia dos Bandeirantes, depois Rodovia Washington Luis sentido Araraquara, tranquilamente. Às 10h, já próximo de São Carlos, uma parada no Graal Castelo para tomar café. Suco de maçã verde, pão de queijo e kibe. Estrada de novo.             
       Por volta de 10h40, chegava ao Museu que fica na Rod. Eng. Thales de Lorena Peixoto Jr (SP318), Km 249,5. A primeira olhada, no primeiro portal, não se vê nada, nem placas indicativas, porém logo passando por um segundo portal e já tem as flâmulas de boas vindas em português, inglês, espanhol, italiano, ...
       Após seguir por essa entrada, o galpão e o estacionamento. Depois a portaria e estacionamento.
            
Para informações Museu Tam: http://www.museutam.com.br/

Entrei. É como se fosse um aeroporto e fossemos passar pelo Check in! Essa é a bilheteria para adentrar no museu! Muito legal! “Paguei meia”, já que sou estudante. Sim, sim, estudante!
            Antes de entrar efetivamente no museu, passa-se por uma área descoberta, onde está um avião chamado Dream Flyght – Rose, é um modelo Douglas DC – 3 de 1942!



Agora sim, para dentro do galpão gigantesco. Passa-se por um corretor, típico de área de embarque, onde é contada através de fotos, documentários passados em TVs  e  histórias escritas nas paredes todos os momentos da aviação, sejam balões, aviões ou foguete; tudo está registrado lá!


          É incrível pensar que pessoas comuns, iguais a mim ou a você, puderam ao longo do tempo construir máquinas que voam e hoje são indispensáveis a qualquer economia, para turismo, transporte, e também na agricultura (jogar insumos agrícolas ou água em incêndios); atravessam oceanos, desertos, para chegar ao seu destino, as vezes com passageiros, as vezes com cargas. É difícil imaginar um mundo sem o transporte aéreo. E minha emoção é mais por ter o privilégio de estar lá naquele momento, ver réplicas, desenhos, manuscritos, ... É tudo muito rico! EMOCIONANTE!
            Mas vamos seguir porque tem muita coisa!!!!!



           
            Este é um dirigível da engenharia alemã, LZ-129 Hindemburg, conhecido também como Zeppelin; na verdade, Zeppelin vem do nome do construtor desses dirigíveis, conde Ferdinand Von Zeppelin, que investiu sua fortuna em construir dirigíveis para transporte de passageiros.
            O Hindenburg possuía 245m de comprimento, 41,5m de diâmetro, voava a 135km/h com autonomia de 14 mil quilômetros e tinha capacidade para conduzir 50 passageiros e 61 tripulantes. Ficou conhecido devido ao seu último vôo ter um desfecho triste. Explodiu em New Jersey, em 06 de Maio de 1937 vitimando 36 ocupantes. Com isso, encerrou-se a carreira comercial deste tipo de aeronave.  Porém, na 2ª Guerra Mundial, sendo fabricado pela Goodyear, foi bastante utilizada pela Marinha Americana para acompanhar navios e detectar submarinos inimigos.
            Nos anos 80, este tipo de dirigível foi ressuscitado como instrumento publicitário para a Goodyear, sendo sua marca registrada.
            Seguindo pelo túnel de entrada, vemos imagens das construções de foguetes e também do homem chegando a lua; Yuri Gagarin, cosmonauta soviético que em 12 de abril de 1961 tornou-se o primeiro homem a viajar pelo espaço a bordo da Vostok 1. Um marco na história, porque depois disso, o homem pisou na lua, e o grande feitor foi o americano Neil Armstrong.
            “A Terra é Azul”..teria dito Yuri Gagarin; é engraçado, a URSS  ( União das Republicas Socialistas Soviéticas) conseguiu colocar um homem no espaço, e hoje nem existe mais... bem, isso é assunto para outro relato, talvez!
             Aqui a EMBRAER (Empresa Brasileira de Aeronáutica) de São José dos Campos/SP, fundada em 1969, que é uma das maiores empresas aeroespaciais do mundo produzindo aviões para uso comercial, agrícola, militar e executivo, também tem destaque.


           
Este é o Enola Gay; é um bombardeiro modelo B-29, ficou conhecido porque em 06 de agosto de 1945 lançou sobre Hiroshima a bomba atômica chamada de Little Boy. O nome Enola Gay foi em homenagem a mãe do piloto Paul Tibbets Jr. Só de pensar o que aquela bomba foi capaz, me dá tristeza, de pensar que o ser humano criou algo com o intuito de destruir uma massa populacional. E o pior, hoje já muitos países fazendo bombas desse tipo, mesmo que velado!

            
           Seguindo, temos o primeiro protótipo de um supersônico, construído pelo fabricante russo Tupolev; sendo chamado de TU-144 (CCCP-68001).  Ultrapassou pela primeira vez barreira do som em 05 de Junho de 1969.

           
              Na mesma plataforma que há, em miniatura, o Enola Gay e o Supersônico, há também o C-5 Galaxy que em seu tamanho original tem 75,3m de comprimento, 67,89m de envergadura e velocidade máxima de 920km/h. Foi muito usado pelos americanos na guerra do Vietnã para transportar suprimentos militares.  

                          Agora vem um Antonov 225, um gigantesco avião de carga, construído pela extinta União Soviética, é considerado a maior aeronave de asa fixa do mundo. Para comparar ele é capaz de transportar 1.500 pessoas tranqüilamente, tem 84m, 88,4m de envergadura e capacidade de levar 600 tons. Repare que ele “abre” o bico! E é por lá que é entrada e saída de pessoas! Genial!
             


    Encerrando a bancada com muito glamour vem o Airbus A380 e o Boing 747!

           
            O Airbus A380 é o maior avião comercial de passageiros da historia. Desde sua concepção, desenvolvimento e estréia nos ares, foram cerca de 10 anos. Seu vôo inaugural foi realizado em 25 de outubro de 2007. 
            O Boeing 747, outro gigante que detinha o posto de maior avião até se lançado seu concorrente direto o Airbus A380, foi o primeiro avião widebody construído, ou seja, o primeiro com fuselagem “larga” que possibilita mais conforto em longos vôos. E também é utilizado pela NASA para transportar seus ônibus espaciais.



            Até o Marcos Pontes está lá, na galeria de fotos! Ele é o primeiro cosmonauta brasileiro, sul-americano, e representante de todos os países de língua portuguesa a ir ao espaço! A missão batizada de “Missão Centenário” em referência a comemoração dos cem anos de vôo de Santos Dumont no avião 14 BIS – que mostro mais adiante!!! – em 1906; teve inicio em 31 de março de 2006 e retornou em 08 de abril de 2006.

            E aqui, encerramos a parte do túnel. Depois vem uma plataforma elevada de um “hangar” onde estão as aeronaves reais. Esta plataforma imita a entrada de um aeroporto, com fotos de táxis na parede.
            Chega-se ao piso inferior, onde estão as aeronaves. Essa descida é igual a uma pista de pouso.

                              
            Ao descer, logo de cara, o 14 BIS. Coisas que só vemos pela mídia, e quando vemos pessoalmente, mesmo sabendo que é uma réplica, emociona muito!


           O 14 BIS foi construído por Alberto Santos Dumont, em 1906 e seu vôo de estréia foi em Paris, França, no mesmo ano. Muitos alegam ser Santos Dumont, o inventor do primeiro avião que chegou a voar, porém sabemos que não é exatamente assim. Tem os americanos Irmãos Wright e o francês Clement Ader. Cada um “puxa sardinha” para o seu lado, né!!
            Este nome vem do seguinte acontecimento:
            Todo invento de Santos Dumont, tinha um número: o primeiro era o 1, o segundo o 2 e assim sucessivamente. Porém com o 14 foi diferente, pois ele “reaproveitou” este aeroplano, daí o nome de 14 BIS.





           
            Há o Demoiselle 22, também criado por Santos Dumont. Seu primeiro vôo foi em 1907 sendo aprimorado até 1909. Considerado o melhor modelo criado por Santos Dumont , também chamado de Libellule, era o menor e mais barato da época, sendo feito vários exemplares, pelo menos 40.  A intenção era popularizar a aviação; mal podia imaginar que a aviação ficaria bem popular mesmo!  O Demoiselle é também considerado o primeiro ultraleve a se ter notícia.


           
             Este é uma riqueza, raridade e tudo mais! É o exemplar verdadeiro!!!
            Seu nome é JAHU, é um hidroavião S55-C da fábrica italiana Savoia-Marchetti. Dos lados estão os motores originais. Ao sair da fábrica foi batizado de Alcyone. Um conde italiano chamado Casagrande, comprou-o e tentou fazer a travessia do Atlântico Sul, porém chegou apenas a um quinto do caminho, e dessa forma devolveu-o a fábrica.
            João Ribeiro de Barros, nascido em Jau/SP, em família abastada e amante da aviação, também tinha o desejo de atravessar grandes distâncias de mar, conhecidos como “reides” transoceânicos.  Após a tentativa do italiano, João e seu amigo Gago Coutinho foram para Nova Iorque estudar o assunto. Na época, somente grandes empresas e ou governos se propunham a fazer essas travessias devido ao alto custo financeiro e também a grande possibilidade de fatalidades.   
            Temendo pela repercussão da “loucura” que João queria fazer, o fabricante lhe ofereceu o então Alcyone. João aceitou e solicitou algumas mudanças para o motor e as dimensões do hidroavião e em homenagem a sua cidade natal, o rebatizou de JAHU, (grafia conforme a época).
            Eis o que deixou esta aeronave famosa:
            Foi a primeira a cruzar com sucesso o Atlântico Sul, sem escalas. Fato ocorrido em 1927.
            E este exemplar na foto é o próprio! Restaurado, porém fiel as suas origens! Imagine que este vermelhinho aí, cruzou o Atlântico! E mais, ele é um respeitável senhor beirando o centenário!!! É lindo! Mais emoção!



            Olha esse que engraçado!! Parece até aqueles aviões de desenho!! Aquele do Mickey Mouse!
É o AERONCA C3, fabricado em 1936 pela Aeronautical Corporation of America.  Daí o nome AERONCA, uma combinação das iniciais da fabricante. Ficou conhecido por ser leve e de fácil montagem, facilitando o transporte.





    
   Na mesma sequência, há o RWD 13, um modelo polonês, o único em condições de vôo. Fora este há apenas mais um exemplar e fica num museu em Cracóvia, Polônia.


                       

            Este aqui também parece um exemplar de desenho animado!! É o American Flea Ship, primeiro avião projetado por uma mulher! (Huuu!!!!! “É Nóis”!!) A pioneira chamava-se Cassel Hibbs.
Na verdade, trata-se de um Fokker Dr. I, construído em 1917 pelos alemães para a 1ª Guerra Mundial. 


                       
                      
            Abaixo, um xodózinho brasileiro, o Paulistinha. Seu nome correto é EAY-201 Ypiranga, fabricado por Empresa Aeronáutica Ypiranga (EAY), criada em 1931 por Fritz Roesler, Orthon W. Hoover e Henrique Santos Dumont, sobrinho de Alberto Santos Dumont
            Esta aeronave que está no Museu TAM nunca voou, pois serviu de peça de decoração dos jardins da residência do senhor Francisco “Baby” Pignatari, proprietário da Companhia Aeronáutica Paulista, até os anos 1990, quando foi comprada por Odemar Rodriguez, que evitou o sucateamento do avião e o doou à Fundação EducTAM, que o restaurou sem o revestimento. Este modelo é muito usado para treinamentos de pilotos.
            Em 1942, a EAY foi comprada por Francisco Pignatari, ele aperfeiçoou o EAY-201 e o renomeou de CAP4 – Paulistinha.



            Na sequência, um Fokker 100, sua cabine e o interior da aeronave. Infelizmente, há algumas histórias tristes quando se refere a esta aeronave.  Tanto que o nome desta que está no Museu é em homenagem ao piloto da TAM que se acidentou em um Fokker 100, vôo 402 em 31 de Outubro de 1996 – Comandante José Antônio Moreno. Acidente este ocorrido em São Paulo, pouco tempo após a decolagem com destino ao Rio de Janeiro vitimando 96 pessoas mais 3 que estavam em solo.
Este avião foi construído pela indústria holandesa Fokker, e trata-se de uma aeronave de porte médio, projetada para atender ao mercado doméstico e áreas regionais. Seu diferencial além do tamanho, era o motor Rolls-Royce Tay, bem mais silencioso e econômico que os utilizados até então.
            Desta combinação de fatores resultou em uma aeronave confortável, com velocidade de jato, apta a operar em pequenos aeroportos.



           
            Junto ao Fokker 100, há também o Fokker 50.




          
            A Cessna Aircraft Company, sediada em Kansas/ EUA, é um fabricante de aviões de propósito genérico, de pequenos monomotores até jatos executivos.Aqui, alguns modelos:




                                                        
            
                 Na sequência, uma das partes mais emocionantes do museu.
            Trata-se da história de Milton Terra Verdi e Antonio Augusto Gonçalves que partiram com um Cessna 140 de Rio Preto com destino a Santa Cruz de La Sierra na Bolívia, e durante a rota se perderam e foram obrigados a aterrissar em mata fechada por estavam ficando sem combustível.
            Com os dias passando e nenhuma novidade, num dia claro Milton resolveu aproveitar o pouco de gasolina que tinha para sobrevoar a área e ver se tinha algum vilarejo próximo onde poderiam ir; porém nada encontrou.
             E os dias foram se passando, sem comida e sem água, completaram-se 30 dias e Antonio não agüentando a sede, bebeu gasolina, foi seu fim. Milton se viu só e sem nenhum movimento por perto, nada que o fizesse acreditar em salvação. Então começou a escrever um diário nas páginas de uma revista que estava no avião.
            Lá contou seus sentimentos, angústias, arrependimentos; escreveu algumas partes como se fossem cartas para sua esposa, escreveu também sobre seus novos pensamentos, sobre riqueza e o que realmente importa na vida. Um relato muito triste, porém interessante.
             Milton também sucumbiu, alguns dias antes de ser encontrado em dezembro daquele ano. Ao todo foram 70 dias que resultaram num livro chamado“. O diário da Morte”.
            O Museu TAM conseguiu resgatar o avião da clareira onde estava na Bolívia e reproduziu de forma fiel as condições a que foi encontrado. Está na foto abaixo:


           
Abaixo a reprodução parcial do diário:




No Museu TAM há também a parte Militar:
            o Sikorsky SH-3 Sea King, que é um helicóptero naval médio que pode realizar missões de transporte, salvamento e resgate, guerra anti-submarina ou anti-superfície:



     AT-26 Xavante




           S-2 Tracker AEW 



  C-115 Búffalo



                                               Lockheed T-33 "Shooting Star"   




Gloster F-8



 Mirage - que foi pilotado por Ayrton Senna da Silva!


          E tem mais, muito mais:

         P-47 Thunderbolt – considerado um grande Caça da 2ª Guerra Mundial. Duelava com o Mitsubishi Zero (não há exemplar deste no museu).  E.U.A x Japão.
Esse exemplar, foi usado pelo 1º Grupo de Caça da Força Aérea Brasileira.
 
            
                                  
     Focke Wulf 190 – apelidado de Würger (pássaro açougueiro). Avião alemão que durante a 2ª Guerra, travava batalhas com o famoso caça britânico Supermarine Spitfire. Este exemplar tem em sua fuselagem, embaixo da asa esquerda o furo de uma bala que o atingiu durante a guerra.


            O Supermarine Spitfire foi o único caça aliado que esteve presente em todo o conflito. Seu nome faz alusão a um temperamento explosivo, “cuspidor de fogo”, digno de sua atuação durante o combate.


                    
            Dentre tantos aviões, lá está o Constellation, uma aeronave que trouxe o glamour para a aviação nas décadas de 40 a 60. Inicialmente foi usado na guerra, pós-guerra e tornou-se um rei nos ares no quesito longa distância. Nessa época, quando se falava em voar, era como um evento social, as pessoas colocavam sua melhor roupa, as mulheres seus melhores trajes, homens de chapéu como mandava a época! Isso também devido ao valor das passagens, com custo elevado, e que limitava o uso deste meio de transporte.  Hoje com o grande número de companhias aéreas no mercado, tornou-se mais popular e acessível. 




   E para as crianças, o espaço TAM Kids.

Realmente este museu tem que ter algo relacionado a sonho em seu nome.
            É tanta história e coisa para ver que não se percebe a hora passar. Por sorte tinha comido na estrada pouco antes de chegar ao museu.
            16h, horário de fechamento do museu e ainda queria mais. Tudo é muito legal e às vezes faltam palavras para descrever.
            Fiz uma visita guiada grátis de aproximadamente 40 minutos, de onde foram obtidas informações e que em sua maioria estão aqui. É muito bacana, aconselho! É um passeio super saudável para qualquer pessoa!
            A saída é por uma loja de souvenir com diversos itens, desde camisetas, uniformes até binóculos, brinquedos, tudo relacionado a avião.
            De lá direto para o centro de São Carlos. Tinha dois hotéis em mente: Hotel Ype e Hotel Toscano. Passei pelo Ype, e não gostei muito, então restou o Toscano, que agradou. Suíte com café da manhã incluso. Um preço bom, quarto bom com TV a cabo. Vale a pena!
            17h e instalado. A noite, Shopping Iguatemi, passear e jantar. Shopping relativamente pequeno. Jantar no Giraffa’s.
            Estava frio, e o plano era dormir cedo pois no dia seguinte pegaria a estrada bem cedinho; então após jantar e dar uma volta no shopping, de volta ao hotel. Um pouco de TV:  seriado Law & Order e "apaguei".
           
            Domingo. Por volta da 7h já acordei, café da manhã e estrada de novo lá pelas 8h. Antes uma passagem por ruas de São Carlos e na frente da Matriz da cidade.





            E a viagem seguiu. Durou aproximadamente 2h, por estradas simples em meio a grandes fazendas. Bonita paisagem até. Muitos pastos e plantação de cana-de-açúcar. Ribeirão Bonito, Dourado, Jaú,
            De repente, lá estava: Barra Bonita!
            10h. Eu já tinha estado lá, quando criança!
            Uma caminhada pela cidade, pelas praças, vendo o movimento.
            Na praça que margeia o Rio Tietê, existe o busto do Comandante Barroso, com os dizeres “O Brasil espera que cada um cumpra seu dever”. Acho bem oportuna essa frase para ano de eleição.



            Também ali, há um míssil submarino e um canhão. 

            
             Barra Bonita fica as margens do rio Tietê, e claro que nessa parte é mais limpo e navegável.
            A cidade é considerada estância turística. Em toda a extensão do rio ali, há um complexo para atender a população no que diz respeito a turismo e lazer, com espaço para trailers estacionarem, quadras de cimento e areia, pista para skate, bondinhos e docas para os barcos que fazem passeios pelo rio, incluindo a eclusa. E claro, esse seria o grande passeio do dia.
             Mas antes do passeio, uma visita ao museu de Barra Bonita, onde internamente não podia tirar fotos. Mas, numa cumplicidade digna de Bonnie & Clyde, uma ou outra, obtive!
            Abaixo, o primeiro modelo de cadeira de dentista que existiu em Barra Bonita; se hoje com toda modernidade há muitas pessoas que tem medo, imagine nesta cadeira!!           Uhhhhh!
                  
  Adivinhe o que é isto aí logo abaixo??? Algumas dicas: não é o baú da vovó, tampouco a cristaleira da sua tia-avó! Isto é uma geladeira!!! Sim!!! Importada não me lembro de onde e o legal é que nela não há nenhuma ligação com energia elétrica! Como pode uma geladeira sem energia??!?! Nem sei! Mistériosssss!!!
            
            
              Após a visita ao museu, hora de almoçar. Um lugar baratinho, por pessoa para comer a vontade. Comida boa, mas restaurante muito lotado. Daí, um pouco de demora para reporem as comidas que acabavam. Depois comprar o ingresso para o passeio de barco e subir a eclusa.             
             Iniciou às 14h30, no barco Cidade da Cuesta, que é um dos quatro barcos que realizam este passeio. É muito gostoso!!!!! 
            Tem música a bordo e um DJ animador.


                                    
            

 O dia estava ótimo para este tipo de passeio, o que abrilhantou ainda mais o final de semana perfeito! Encerrou-se às 16h10. Depois desse passeio, o negócio era retornar para Campinas. Durante o retorno, várias cidades como Botucatu, e também cidadezinhas como Conchas, Laranjal Paulista, Rafard, Capivari, Monte Mor e finalmente Campinas! Estradas horríveis e pedagiadas. Aliás, com valores altos.
            Finalmente, às 20h, de volta à Campinas. Sim, finalmente, pois estradas como estas, “ninguém merece!”.
            Mas enfim, este fim de semana foi ótimo!      


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