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sexta-feira, 4 de janeiro de 1980

Marrocos - Espanha - Portugal


MARROCOS - ESPANHA - PORTUGAL









Sábado

As 21h já estava no aeroporto de Viracopos, em Campinas. É um aeroporto tipicamente de carga, com poucos vôos internacionais. Todos os procedimentos antes do embarque realizados e exatamente às 22h55min, lá ia eu em um Airbus 330-200 da TAP com destino à Lisboa (FOTO) - (US$ 1,050.00 de passagem ida e volta, incluindo o trecho Lisboa – Marrakech). Tive sorte pois ninguém sentou-se ao meu lado. Serviram um excelente jantar. Dormi.




Domingo

Acordei quando serviam o café da manhã. Mais um tempo de viagem e aproximadamente 11h45min, desembarcava em Lisboa. Esperei 5h no próprio aeroporto e, somente as 16h10min embarquei para Marrakech (Marrocos). Agora a empresa aérea era a Portugália e o avião, um Embraer ERJ 145. Sorte novamente. Ninguém ao meu lado. A viagem foi boa com direito a um lanchinho a bordo. 17h50min e estava eu a caminhar rumo a alfândega. O aeroporto de Menara (Marrakech) é pequeno, mas muito bonito (FOTO). Bem diferente de todos os que eu já tinha estado. Por ali mesmo encontrei guichê onde troquei Euros por Dirhams e no balcão de informações, peguei um mapinha da cidade.


Isto feito, saí do aeroporto em busca do ponto de ônibus. Fica logo ali, em frente. Dali existe uma linha que conduz direto a Praça Jemma el-Fnaa e a passagem custa 20DH. Nesse local, cheguei praticamente junto com uma francesa e um brasileiro. Conversamos e decidimos dividir um taxi para a praça, já que o preço seria 25DH por pessoa. Compensador! Para nossa sorte a francesa ia conversando com o taxista e também nos ajudou. O taxi nos deixou na praça, que estava lotada de gente. Eu já havia reservado duas noites de hospedagem no Riad Rahba por 270.83DH. Esse Riad Rahba fica bem próximo a praça. Como os demais não tinham local reservado para se hospedarem, resolveram seguir comigo. Ali já se apresentaram vários “guias” que se ofereciam para nos ajudar. A francesa dizia não precisar de ajuda, já que falava o idioma local (Francês). Mesmo assim um desses “guias” caminhou conosco e, sem parar de falar. Atravessamos a praça caminhando. Pouco antes de chegarmos, o brasileiro disse que iria procurar por outro local, que havia pesquisado pela internet. Nós, então, seguimos e fácil e rapidamente chegamos ao Riad. Evidente, esse “guia” nos pediu dinheiro, mas não demos pois não necessitamos de ajuda. O recepcionista era muito educado e me recebeu muito bem. Já na chegada paguei 225DH (o restante havia pago no ato da reserva, pela internet). Me acomodou em uma bela suíte, mas sem televisão. Me disse que iria levar turista para jantar na Praça Jemma el-Fnaa e me convidou. Claro, aceitei. Em uma das tantas barracas do local, segui a orientação do recepcionista e comi Tagine de carne por 35DH. Retornei por volta das 21h, tomei um belo banho e fui direto dormir.





Segunda-feira

Acordei por volta das 9h, fui até a recepção e ali mesmo, depois de muito negociar, comprei o pacote de 3 dias para o deserto. Paguei 90€. Então, fui tomar café da manhã, que por sinal é bom (pão, mel, manteiga e chá). O comércio local abre entre 9h e 9h30min. Lá pelas 10h30min saí para meu primeiro dia em Marrakech.

Fui diretamente para a Praça Jemma el-Fnaa. Ainda não estava tão movimentada. Por ali, em uma lojinha, comprei uma garrafa de água por 6DH. Consultando meu mapinha, segui rumo ao La Menara Gardens. No caminho já fui observando as enormes diferenças em relação ao Brasil e países que eu já tinha estado: eram carros de modelos diversos; quase não existiam semáforos em cruzamentos; vi poucos policiais que sempre estavam muito bem vestidos; o trânsito era uma loucura com veículos e pessoas que se misturavam; muitos turistas; muitos jovens; mulheres e suas roupas tradicionais; homens que usavam blusas ou camisas de manga comprida devido às questões religiosas.


Tem muita laranjeira plantada pelas ruas. Claro, diante de tanta laranja, resolvi apanhar uma para experimentar. Vixe, é muito azeda. Quase igual a limão.

Segui caminhando por largas e bonitas avenidas que praticamente em linha reta, me conduziram em aproximadamente 30 minutos ao La Menara Gardens. É um grande parque e tinha muito turista também. Ali fiquei um tempo e depois segui para a Gare de Marrakech (estação de trem) onde pretendia comprar minha passagem para 25/03/11 com destino a Fés. No caminho passei pela rodoviária da Supra Tours, que é a empresa de ônibus estatal. Um detalhe interessante: sempre no Marrocos estão próximos a estação de trem, a rodoviária da Supra Tours e o Hotel Ibis. Vi que o valor da passagem de ônibus entre as duas cidades era 125DH e só vendiam com duas horas de antecedência do horário de partida. Então, logo ali ao lado, está a estação de trens (Gare de Marrakech). Muito bonita. Fui até o guichê e me informaram que o valor da passagem de trem era mais que o dobro em comparação a de ônibus, e as poltronas simples eram praticamente idênticas as do ônibus. Me disseram também não existir leito e sim, cabines coletivas onde as poltronas reclinavam um pouco mais que as tradicionais. Como não vi vantagens nisso, optei por fazer o trajeto de ônibus.


Já do lado de fora, logo ali na esquina vi o teatro Royal. Grande e muito bonito. Pouco mais de 13h e a fome apertava. Sentei em um banco e ali mesmo resolvi comer o que eu levava comigo. Bebi um pouco de água, pois o calor era grande. Após, fiquei por um tempo apreciando o movimento. Segui pela Av. Mohammed VI, que também é muito bonita, até encontrar o Palácio do Congresso. Então fui para o State El Harti, mas infelizmente não é aberto a visitação pública. Contornei e cheguei ao Jardin El Harti. Mais um belo parque da cidade. Mas meu percurso deveria continuar, pois minha próxima visita, realmente prometia e já se aproximava das 15h. Aliás, foi muito bem indicada por um dos recepcionistas do Riad em que eu estava hospedado. Mais uma rápida caminhada pelas ruas da cidade e lá pelas 15h30min, lá estava eu: Jardin Majorelle (FOTO). É uma propriedade privada e paguei 40DH para ingressar. Lugar maravilhoso, hiper bem cuidado, com plantas lindíssimas. Adorei. Fiquei ali por aproximadamente 1h. Não tive muita vontade de ir embora, mas, enfim, ...


Segui em direção a Praça Jemma el-Fnaa. Sabia que seria uma caminhada não tão rápida e que ainda teria a oportunidade de conhecer alguns outros locais. Segui pela Av. Bab Layad e outras ruas até chegar ao Jardin Princesse Laila Hasna, a Biblioteca Municipal e La Koutoubia. Finalzinho de tarde e agora só me restava ir para o Riad Rahba, tomar banho e retornar para a Praça Jemma el-Fnaa, para curtir seus encantos noturnos. Sim, fiz isso. Uau. É muita coisa legal na praça. Muita gente, barracas de todo tipo, gente se apresentado com cobras, macacos, contadores de histórias, videntes, artistas, vendedores das mais variadas coisas, etc. Vale muito a pena. Comprei 6 pães por 6DH e 4 garrafas de água por 24DH, que eu levaria ao meu passeio pelo deserto. Ainda na praça, fui a uma lan house e utilizei um dos péssimos microcomputadores disponíveis por 15 minutos pagando por isso 4DH.

Não mais que 21h30min e eu já estava de volta ao Riad. Planejava não dormir tão tarde, pois no outro dia logo cedinho, partiria para minha viagem ao Deserto do Sahara. Combinei que ao retornar do passeio ao deserto, dormiria mais uma noite nesse Riad.





Terça-feira

Fui acordado às 6h por um dos recepcionistas e rapidinho desci para o café da manhã. Encontrei ali a francesa e disse que também tinha comprado esse pacote para o deserto. Pouco antes das 7h vieram nos buscar no Riad. As vans partem da Praça Jemma el-Fnaa. Ali chegando, vi várias vans. Por azar, acabei tendo que embarcar na mais simples delas. Nessa mesma van embarcaram 2 brasileiros. Muito bacanas, por sinal. Além dos até aqui mencionados, mais um casal da Coréia do Sul, um casal Alemão, outro da Suiça e ainda um casal Australiano. As 7h partimos. Logo pegamos a estrada. Bem sinalizada e com bom pavimento de asfalto. Conforme viajávamos, percebi que polícia tem nas cidades e na estrada praticamente não. Somente em entradas e saídas das cidades. Não existem viadutos nos cruzamentos entre estradas. O movimento era razoável nessa estrada de pista única. Já bem longe de Marrakech e antes das Montanhas do Atlas, aproximadamente às 9h, paramos para apreciar um belo e verde vale. Excelente para fotos e descansarmos um pouco. Parada rápida e seguimos caminho. Já estávamos próximos das Montanhas do Atlas. E não demorou muito para começarmos a ver essas formações, que estavam com neve no cume. Já em outro ponto da estrada, com altitude de 2.160m, mais uma parada para fotos. Ali estava frio. Logo seguimos novamente. Entre 12h e 14h almoçamos em Ait Bem Haddour (FOTO), onde há vários anos, foram gravadas cenas para o filme Lawrence da Arábia. Claro, tivemos tempo para conhecer o local, localizado às margens de um rio e com casas rebocadas com barro e todas da cor marron. No caminho, agora, passamos por Ourzazate, que achei uma cidade muito bonita. Ali, muitos filmes são produzidos. É um pólo cinematográfico.


Após passarmos por belos vales, chegamos ao final da tarde, aproximadamente 17h, ao Hotel Le Vieux Chateau. Hotel bonito, às margens de uma rodovia de pista única (como todas por onde passamos), encravado entre penhascos. Aos fundos desse hotel, passa um riozinho. Estava muito frio. No quarto ficam sempre duas pessoas. Me alojei com um brasileiro que havia conhecido em Marrakech no dia anterior e seguia em outra van. Após um belo banho com água quente, sai para dar uma olhada na rodovia e no penhasco. Às 20h foi servido o jantar. E que jantar: arroz, frango e legumes refogados (batata, abobrinha e cenoura); para beber, água ou chá; e como sobremesa, laranja cortada em rodelas com canela por cima. Uma delícia.

Lá pelas 21h, já muito cansado e com sono, fui dormir. Estava muito, mas muito frio mesmo e, por sorte, os cobertores dariam (e deram) conta.







Quarta-feira

Acordei às 7h para tomar café da manhã (pão, uma espécie de panqueca, suco de laranja, iogurte e mel) e sair às 8h rumo ao deserto. Amanheceu nublado e com frio. Seguimos caminho e paramos na cidade de Skoura, onde conhecemos plantações junto a cidade e após percorrermos as estreitas ruelas, entramos em uma das casas. Ali vimos como se faz tapetes. De volta a van, seguimos caminho e chegamos a Dade Todra (FOTO), debaixo de uma leve garoa. O frio continuava. É um vale com um riozinho e a estrada. Era mais ou menos 12h. Depois de uns 30 minutos por ali, retornamos nessa estrada e logo paramos para almoçar em um restaurante. Eu resolvi não almoçar no restaurante e sim comer um bolo que havia levado comigo. E às 14h demos sequência a nossa jornada rumo ao deserto. Pouco antes das 16h chegamos à cidade de Tinghir, onde todos que quisessem poderiam comprar comida, água e outras coisas que achassem necessário. Essa seria a última parada antes de chegarmos ao Deserto do Sahara. Mais uma vez embarcamos na van e seguimos. No final da tarde pegamos os dromedários para 1h30min de percurso até as tendas onde passaríamos a noite. O frio era grande. Frio no deserto! Sim, sim. Quem poderia imaginar? Chegamos era noite. Na sequência, já nos serviram o jantar. Arroz e um tipo de carne ensopada. Isso numa enorme bandeja. Tudo acompanhado por pães. Cada um pegou um garfo e ia se servindo nessa bandeja. É assim que fazem. Tradição. Como sobremesa, laranja. A comida estava muito gostosa e quentinha. Só estranhei ter que me alimentar dividindo a comida com todos nessa bandeja. Um pega, todos pegam ,...

Caminhamos no deserto e assistimos show dos Berberes. Fui dormir lá pelas 21h. Não estava frio dentro da tenda, feita de tecido, e os cobertores eram bons. Em cada tenda dormiram uns 8 e todos nos colchões colocados lado a lado no chão. A iluminação provinha de uma lâmpada que tinha na tenda do jantar e fogueira que fizeram. Fora isso, só nossas lanternas. O céu estava lindo, com muuuuuuitas estrelas, Maravilhoso. Não passei frio. Estava bem agasalhado também.

Aqui vale uma observação: dromedário tem apenas uma corcova e camelo tem duas corcovas; essa é uma diferença básica entre os dois animais.








Quinta-feira


Exatamente às 5h acordei com os Berberes gritando e batucando. Esse era o despertar para todos. Fui direto tomar café da manhã (pão, mel e chá). O frio era intenso (FOTO). Cada um montou em um dromedário e, ainda com o escuro da madrugada, seguimos de volta por 1h30min até chegarmos ao local onde a van nos aguardava. Agora era percorrermos o caminho de volta à Marrakech. Apesar da noite bem dormida, o corpo não estava lá 100% e a viagem foi ruim. O almoço aconteceu em um restaurante à beira da estrada. Tagine, por 50DH. Chegamos em Marrakech 19h. Passei no Riad, deixei minha pequena bagagem, paguei 120DH por mais uma noite que iria dormir ali e fui para a Praça Jemma el-Fnaa. No caminho, resolvi comer hamburger em uma pequena lanchonete, por 15DH. Muito gostoso e um pouco diferente. A praça como sempre estava lotada. Ali aproveitei e comi bolo e um doce de chocolate por 5DH. Tinha “um toque” de menta. Uma delícia. Muitas barracas e tanta gente que é difícil até para se caminhar. Observei praticamente tudo, mas gostei muito da apresentação de alguns músicos. Resolvi tirar foto e claro, tive que pagar por isso. Caro? Nada: 1,20DH. Bem, a essa altura a mente até que estava bem, mas o corpo, nem parecia meu. A sensação era que eu tinha passado por dentro de um grande moedor de carne. Mas ainda fui a uma lan house, já que durante o passeio ao deserto estive praticamente ausente do mundo, digamos, moderno. Foram 4DH por 15 minutos de conexão.


Depois de tudo isso, só me restou retornar ao Riad para uma merecida e agradável noite de sono.






Sexta-feira

Marrakech: acordei, arrumei minhas coisas e sai para passear. Olhando meu mapinha e seguindo as orientações de um dos recepcionistas do Riad, fui ao Palácio Bahia. Paguei 10DH de entrada. Adorei o lugar. Uma construção antiga e claro, muito grande. Sem nenhum tipo de móvel nos ambientes. Jardins internos e claro, com laranjeiras. Segui então para o Palácio Badia (FOTO), que fica ali pertinho. O ingresso também custou 10DH. Uma enorme construção com uma espécie de jardim ao centro. Além do ingresso de entrada, comprei também por 10DH outro ingresso que me deu direito a visitar Le Minbar. É uma espécie de trono que está dentro de uma das salas do local. Sinceramente, nada atrativo. Por essa região da cidade foi isso que me interessou. Segui então rumo a Praça Jemma el-Fnaa, me aproveitando do movimento do dia. Por ali comprei algumas coisinhas por 25DH e gastei mais 7DH em lan house.


Algumas considerações até o momento:


Vi muitos turistas, na grande maioria europeus. Percebe-se que pouco conhecem do Brasil e mesmo em Marrakech a questão religiosa é bem presente e vai aumentando pelo interior do país. Tagine é uma comida tipica.


Em geral as ruas são bem movimentadas com pessoas andando para todos os lados, principalmente na praça central. Ali se bebe suco de laranja por 4DH. Os preços são baixos e há grande variedade de coisas.

Já se aproximava das 13h e meu destino agora foi o Cyber Parc, pertinho da praça. É um parque muito bonito com monitores e microcomputadores disponíveis para acesso a internet. Claro, sempre com gente acessando. Hora de comer o que levava comigo na mochila. Segui então para a Maderssa Ben Youssef. Apesar de estar com o mapinha em mãos, foi muito difícil de encontrar. Logo ali também está o Museu de Marrakech. Já passava das 15h quando decidi rumar de volta em direção ao Riad Rahba. Caminhando por um souk, me perdi. Ah, mas estava demorando para isso acontecer, Vira daqui, vira dali, entrei em becos e nada de me aproximar da famosa praça. Olha, uns 40 minutos andando completamente perdido, mas sem nervosismo e aproveitando para conhecer tudo. Enfim, avistei a Praça Jemma el-Fnaa. Já era 17h. Fiquei por ali aproveitando o finalzinho de tarde e assim que a noite chegou, fui para uma lan house e me deleitei por 30 minutos de internet por 7Dh. Em Marrakech tem muita lan house e os microcomputadores são ruins. A conexão horrível, claro. Dali fui em direção ao Riad. No caminho parei na mesma lanchonete da noite anterior onde gastei novamente 15DH para jantar. Hamburger novamente. Pronto, pouco mais de 19h e meu passeio pela cidade se encerrava. No Riad, tomei banho, peguei minha grande mochila e caminhei para a rodoviária da Supra Tours. Foram pouco mais de 30 minutos caminhando tranquilamente pelas ruas e avenidas movimentadas. Não tem violência e praticamente não se corre risco de roubo ou coisas do tipo. 21h30min e lá estava eu comprando minha passagem de ônibus para as 23h com destino à Fés. Paguei 125DH. O ônibus atrasou e às 23h30min partimos. Não demorou muito e já nos deparamos com um grande problema: o ônibus teve que desviar de ruas que se alagavam. Tinha rompido algum dique de contenção ou tubulação de água e muitos lugares estavam intransitáveis. Foi muito tempo perdido com o motorista tentando desviar desse caos. Esse era o início de uma péssima viagem.






Sábado

Início da madrugada e finalmente pegamos a estrada. Mas não demorou muito para o ônibus iniciar uma sequência de seguir por estradas e parar em cidades e vilarejos para embarque e desembarque de passageiros que parecia não ter fim. Estava frio. Na poltrona da frente viajavam mãe e filho, que quando não estava resmungando estava chorando. Daí, como se já não bastasse, meu organismo começou a dar sinal de que algo estava errado. Passei muito, mas muito mal mesmo durante a viagem. Estômago ruim, vontade de vomitar, calafrio, ameaço de desmaio, etc. Foi horrível. Em determinado momento não consegui pegar barrinhas de cereais e água que levava comigo na mochila que estava aos meus pés. Quando consegui e, comi e bebi, a situação melhorou um pouquinho.


Finalmente, quando já passava das 8h, chegamos a Fés. Como em Marrakech, o ônibus parou na rodoviária da Supra Tours, localizada em frente ao Ibis e a estação de trens. Com muita dificuldade consegui desembarcar. Imaginei que precisava comer e beber algo que realmente me alimentasse. Então, entrei em um restaurante/ lanchonete logo ao lado dessa rodoviária. Depois de 2 grandes croissants e chá de menta, que me custou 14DH, comecei a me reestabelecer. Bem, depois dessa terrível viagem de ônibus, não tive dúvidas: atravessei a avenida e fui direto para a estação de trens comprar minha passagem para Tanger. Comprei uma poltrona na cabine por 155DH, com saída para as 17h05min. Isso feito, agora era conhecer a cidade. Consegui na própria estação de trens um mapinha da cidade. Mas não indicava muitos locais de interesse turístico. Paciência. E lá fui eu com minha grande mochila caminhar, caminhar e caminhar. Um belo dia de sol se iniciava, eu caminhando e minha mochila cada vez pesando mais. Da estação fui direto para a Mesquita Imam Malik, segui pela Avenue du Prince Heritier e depois para a Place Ahmed El Mansour, localizada na Avenue Hassan II. Ali pude sentar e apreciar a beleza do local. Depois resolvi descer por essa bela avenida com um grande canteiro central. E nessa avenida até um acidente de trânsito eu presenciei. Estava eu sentado em um banco debaixo de uma bela árvore olhando o trânsito, quando de repente, POW! Uma van bateu atrás de um táxi. Uma rápida discussão e parece que tudo foi resolvido. Segui descendo pela avenida e cheguei a Place de Florence e mais abaixo na Place de La Resistance. Seguindo pela Avenue Moulay Youssef, visitei a Galeric Mohamed Kacimi, onde acontecia uma exposição de quadros de artistas locais. Então, segui para o Bad Ftouh, Bad Al Amer e Palais Royal (FOTO). Esses 3 locais são praticamente um ao lado do outro. O Palais Royal não é aberto à visitação, mas tem um jardim grande em frente, chamado Place des Alaouites. Lugares muito bonitos. Já passava das 12h e resolvi retornar para próximo da estação de trens e almoçar. Foi um belo omelete e guaraná sabor maça por 24DH. Bem, 14h30min, calor e eu já cansado, resolvi ir para a estação e aguardar o horário da partida do trem.

Fés é uma cidade grande. Lembra muito cidades brasileiras. Os edifícios são todos na cor bege. Na cidade, os Petit Taxi são vermelhos e os Gran Taxi são da cor prata. Pode-se fumar em qualquer local, inclusive em ambientes fechados.


Exatamente as 17h05min, embarquei para Tanger. Na cabine, fui eu e um casal marroquino. Uma cabine muito boa para 6 passageiros, porém a poltrona não reclinava muito. O trem é rápido e silencioso.


As 21h20min cheguei em Fés. A estação não fica próxima a região central, mas como sempre, o Ibis por ali. Estava na frente da estação e resolvi retornar para pedir informação. Ali, ainda aberto, mas já fechando, somente um restaurante. Me dirigi até um senhor que se ofereceu amavelmente para me dar uma carona até a região central. Ele disse que trabalhava no restaurante e aguardava os demais funcionários para irem embora de carro. De início aceitei, mas conforme fomos conversando, lembrei que sempre se interessam por dinheiro e não estava me sentindo seguro com a situação. Então, resolvi dar um famoso "perdido" no cara. Inventei que iria do lado de fora tirar umas fotos da fachada da estação. Sai e fui correndo pela rua afora em direção ao Ibis e ali me hospedei. Uma noite por 460DH. Caro, perante as estadias até o momento. Mas por não ter um mapa da cidade e por ser noite, achei que seria o melhor a fazer. Enfim, a salvo!


Um belo banho, desci até a recepção, peguei um mapa da cidade e fui enviar e-mails.






Domingo

Logo cedo fiz o "check out" e sai. Fui até a Avenue D’Espagne, a beira mar. Sim, Mar Mediterrâneo. O dia estava nublado, era um pouco mais de 8h e a já tinha bastante gente por ali. Uns praticando esportes, outros reunidos conversando, ... Fui seguindo por essa avenida em direção ao porto. Pois bem, já quase no final, perto do porto, não é que vejo vindo em minha direção o cara que tinha tentado me levar na conversa na noite anterior!? Era só o que me faltava. Nem eu estava acreditando que tinha me encontrado e ainda mais caminhando pela cidade. Conversa daqui, enrola dali e "tchau" cara!


Meu objetivo agora era o café da manhã. Deixando a avenida e subindo em uma rua em direção ao Jardins de La Mendoubia, encontrei um bar e ali comi pães e tomei um suco por 10DH. Agora, bem alimentado, era seguir caminho. Conheci a referida praça e a mesquita situada em frente desta. Pronto, meu sossego mais uma vez terminava. “Grudou” em mim um cara. Esse deu trabalho. Me perturbou por um bom tempo dizendo que iria caminhar comigo e não tinha interesse algum. Claro que não era isso! Não dava atenção, mas o cara insistia em não me deixar. Nisso já era 10h e eu disse que iria descer até o porto, pois iria atravessar o Mediterrâneo em direção à Espanha. Ah, daí pediu dinheiro. Estava demorando! Negativo! Sem chance comigo!

Assim que me libertei, fui conhecer o Mercado Municipal, já que ainda tinha um tempinho e o porto estava pertinho.


10h30min e cheguei ao porto (FOTO). Porém, eu embarcaria para Algeciras na Espanha partindo de Tanger Med, que é um porto novo construído a uns 40Km dali. Eu já havia comprado minha passagem de barco pela internet (www.aferry.com) por 25.62€ para 12h30min. Pedi informações para um policial e um amigo desse. Ambos me disseram que, como eu já havia comprado a passagem, poderia pegar um ônibus sem pagar nada por isso. Esse ônibus me levaria até Tanger Med. Sairia dali mesmo, de uma pracinha em frente ao porto e a próxima partida aconteceria as 11h. Que beleza. Tudo dando certo. Alguns minutos de espera e o ônibus chegou. Coloquei minha grande mochila no bagageiro, pois não permitem que acondicione no porta bagagem. Um dos funcionários da empresa me informou que eu deveria trocar a moeda local por Euros ali, pois em Tanger Med não existia casa de câmbio. Me indicou um bar que faria isso e me acompanhou até lá. Bem, aqui já percebi que teria que “dar” uma gorgeta para ele. E foi o que aconteceu. Retornando ao ônibus, me pediu. Não tive o que fazer e lhe dei 2€. Tudo bem! Ah, bem nada! Assim que cheguei junto ao ônibus, me disse que eu teria que dar uma gorgeta para outro cara que estava “vigiando” as bagagens que estavam dentro do bagageiro com as portas abertas. No caso minha mochila estava lá. Foi demais! Fiquei bravo e argumentei. Mas como era exatamente o horário da partida e fiquei com medo de arranjar confusão ali, dei mais 5€ para esse outro “bom” rapaz.


E lá fui eu. 11h45min e chegávamos a Tanger Med. É realmente um porto novo, no meio do nada. Fui diretamente ao guichê da AFerry, apresentei minha reserva de passagem e me forneceram o bilhete. Fácil, fácil. Porém, não para as 12h30min conforme reserva e sim para as 14h30min. Sem problemas. Aproveitei o tempo e comprei “um bolinho” por 5DH para comer ali mesmo. Assim também gastaria meus últimos Dirhams, já que essa moeda não é trocada em outros países.

Aqui se encerrava meu passeio por terrar africanas, mais precisamente Marrocos. Um país que pouco lembrava o Brasil.

Embarquei as 14h30min. O barco era muito grande. Na parte debaixo vão carros, ônibus, caminhões, ... e na parte de cima, muito bem acomodados, os passageiros. Existem poltronas divididas em alguns ambientes e bares também. Sensacional.

As 16h10min desembarquei em Algeciras, na Espanha, após uma travessia (estreito de Gibraltar) super legal. Espanha, “olha eu aqui”!

Não tive nenhum problema ou contratempo na alfândega.

Ali mesmo no porto, procurei pela agência da empresa de ônibus Daibus e comprei por 29.12€ a passagem para Madrid. Através da internet não tinha conseguido. Fui muito bem atendido por um rapaz que dizia ter muita vontade de conhecer Fortaleza. Bem, como o ônibus só partiria às 21h05min, aproveitei ali mesmo no porto para comprar um rocambole e uma garrafinha de água por 1.5€. Minha intenção era comer o rocambole pouco antes de embarcar para Madrid, mas a fome era grande e não consegui esperar. A noite só chegaria lá pelas 21h. Então minha caminhada seria com a luz do dia, conhecendo um pouco dessa cidade portuária. Então, sai caminhando. Logo em frente ao porto, na Av. Virgem del Carmen, encontrei um restaurante/ pizzaria pertencente a marroquinos. Até que tinha bastante gente, mas todos homens. Ali comi dois grandes e saborosos pedaços de pizza e tomei refrigerante, tudo por 3€. Resolvi seguir pela avenida que mencionei. Cheguei ao recinto arqueológico de las Murallas Merinies de Algeciras – Puerta de Gibraltar. Ao lado visitei o Parque Maria Cristina. Passei pela Casa Consistorial e pela Iglesia Nuestra Señora de las Palmas. Já passava das 20h e resolvi retornar ao porto. E mais uma vez fui às compras, pois estava com fome: croissant e achocolatado por 2.55€.

Exatamente no horário programado, parti rumo a Madrid. Ônibus bom e lotado. Mas para minha surpresa, não era uma linha direta. Não demorou muito para iniciar as paradas para embarque e desembarque de passageiros. Que dureza!!!






Segunda-feira


É, mais uma viagem difícil. Mas pelo menos não passei mal. E até consegui dormir um pouquinho.


6h, ainda escuro e chegava à Madrid. Esperei um pouco na própria rodoviária. Consegui um mapa da cidade e lá pelas 7h segui rumo ao hostel que tinha reservado pela internet, ali pertinho da Puerta del Sol. É um local muito bem localizado, com vários pontos turísticos próximos.

A partir da rodoviária, é só pegar a linha 6 do metrô (cor cinza) e descer na Estação Pacífico. Ali pegar a linha 1 do metrô (cor azul claro), em direção a Plaza Castilla. Depois, descer na Estação Sol e utilizar a saída c/ Carretas. Esse percurso demora uns 15 minutos. A passagem de metrô custou 1€.

Estava frio. Como cheguei por ali antes das 7h30min, localizei o hostel e me dirigi para uma loja de conveniência perto, para tomar café da manhã. Os proprietários eram bolivianos e fui muito bem atendido. Tomei um suco e comi pão, por €3. Ainda estava escuro. Só iria amanhecer por volta das 8h e como já se aproximava desse horário, segui para o hostel. Toquei a campainha, esperei, toquei de novo, esperei e, nada. Esperei mais, o tempo passando, toquei a campainha novamente e nada. Lá pelas 8h30min saiu uma pessoa (hóspede), aproveitei e entrei. Na recepção tinha uma mulher que me recebeu muito mal. Me identifiquei e mostrei minha reserva. Me disse que só me atenderia no horário do início do “check in”, ou seja, 9h30min. Informei que havia enviado e-mail avisando de minha chegada por volta das 8h, que infelizmente não levava comigo impresso e me disse que não tinha recebido e-mail algum. E sempre sendo muito mal educada. Então, resolvi ir embora e procurar outro local para me hospedar. Atenção, heim: Hostal Bahia. Não recomendo a ninguém.

Então, segui em direção a Plaza Santa Cruz, ali pertinho. Lá encontrei o Hostal La Perla Asturiana (www.perlaasturiana.com). Fui muito bem recebido e o local era muito bom. Decidi ficar ali, pagando €30 a diária (€90 no total), por uma suíte com televisão. Realmente excelente local e recomendo fortemente.

Devidamente alojado, desci, paguei 1€ para utilizar a internet na recepção e as 11h sai para iniciar meus passeios por Madrid. Desci para a Plaza Puerta del Sol, segui em direção ao Palacio de Justicia e depois Plaza de Colon, Jardines del Descubrimiento e Biblioteca Nacional. Então, fui conhecer a Puerta Del Alacalá e o Parque del Buen Retiro (FOTO), que fica em frente. É um parque muito grande e bonito. Muita gente e turistas. Como já passava das 12h, resolvi comer por ali mesmo. Comprei uma garrafinha de água por 1€ e um lanche por €3.5. Início da tarde e continuei passeando pelo parque, mas descendo rumo à Estação Atocha. Grande e muito bonita. Logo ao lado fica o Museo Reina Sofia. Claro, entrei. Paguei 6€ pelo ingresso. É um edifício muito grande, com vários andares. Tem exposição de quadros, obras de arte, ... Imperdível.

16h30min mais ou menos e ainda tinha muito para conhecer. Agora o passeio era no Jardin Botanico e pelo Paseo del Prado. Passei pelo Museo del Prado, Plaza Canova del Castillo, Plaza de las Cortes, Congreso de los Diputados, Plaza de la Lealtad, Bolsa de Madrid e Palácio de Cibeles, onde turistas visitam seu interior e tem acesso a um mirante. Porém o acesso a esse mirante é restrito a determinados horários, mediante distribuição de senhas. Infelizmente eu cheguei fora de horário e pude, somente, realizar a visita interna. Planejei voltar outro dia. Mas mesmo a visitação interna vale muito a pena.

Finalzinho do dia e cansaço de sobra. Segui em direção ao hostel, pois ainda pretendia comprar água e coisas para comer. Segundo informações do recepcionista do hostel onde eu estava hospedado, ali perto tinha supermercado e me explicou mais ou menos onde ficava.

No caminho, passei na Plaza Mayor, localizada logo atrás do hostel. Mais um ponto turistico visitado.

Compras feitas por €9.13, 20h e eu estava de volta ao hostel para um belo e merecido banho, comer e assistir um pouco de televisão.


21h, início da noite e fui dormir.







Terça-feira

Bem, as 8h amanhece e foi mais ou menos nesse horário que acordei. O meu café da manhã se baseou no que comprei no final da tarde de ontem.

As 9h30min sai do hostel. Sol, mas um pouco de frio. Segui até a Gran Via e fui em direção ao Palacio de Liria, onde cheguei caminhando após alguns minutos. Local fechado à visitação pública. Então fui para o Parque de la Montaña. É enorme. Chegando, vi 2 professores ministrando aulas de de educação física (ginástica), cada um com um grupo de mais ou menos 20 pessoas, de idades variadas.

Nesse parque está localizado o Templo de Debod (FOTO), aberto a visitação e acesso gratuito. Esse abriga maquetes, esculturas e coisas antigas. Muito interessante e vale a visita. Já do lado de fora, na parte de trás desse templo, consegue-se ter uma bela vista panorâmica de parte da cidade. Dali, segui para a Plaza de España. Mais um lugar bem movimentado, grande, bonito e com algumas barraquinhas que vendiam camisetas e outros tipos de lembranças. Seguindo o roteirinho que havia traçado previamente, passei pelo Senado e segui então para a Plaza Oriente, que fica em frente ao Palácio Real. Ali, muitos turistas se concentram depois da visita ao Palácio Real, tomando água e comendo algo.

O palácio é muito grande. Realmente a maior atração turística da região.

Mais ou menos 11h e não hesitei. Comprei o ingresso por €10 e entrei. Após a entrada, surge um enorme páteo com lindos postes de iluminação. O interior do palácio mantém móveis e decoração. Tudo antigo, em perfeito estado de conservação e claro, maravilhoso. Mas filmagens e tirar fotos não é permitido e, tudo é muito bem viagiado.

Quase 13h e minha visita se encerrava. Como muitos fazem, sai e fui para a Plaza Oriente, sentei-me em um bando e devorei a comida que levava em minha pequena mochila.

Agora, “almoçado”, era seguir caminho. Aproveitei que estava por ali e já fui dar uma olhada no Teatro Real. Depois, fui observar e tirar fotos da Catedral de La Almudena. Em ambos os locais não era permitida a visitação interna no horário em que estava por ali. Segui para os Jardines de Sabatini, que fica ao lado do Palácio Real. Na verdade, os locais que eu acabei de mencionar aqui ficam todos um ao lado do outro.

Atravessei esse jardim, e fui me deparar mais abaixo, com a Estação Principe Pio e Puerta del Principe Pio. Um lugar mais lindo que o outro.

Continuei descendo e atravessei o Rio Manzanares. Lentamente vim caminhando margeando o rio e vi senhores pescando. Quando me aproximava deles, um fisgou um peixe e retirou-o das águas. Um peixe grande. Fiquei surpreso e até tirei foto. Logo pensei no rio despoluido, habitado por peixes, cruzando a grande cidade. Uau.

Fui caminhando e após olhar meu mapa, resolvi retornar para a região do Palácio Real. Segui pela Calle de Segovia passando pelo Parque de Atenas e depois Calle Mayor, chegando ao Parque Emir Mohamed. É um local cercado por grades onde se pode ver ruínas.

Metade da tarde, calor e o cansaço aumentando, mas claro, não iria desistir da minha caminhada. Ainda tinha muita coisa legal para ver. Bem, nesse momento resolvi me deliciar com um sorvete. Ok, €1 e tudo resolvido. Ô sorvetinho bom! Feast, da Frigo!

Seguindo, Jardines Vistillas, Basílica de San Francisco el Grande, Parque de la Cornisa, Puerta de Toledo, catedral de San Isidro, Plaza Canova del Castillo e Museo Thyssen Bornemisza. Tudo na sequência. Lembra do Palácio de Cibeles? Que não consegui visitar o mirante? Pois é. Me programei para que isso acontecesse hoje. O Museo Thyssen Bornemisza fica no Paseo del Prado, bem pertinho do Palácio de Cibeles. Daí, ficou fácil. Cheguei no palácio e consegui o ingresso. A recepcionista lembrou que eu tinha estado ali no dia anterior.

Uma filinha básica para chegar ao mirante e, lá estava eu. Ah, valeu a pena. Que vista! E foram, fotos e mais fotos.

Final da tarde e meu objetivo de passeio para o dia tinha sido concluido com êxito. O que fazer agora?

Ah, retornar ao hostel, tomar banho, comer, assistir televisão e dormir, pois o dia seguinte prometia ser tão bom quanto hoje. Programei ir à Toledo!







Quarta-feira

Ainda estava escuro quando acordei. Mais ou menos 7h. Preparei minha pequena mochila com água e coisas para comer, tomei meu café da manhã e lá fui eu caminhando para a Estação Atocha. Como já tinha pesquisado a respeito do percurso de trem pela internet, ficou fácil. Já sabia os horários do trem e valores. Uns 20 minutos caminhando em uma manhã ligeiramente fria e pronto. Lá estava eu comprando minha passagem para às 9h20min por €10.60 somente a ida. Resolvi já comprar ali mesmo a passagem de volta por €8.50, sem horário marcado.

Embarquei no trem rápido (trem bala). Poltronas individuais e muito confortáveis. Logo percebi um painel eletrônico de avisos. Exatamente no horário, partimos. Logo na saída da estação o trem não desenvolveu alta velocidade. Na verdade isso aconteceu mais ou menos na metade do percurso, creio que por causa das obras que pude observar ao longo da ferrovia. Foi uma viagem rápida de 30 minutos.

Chegando à Toledo, já comprei um mapa da cidade ali na própria estação por €2. Ou se leva um mapa ou tem que comprar, pois a estação não fica exatamente perto dos pontos a serem visitados.

A essa altura, o sol já havia esquentado suficientemente o dia a ponto de eu retirar minha blusa.

Sai da Estacion de Ferrocarril, segui para a direita pelo Paseo de la Rosa em direção a parte antiga da cidade, que fica cercada por muralha e em um morro. Cruzando o Rio Tajo, do lado direito está a rodoviária. Passei por esta e segui, agora enfrentando uma subida daquelas. Ao final, no topo do lado esquerdo está a Puerta de Alfonso IV. É só atravessar e já se está na parte interna da muralha. Porém, resolvi seguir pela Calle del Cardenal Tavera, para logo ali visitar o Paseo de Mercham, que é uma bela praça onde crianças estavam reunidas participando de um evento da escola. Parei um pouco para descansar, comer e tomar água. Um pouco mais à frente, me deparei com a Plaza de Toros. Apesar de não ser permitida a entrada, valeu a pena. Retornei até a Puerta de Alfonso IV e resolvi continuar seguindo pelo Paseo de la Rosa, para logo mais abaixo, me utilizar de escadas rolantes que me conduziram para cima e para dentro da muralha. Daí, foi só caminhar pelas antigas ruas com calçamento de pedra, ir conhecendo as maravilhosas construções antigas e claro, fotografando tudo que me dava vontade. É muita coisa para ver e conhecer.

Igreja Santa Leocádia, Igreja Santa Tereza de Jesus, Puerta del Cambron, Monastério de San Juan de los Reyes, Escuela de Artes e Ofícios, Sinagoga de Santa Maria de la Branca, Jardines del Transito, Museo de el Greco, Palácio de Fuensalida, Plaza del Salvador, Museo de los Concilios e de la Cultura, Plaza e Iglesia de Carmelitas Descalzos, Puerta de Valmardon, Plaza e Iglesia de San Vicente, Palacio Lorenzana, Delegacion de la Hacienda, Iglesia de San Idelfonso, Palacio Arzobispal, a magnífica e gigantesca Catedral (FOTO), Plaza de Zocodover que é um local de muita concentração turística, Museo del Ejército, Alcazar, Corralillo de San Miguel, Academia de Infanteria, Paseo del Carmen, Castillo de San Servando e finalmente encerrei meu passeio por dentro das muralhas descendo pela Escalera de Doce Canto. Desci contornando as muralhas e cheguei até a Puerta das Murallas. Dali, logo em frente, atravessei a Puerta de Doce Cantos, atravessei a Ponte de Alcantara sobre o Rio Tejo e segui para a Estacion de Ferrocarril.

Como tinha comido algo pouco antes do meio dia, não senti fome. Só fui comer novamente por volta das 16h30min, já na estação. Como já tinha a passagem de volta à Madrid, foi só escolher o horário do trem: 17h25min.

Durante minha caminhada, mais uma vez, não resisti e me deliciei com um sorvete. O próprio: Feast, da Frigo.

Na ida para Toledo e no retorno à Madrid, ninguém sentou-se a meu lado no trem. Mais tranquilo para viajar.

18h e, muito cansado, fui lentamente caminhando para o hostel.

Ah, mas no caminho de volta, parei em uma farmácia e comprei uma pomada para passar no rosto que estava irritado. Paguei €15.50. Ainda passei pela pequena Plaza Anton Martin e de lá foi até o supermercado comprar coisas para comer e aguá. Meus gastos no supermercado foram de €3.78.

A parte histórica de Toledo é muito bonita. Cansa bastante caminhar, mas somente assim que se conhece tudo. E ainda mais que foi um dia de sol forte.

Mais de 19h e lá estava eu de volta ao hostel. Mas antes de subir para o quarto, fui utilizar a internet. Mais um pequeno gasto de €0.70. Ufa! Quase 19h30min e meu dia de passeios estava encerrado. Enfim, no quarto do hostel. Nada melhor que um bom banho, comer, assistir um pouco de televisão e uma bela noite de sono.



Quinta-feira

Meu último dia na bela capital espanhola. Hoje mesmo, no final da tarde, seguiria para Valência.

Como sempre, acordei cedo. 6h30min aproximadamente. Também, não adiantaria acordar mais cedo para tentar aproveitar o dia, pois sol, somente após as 8h.

Um de meus planos era já deixar o hostel logo pela manhã com minha grande mochila. Assim não perderia tempo em ter que retornar, pegar mochila e fazer o “check out”.

Então, como já tinha deixado tudo arrumado na noite anterior, tomei banho, café da manhã e parti lá pelas 8h30min.

Meu destino principal era o Estádio Santiago Bernabeu (Real Madrid). Não era tão próximo do local onde eu estava hospedado, mas como tinha tempo para esse passeio, resolvi ir caminhando até lá.

Iniciei minha caminhada indo em direção ao Palácio Real e Plaza de Oriente. Dali desci até a Puerta del Sol, que já estava tomada por turistas. Segui até a Gran Via, onde gastei €1 e daí, para o Paseo del Prado.

Mais de 9h, o sol mais e mais esquentando o dia, eu caminhando pelo Paseo del Prado e a mochila começou a pesar.

Próximo ao Jardines del Descubrimiento, resolvi sentar-me em um banco sobre uma grande árvore e descansar um pouco. Um pouco de água, fôlego recuperado e lá fui eu. Passei pelo Museo Nacional de Ciências Naturales e continuei caminhando. Perto das 11h e nada de chegar. Nossa, já tinha me arrependido de ir caminhando.

Bem, seguindo pelo Paseo del Prado em direção ao Santiago Bernabeu, após os Jardines del Descubrimiento, não tem nada de interessante. Aliás, tudo vai ficando bem feio até. Nada de turistas ou locais turísticos. Melhor mesmo seria fazer esse percurso de metrô, por exemplo. Fica aqui a dica!

Pouco mais de 11h e pronto. Avistei o grande estádio do Real Madrid (FOTO). Claro, muitos turistas por ali. Comprei meu ingresso por €16 e lá fui eu. O passeio interno segue um percurso definido. Iniciei subindo e de cima, tive uma vista geral das arquibancadas e gramado. Depois passei pela galeria com fotos, troféus e etc. Grande destaque para o lateral esquerdo brasileiro que atuou pelo time durante 11 anos, Roberto Carlos. Mas claro ali também tem muita foto de outros tantos jogadores brasileiros famosos que jogaram pelo time e jogadores de outras nacionalidades. Na sequência do passeio, arquibancadas, lateral junto ao gramado, vestiários, loja, ...

Passeio muito bom. Vale a pena. Adorei!

Sai pouco mais de 13h. Ali mesmo logo do lado de fora encontrei algumas pessoas sentadas em uma escadaria tomando água e comendo. Fiz a mesma coisa, já que a fome era enorme.

Aproveitei para descansar. A caminhada para chegar ali foi longa e cansativa.

14h, fui até a estação de metrô mais próxima, comprei o bilhete por €1 e lá fui eu em direção a rodoviária. Pela internet (www.avanzabus.com), ainda no Brasil, comprei minha passagem de ônibus por €26.88 para Valência. Sairia as 17h. Já na rodoviária, tive muito tempo para descansar e realmente precisava. Aproveitei para rever meus planos.

Pouco antes das 17h embarquei no ônibus que partiu exatamente no horário e lotado. Logo o motorista acionou o DVD e lá estava eu a assistir um filme americano antigo e muito interessante. Mais ou mesnos 19h e paramos em um restaurante à beira da estrada. Seguimos e aí pelas 21h, já escuro, chegamos à Valência.

Ali mesmo na rodoviária consegui um mapa da cidade. Também pela internet, no Brasil, reservei uma noite no NH Express Las Artes por R$77,00 e era para lá que eu iria agora.

Pedi informações e me disseram que esse hotel ficava longe dali. O melhor seria seguir de ônibus para lá. Tinha um ponto logo ali na rua ao lado da rodoviária.

Fui até o ponto e depois de aguardar uns 20 minutos, embarquei, pagando €1.30 pela passagem. Pedi ao motorista, muito simpático por sinal, que me avisasse quando estivéssemos próximos ao hotel. Assim ele fez.

Estava perto do hotel. Segui caminhando em direção a este, que já havia localizado no mapa. Percebi que tinha pouco movimento pelas ruas. Resolvi “jantar” antes de ir para o hotel. Passei em frente a este e ali na mesma avenida, pertinho, entrei em uma lanchonete. Só tinha o dono e um amigo dele. Estavam com a televisão ligada em um jogo de basquete. Pedi um lanche e um refrigerante, que me custaram €5.40. Daí me disseram que estavam assintindo o jogo de basquete entre Valência e Real Madrid, que estava acontecendo em um ginásio um pouco mais à frente nessa mesma avenida. Pronto! Aí estava a explicação por ter pouca gente nas ruas e na lanchonete também.

Ok. Agora alimentado, fui direto para o hotel. Fui muito bem recebido e rapidinho fui para o quarto, tomar um banho e finalmente dormir, já que estava bem cansado.






Sexta-feira

Depois de uma bela noite de sono, acordei perto das 8h e fiz o “check out”. O hotel é muito bom e fica muito bem localizado, perto de alguns pontos turísticos. Olhei no mapa e segui em direção a estes. Porém, no caminho, sentei-me em um banco de uma pequena praça para comer o que ainda tinha em minha mochila.


Mal sabia que nesse dia ensolarado estaria eu iniciando um passeio por uma cidade linda e surpreendente. Valência fica às margens do Mar Mediterrâneo.

Fui ao Palau de les Arts (FOTO), Museo de les Ciences e Museo L’Hemisferic, todos ali num local conhecido como Ciutat de les Arts e de les Ciences. Segui conhecendo o Oceanografic. Perto das 10h vi o Centro Comercial El Saler, com shopping e hipermercado. Resolvi ir até lá para comprar comida e água. €2.82 e tudo comprado.

Saí e segui caminhando em direção ao centro histórico pelo Paseo de la Alameda, que praticamente cruza a cidade. Conheci o Gulliver, o Palau de la Musica e o Estádio de Mestália do time de futebol Valência. Quanto lugar bonito. A hora foi passando e eu nem percebi. Já passava das 12h e aproveitando, já de volta ao Paseo de la Alameda, sentei-me num banco debaixo de uma árvore enorme e comi parte do que havia comprado no hipermercado. Segui caminhando e logo mais a frente visitei o Llano del Real e os Jardines del Real, que adorei. Claro, aproveitei para conhecer bem. Da Ciutat de les Arts até aqui já tinha sido aproximadamente 4km de caminhada. Então, era hora de seguir caminho, apesar do cansaço devido ao calor e ao peso de minha graaaande mochila. Fui até o Museo de Bellas Artes, depois atravessei o Paseo de la Alameda e me “embrenhei” pelo centro histórico. Prédios antigos e realmente muito bonitos por onde quer que se olhe. Universitat de Valencia e Torre de Serranos. Ali no centro histórico, na Plaza del Ayuntamiento com muitos turistas, mais da metade da tarde, era o momento ideal para um sorvetinho. O de sempre até aqui? Não! Avistei uma grande rede de fast food e decidi que seria ali que iria comprar e saborar essa maravilha. Paguei 1.65€ por um belo sorvete de massa com cobertura de chocolate. Isso feito, continuei meu caminho. Plaza de Toros, Estacion del Norte, Iglesia de San Agustin e Torres de Quart. Ah, aqui valeu muito a pena subir os incontáveis degraus de uma escadaria que me conduziu ao topo. Uau! Que vista da cidade. Fotos, fotos e mais fotos.

Realmente nesse dia as horas pareciam passar mais rápido. Quase 17h e meu destino final estava próximo. A rodoviária, onde embarcaria para Barcelona a noite. Lentamente lá fui eu. A rodoviária fica pertinho das Torres de Quart, bastando praticamente apenas cruzar o Paseo de la Alameda. Como era 19h e ainda me restava mais ou menos uma hora de luz do dia, aproveitei para sentar-me ali e observar o movimento de pessoas correndo, com bicicletas e praticando esportes em quadras poliesportivas.

Pouco mais de 20h e fui ao Nuevo Centro, ao lado da rodoviária. É um shopping com 2 supermercados. Aproveitei e comprei comida para antes da viagem por €1.43.

Como a fome era grande, fui até uma lanchonete e não tive dúvidas em comer 1 “Bocadillo” e tomar um refrigerante, tudo por €5.20.

Pronto. Dia maravilhoso de passeios encerrado. 21h e fui para a rodoviária, para aguardar o horário de partida para Barcelona. Detalhe interessante: após às 21h as lojas da rodoviária e guichês de compras de passagens fecham e, após as 22h, fecham a maioria dos banheiros. Só mantém 1 aberto.







Sábado

Do Brasil já tinha, através da internet, comprado minha passagem de ônibus Valencia – Barcelona para às 00h15min, por €22. (www.alsa.es).

O ônibus atrasou, pois vinha de outra cidade. Essa provavelmente seria uma madrugada de pouco sono.

Pouco antes da 1h partimos. Infelizmente o ônibus parou em algumas cidades para embarque e desembarque de passageiros, o que não me proporcionou um bom sono. O motorista, muito animado, também mantinha o rádio ligado com volume alto. Aliás, em todos os ônibus em que estive nessa viagem, o rádio se fez presente.

6h. Cheguei em Barcelona. Estación del Nord. Ainda madrugada. Enquanto aguardava a abertura da central de informações às 7h, comi.

Com as informações e um mapinha em mãos, por estar perto do hostel que havia reservado, aguardei a luz do dia e segui caminhando.


Pouco mais de 8h e lá estava eu. Pension Arosa (que reservei através do www.hostelsclub.com). Quarto individual com banheiro compartilhado, que pqaguei €71 por 3 noites. O proprietário me recebeu muito bem e, já me adianto aqui em dizer que fica muito bem localizada, é muito boa e recomendo a todos.

Vale lembrar que aqui, na região da Catalunha, a lingua espanhola é um pouco diferente.

Já perto das 9h, saí. Fui direto para a Plaça Catalunya, bem pertinho do hostel.

Dali segui pela La Rambla. Minha primeira parada foi em um supermercado, onde gastei €2.82 com comida e água. Na sequência visitei o Palau Guell, o Palau Moja e Palau Episcopal. Fui então conhecer a Catedral, aberta a visitação e é linda, Museo Diocesano, caixa Catalunya (não entrei), Mercat de Santa Caterina, Iglesia e Murallas Romanas, Museo D’Historia (também não entrei), Plaza de la Constitucion, Palau de la Generalitat, Plaça Reail, Teatre Principal, Museo de Cera (não entrei), e cheguei na região do porto, conhecendo o Sector Naval de Cataluña, Gobierno Militar e Aduana.

A fome “bateu”. Também, já era mais de 12h. E lá fui eu procurar um local para sentar à sombra, já que o sol esquentava o dia, e comer o que levava em minha pequena mochila.

Pronto. Agora, continuando, conheci ali mesmo o terminal Drassanes e resolvi seguir caminho oposto. Fui até o Mirador de Colom, observei as belas fachadas dos edifícios antigos como o da sede do Port de Barcelona e dali pude observar ao longe a Torre Jaume I e o World Trade Center. Essa região estava lotada de turistas.

Passei pelo Port Vell e fui até o Mare Magnum, que é um shopping. Lindo!

Aliás, é uma região muito bonita.

Ao lado está o L’Aquarium. Fui seguindo. Passei pelo Passeig de Colom (FOTO) e Palau de Mar, com vários restaurantes. Caminhando em direção à praia, passei Plaza de Miquel Tarradell e lá estava eu: Platja de Sant Miquel. Praia! Também, lotada.

Muita gente tomando sol, inclusive com garotas fazendo “topless”, pessoas praticando esportes, etc. A água estava bem gelada. Eu somente consegui entrar no mar com a água batendo na altura dos joelhos.

Claro, agora o objetivo, já na metade da tarde, era seguir caminhando junto à praia.

Opa! Calor, praia e, sorvete! €0.50! Pronto, sanada minha vontade.

A essa altura já caminhava pela Platja La Barceloneta.

Ok, agora deixei a região da praia e fui para a Capitania General, Port Olimpic, Parc del Port Olimpic, Torre de Les Aigues, Estació de França e Parc de la Ciutadella. Um grande parque com coisas lindas para se apreciar. Não tive dúvidas e por ali fiquei um bom tempo.

Saí do parque na Plaza Lluis Companys, que conduz através de um calçadão ao Arc de Triomf.

Pronto, finalzinho da tarde. Já passava das 18h e agora resolvi seguir de volta para as proximidades do hostel. Ali chegando, como já tinha ido pela manhã em um supermercado bom próximo ao hostel, fui comprar comida e gastei €6.96. Sai e no caminho para o hostel, parei em uma lan house para enviar e-mails. Gastei €0.50 por alguns minutos de uso.

E não é que ainda, no caminho, ainda gastei mais €5!?

Meu primeiro dia passeando por Barcelona foi maravilhoso. Estava adorando a cidade.






Domingo

Logo após as 8h eu sai e fui até a Plaça Catalunya. Dia nublado. Ali seria a largada para uma corrida de rua e tinha muita gente. Justamente enquanto eu passava por ali, foi dada a largada.

Meu destino principal nesse dia seria a Iglesia Sagrada Família. Segui então para cumprir meu roteiro do dia. Iniciei pelo Coliseum, a Casa Batlló Gaudí, Fundació Antonita Pies, Catalunya Caixa, Palau del Baró de Quadras, Casa de les Punxes, Plaça de Mossen Jacint Verdaguer e então, lá estava eu, na praça lotada de turistas em frente a Iglesia Sagrada Família (FOTO). Logo fui para a enorme fila que só aumentava. Comprei meu ingresso por €12.50. A igreja ainda está em construção, mas é maravilhosa, tanto externa como internamente. É um passeio imperdível em Barcelona.

Pouco depois das 10h30min e eu já estava do lado de fora, pronto para continuar seguindo meu roteiro de passeio.

Passei pela Avinguda de Gaudí, Santa Creu e Sant Pau, Ronda del Guinardó, e a partir daí, o começou a subida. Fui ao Parc de les Aigues e depois a Parc Guell. Lotado de turistas. É um ponto turístico muito visitado. O parque é enorme, tendo sua entrada na base de um morro e se extendendo até o topo desse. A vista lá de cima é maravilhosa: boa parte de Barcelona, o Mar Medirrâneo, ...

Já passava das 12h e por ali mesmo comi, como sempre, o que eu levava em minha mochilinha.

Mais um tempo desfrutando do local.

Ah, calor e a vontade do sorvete “bateu forte”: €1 e Feast na mão. Pronto. Eheheh!

14h e segundo meu roteirinho, agora teria que percorrer mais ou menos uns 4Km até a região onde fica o Teatre Nacional de Catalunya. Ali conheci esse teatro, claro, e segui conhecendo o Museu de la Musica, Plaza de Toros Monumental.

Bom, a caminhada até o hostel seria de mais ou menos 3Km e com alguns lugares pelo percurso a serem visitados. Lá fui eu. Passei pela estació de Autobusos, pela Central Catalaña de Electricidad e o Petit Palau.

Final da tarde e fui ali no supermercado da La Rambla comprar comida e água: €4.94.

Isso feito, já passava das 19h e fui para o hostel.






Segunda-feira


Hoje o dia é de passeio à Montserrat.

Depois do café da manhã, logo após o nascer do dia, peguei minha pequena mochila com comida e água para o dia e sai. Friozinho, como em todas as manhãs. Fui caminhando até a Gran Via de les Corts Catalanes e segui direto para a Plaça d’Espanya, de onde parte o trem. Mas ao chegar ali, fiquei encantado e acabei tirando umas fotos do Shopping Arenas de Barcelona, da própria Plaça d’Espanya, das Torres na Avinguda Reina Maria Cristina e Fira Barcelona. Então, fui até a Estació Espanya, comprei meus bilhetes de trem de ida e volta à Montserrat por €15.55 e embarquei. O trem, vermelho e branco, não estava lotado, mas tinha bastante turista.

Para Montserrat, é só descer na estação final. Ali, faz-se baldeação para a cremalheira (Monistrol), cores verde e branco. Após o embarque, existe uma parada. Para quem for se utilizar do teleférico, é aqui que deve-se descer. No meu caso, era continuar, pois a próxima parada já seria Montserrat (FOTO). O percurso é lindo. Montserrat, digamos, é um monastério encravado na montanha, a meia altura. Rapidinho cheguei na estação final. Em frente tem uma salinha onde fornecem informações e mapa geral do local. Ali além do próprio monastério com inúmeras atrações, existem muitas trilhas para serem percorridas. Trilhas com percursos fáceis, rápidos e com calçamento e outras com dificuldade altíssima, subindo morro, na terra e em meio a vegetação. São tantas que não é possível percorrer todas em um único dia. Bem, iniciei meu passeio pelo monastério, Depois escolhi uma trilha que parecia bem difícil de se percorrer. Iniciei subindo. Quanto mais subia, mais queria subir, já que a vista ia ficando cada vez mais bonita. Cheguei até uma antiga construção, chamada Sant Benet. É uma estação metereológica. Era mais ou menos 11h30min. Não tinha ninguém ali. Vi cadeiras e uma mesa na sombra de uma árvore. Então, resolvi descansar e “almoçar”. Uau! Que vista!

Depois do meu almoço e de descansar um pouco, resolvi descer, pois ainda tinha muitas trilhas para percorrer.

Lugar fantástico e imperdível!

No final da tarde, embarquei de volta para Barcelona. Mesmo percurso, porém, claro, sentido contrário.

Cheguei na Estació Espanya e estava muito cansado. Também, depois de um dia maravilhoso e de muito sobe e desce por várias trilhas, não era para menos. Mas ainda era 17h30min. Não tive dúvidas e fui conhecer, por dentro, o Shopping Arena Barcelona. Lindo! Formato circular. No topo está o mirante, que permite vista de 360º da cidade.

E o dia estava acabando. Mas não antes de eu visitar o Parc de Juan Miró, logo ali atrás do shopping.

No caminho de volta ao hostel, aproveitei uma lan house que encontrei no caminho para utilizar a internet, por €0.50. Sai e fui ao supermercado da La Rambla comprar comida. 2 lanches prontos e uma salada russa, além de refrigerante e chocolate. Gastei €5.23.

Pronto, já estava começando a escurecer. 20h mais ou menos. Agora só me restava ir comer e dormir. Estava muito cansado e isso me impedia de fazer qualquer outra coisa.







Terça-feira

7h e eu já tinha acordado. Afinal, esse seria meu último dia nessa magnífica cidade e eu queria aproveitar ao máximo o dia e os passeios que havia planejado fazer.

Mal amanheceu e lá ia eu. Conheci o Mercat Sant Josep ali mesmo em La Rambla e caminhando, cruzei várias ruas até alcançar a Avinguda del Paralelo. Daí, segui em direção ao mar. Cheguei a Plaça de la Carbonera e fui em direção a Muntanya de Montjuic, pelo Passeig de Josep Camer. Assim que enconrei uma rua, fui subindo a montanha. Na verdade é um parque enorme. Tipo um complexo de parques, cada um com um nome. Mas tudo conhecido como Montjuic. Dentro existe um teleférico que conduz ao Castell de Montjuic. Eu resolvi ir caminhando para apreciar melhor a paisagem. Não é cobrado ingesso para visitação, que é permitida somente na parte interna das muralhas. Não se pode acessar o interior das construções.

9h e segui ali pelo parque, agora em direção ao complexo olímpico. Passei pela Fundació Juan Miró. Não demorou muito e lá estava eu. Complexo olímpico. É enorme, como tudo no local. Local das olimpíadas de 1992.

Estava acontecendo uma espécie de disputa estudantil entre escolas. Tinha muuuuito estudante.

Estadi Olimpic, Palau Sant Jordi, Torre Calatrava (FOTO) e Jarines de Juan Maragall.

Mais de 11h e a fome “bateu”. Hora de comer.

Segui então. Logo ali, já estava o Palau Nacional. Fantástico.

Palau Victoria Eugenia, Plaça de Mont Montjuic e Palau de Congressos.

Caixa Forum. Entrei. Não se cobra ingresso e tem muita obra artística. Mas minha visita foi rápida, pois o objetivo principal era o Camp Nou, estádio do Barcelona.

Da Plaça d’Espanya, seguindo pela Carrer de Sants, seriam aproximadamente 4Km de caminhada. Então, como já passava das 12h, não tinha muito tempo a perder. Lá fui eu, com o sol esquentando o início da tarde.

Para chegar ao portão de acesso e nas bilheterias, praticamente contornei o estádio.

13h e eu estava comprando meu ingresso, por €19. Tinha muita gente.

Inicie a visita passando por uma rampa suspensa que me conduziu a sala de exposições, com fotos, troféus, bolas, uniformes, ...

Destaques para muitos jogadores. Entre eles, brasileiros como Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Daniel Alves. Não vi nada do Romário.

Fui seguindo o percurso traçado. Saí na parte superior das arquibancadas. Andei por partes internas, como vestiário e sala de imprensa, chegando à beira do gramado, junto ao banco dos jogadores reservas.

Claro, minha máquina fotográfica não teve descanso!

Nossa, quase 15h. O passeio se encerrava.

Não tive dúvidas: fui até a estação de metrô Collblanc, paguei €1.45 e segui em direção a Plaça d’Espanya. Após uma rápida baldeação, desembarquei na Plaça de Catalunya, que ficava pertinho da Pension Arosa. Fui até o supermercado, gastei €4.97 com comida, daí para o hostel e fiz meu “check out”. Desci e logo ali, em um banco da pracinha ao lado, “almoçei”. Inicialmente, os 2 sanduíches que tinha comprado no supermercado momentos antes. Agora, uma maravilhosa e com certeza sabora salada russa com pasta de atum. Bem, eis a surpresa: na hora de comer a salada, cadê minha colherzinha de plástico que tinha vindo junto com a salada que comprei ontem e que havia guardado comigo? Ehehehe. Tinha jogado fora! E agora??? Não tive dúvidas: peguei meu pente e “mandei bala”, como se fosse colher.

Agora, só me restava seguir para a rodoviária, pois do Brasil mesmo, tinha comprado pela Alsa (www.alsa.es) por €16.58 minha passagem para Zaragoza, para as 17h30min.

Como a caminhada era curta, cheguei logo. Tive tempo, então, para ir até a lan house da rodoviária para ver e enviar mensagens, pagando por isso €1.

Pouco antes do horário, o ônibus estacionava para embarque de passageiros.

Mais uma vez dei sorte, pois ninguém sentou ao meu lado. Aliás estava bem vazio. Viagem tranquila, com uma parada em restaurante na beira da estrada. Resolvi comprar um suco para beber, já que estava com sede. 200 ml de suco e me custou €1.95. Achei caro!

Cheguei as 21h15min em Zaragoza. A rodoviária fica longe do centro e tive que pegar um ônibus, por €1.50. Desci na praça em frente ao Mercado Municipal e fui até um lan house pedir informações da localização do hostel. Me informaram e como não estava longe, fui caminhando.

Cheguei a Pension Miramar. Tinha reservado do Brasil, através da internet (www.booking.com). Quarto individual com banheiro compartilhado, por €18. Me encaminharam para a Pension Fortea (Calle Madre Sacramento, 45) que seria do mesmo proprietário, na rua ao lado. Não gostei do local.

Antes de ir para o quarto, na recepção, consegui um mapa da cidade.

Hóspedes barulhentos e a tubulação de água fez barulho a noite toda. Super ruim. A pior hospedagem da viagem até o momento.






Quarta-feira

É, depois de uma noite bem ruim, acordei e comi. Mal passava das 8h, peguei minha mochilona e cai fora desse hostel.

Prometia ser um belo dia de sol. Olhando o mapa, fui para a Puerta Del Carmen, que não estava muito longe de onde eu me hospedei. No cruzamento da Avinguda Cesar Augusto com o Paseo de Pamplona. Segui pelo Paseo de Pamplona até a Plaza Paraiso, Paseo Independência e Plaza de Aragon, um ao lado do outro.

Então, segui pela Gran Via. Linda e larga avenida com enorme canteiro central. Pela Gran Via, passa um trem de superfície (um vagão). Fui seguindo até o Estádio La Romareda, que é estádio onde joga o Real Zaragoza. Não encontrei nenhuma placa informando sobre visitas internas e, o estádio, por fora, é bem simples. Mais ou menos uns 2Km caminhando até esse ponto. A cidade é plana.

Já se aproximava das 11h. Resolvi comprar água e comida (lanche pronto e salada), refrigerante e água em um supermercado em frente ao estádio, que paguei €6. Saindo, ali em frente também, já avistei o Parque Miguel Primo de Rivera (FOTO). Entrando, logo sentei-me em um banco e ali mesmo “almocei”.

Agora, apesar do sol forte e dia quente, era passear pelo enorme e lindo parque.

Passava um pouco das 13h e fui até o Paseo de Colón. Avenida com um canal no centro, onde vi alguns patos nadando. Caminhando, cheguei ao Paseo de Cuéllar, passei pelo Sacrário Militare Italiano e logo após estava no Parque Pignatelli. Atravessei bem lentamente e segui pelo Camino de las Torres. Passei pelo Colégio San Agustin, Museu Provincial, Plaza de Loas Sitios, Parroquia de Santiado El Mayor, Palácio de Loas Condes, Caja España, Iglesia de La Manteria, ...

Metade da tarde e eu caminhando. Sinceramente, já muito cansado não só pelo dia de hoje, mas por todos os dias anteriores dessa viagem.

Mas, vamos lá. De volta à região da Plaza de Aragón, segui em direção ao Rio Ebro, agora visitando ruínas ao fundo de uma igreja ali pertinho da Plaza de San Bruno, Parroquia e Catedral de La Seo, quando me deparei com a gigante e maravilhosa Plaza Del Nuestra Señora Del Pilar. Ah, mas antes resolvi ir em direção ao rio. Puente de Piedra, algumas fotos e voltei à Plaza Del Nuestra Señora Del Pilar, onde fiquei um tempo. Atravessei a praça e fui até a Iglesia San Juan de los Panetes, com sua torre inclinada. Logo ali visitei as ruínas das Murallas Romanas, seguindo até a o Mercado Municipal e sua praça em frente.

Então, aproveitei para comprar algo para comer por €1.76 e fui até a lan house onde estive na noite anterior para pegar informações. Utilizei a internet por €0.80.

Daí , como estava pertinho, fui novamente até o Rio Ebro e caminhei um pouco pelo Paseo de Echegaray e Caballero, margeando o rio. Atravessei a ponte da Avinguda de los Pirineos e fui ali do outro lado do rio, no Parque Arboleda de Macanaz. Retornei pela mesma ponte para observar os inúmeros cadeados presos ao guarda corpo da ponte. Estão relacionados à simpatia de amor.

Quase 17h e segui para a Plaza Del Portillo, Iglesia Del Nuestra Señora Del Portillo e a Plaza de Toros. Depois, logo ali também, no Paseo de Maria Agustin, peguei o ônibus até a Estacion de Trenes e Autobuses de Zaragoza. Paguei €1.05.

Do Brasil, comprei a passagem de ônibus para A Coruña (www.alsa.es) por €51.83.

Ainda não era 20h e lá estava eu. O local é muito grande. Agora só me restava descansar e aguardar pelo embarque que aconteceria às 00h15min. Estava frio.

Zaragoza é uma grande cidade. Não é uma cidade voltada ao turismo. Além das belezas do centro histórico, tem muita coisa legal para se ver. Pesquisei bastante através da internet ainda antes de iniciar a viagem, mas achei pouca informação. Mas realmente é uma cidade muito bonita e vale muito a pena visitar.






Quinta-feira

O ônibus encostou na plataforma no horário. Embarquei e com alguns minutos de atraso, partimos. O ônibus não estava cheio.

E aqui se iniciava uma viagem de aproximadamente 11 horas.


Algumas paradas, noite mal dormida e um tanto sofrida. A viagem foi realmente desgastante e cansativa.

Passava um pouco das 11h quando cheguei a A Coruña, que é uma cidade no litoral do Oceano Atlântico. Mas e aí? O correto é A Coruña ou La Coruña?


Vamos a explicação: na própria cidade e na província da Galiza onde essa se encontra, falam A Coruña e, no restante do país La Coruña.

Na rodoviária consegui o mapa da cidade. Planejei um caminho longo até o hostel, passando por pontos turísticos.

Segui pela Avenida do Alcade Alfonso Molina. Passei pela Parroquia de San Pedro de Mezonzo, virei para a esquerda e fui conhecer o Parque Santa Margarita, que não estava longe. Local grande e com bastante gente. Tem mesas e ali o pessoal estava jogando baralho. Ali está o planetário.

Fui caminhando em direção ao estádio Riazor. No caminho passei pelas Murallas Romanas. Mas um pouco caminhando e pude ver o estádio. Já passava das 12h. Decidi almoçar. Ali mesmo nas redondezas do estádio encontrei um restaurante bacana e por €6 me fartei. Agora estava melhor: bem alimentado e com uma bela tarde de sol para conhecer a cidade.

Poucos passos e lá estava eu, na praia. Pouca areia e muita pedra. Pedras grandes.

Caminhei pela Praia de Riazor e na sequência a Praia do Orzan, com mulheres fazendo top less. E não é que isso realmente é comum aqui!?

Visitei a Plaza de Pontevedra ali mesmo na Praia do Orzan e me encantei com seus jardins super floridos.

Retornei para a praia e segui em direção ao hostel. E realmente a vontade de chegar era grande. Sol forte, mochila pesada, ...

Essa foi mais uma reserva que fiz através da internet, do Brasil mesmo. La Alianza Hostel (pelo www.hostelworld.com), quarto individual com banheiro compartilhado, sem café da manhã, por €20. Muito bem localizado, hostel muito bom e fui muito bem atendido. Recomendo.

Bem, como ainda não era 15h, peguei minha pequena mochila com água, algumas informações com o proprietário e sai para continuar a conhecer a cidade.

Iglesia San Nicolas, Plaza del Humor, Museo Belas Artes, Plaza de Zalaeta e cheguei novamente na praia. Paseo Marítimo Orzan-Riazor. Encontrei bebedouro de água. Que bom, pois estava com sede e já procurando por algum lugar para comprar uma garrafa de água. Então, enchi a que levava comigo. Fui seguindo. Cheguei a Praia Matadero, passei pelo enorme e lindo Museo Domus e cheguei a Praia das Amorosas. Ali não pude deixar de visitar a Plaza das Lagoas. E fui seguindo, sempre margeando as praias, até chegar ao Aquarium Finisterrae, que está localizado no ponto mais extremo do continente no país. Continuando, passei pelas Cocheiras do Tranvia e cheguei ao Parque de la Torre de Hércules (FOTO). Enorme!

E lá estava a gigante e famosa, Torre de Hércules. Comprei o ingresso por €3 e entrei. Na parte inferior estão as ruínas antigas e objetos. Depois, subindo muitos e muitos degraus, se atinge o topo. A vista de 360º é magnífica. Passeio imperdível!

16h30min e apesar dos encantos do lugar, minha caminhada devia continuar. E lá fui eu, seguindo pelo Paseo Marítimo. O final do dia se aproximava e como eu tinha que comprar comida, resolvi caminhar em direção ao hostel. Passei pela Plaza de España e Plaza San Agustin.

Daí, encontrei um supermercado perto do hostel. Comprei comida por €6.24.

Quase noite. Fui para o hostel. Tinha bastante roupa suja. Lavei e coloquei para secar na janela do meu quarto.

Tomei banho, comi e fui dormir.









Sexta-feira

Como em todos os dias até aqui, acordei cedo, recolhi as roupas que haviam secado, comi o que havia comprado na véspera, já que não estava incluso o café da manhã.

Conversei com o proprietário do hostel e deixei ali na recepção minha grande mochila.

Saí. Ainda não era 8h e o sol já se fazia presente. Fui até a Plaza de Maria Pita, logo ali ao lado do hostel. Ali está o Palácio Municipal. Fui seguindo. Iglesia de San Jorge, Teatro Colón, Xardins de Mendes, ...

Observação importante: na região da Galiza algumas palavras são escritas diferentemente de outras regiões da Espanha. Por exemplo, no lugar da letra “J” utilizam a letra “X”.

Pouco mais de 9h e continuei caminhando. Correios, Palexco, Puerto de A Coruña, Murallas, Castelo de San Antón (FOTO), que ainda estava fechado para a visitação e segui pela Calle Dique de Abrigo Barrié de la Maza, para conhecer a torre da Capitania Marítima. Infelizmente é um prédio público, fechado para visitação interna. Essa Calle Dique de Abrigo Barrié de la Maza é extensa. Ida e volta, cansa, mas vale a pena.

É, e a hora passando. Não poderia me demorar muito já que meu plano era partir pela hora do almoço para Santiago de Compostela.

Xardines de la Real Maestranza, Jardin de San Carlos e Iglesia Parroquial de Santo Domingo, que vale a visita e de volta à Plaza de Maria Pita. Nesse momento tinha muita gente fazendo protesto em frente ao Palácio Municipal.

10h20min. Sentei-me em um banco e, às 10h30min, fui até o hostel pegar minha grande mochila, pois conforme tinha planejado, deveria seguir para a rodoviária.

Pronto. Lá ia eu, caminhando. Passei pela Plaza A Rosaleda, outra parte do Puerto de A Coruña e enfim, cheguei à velha rodoviária. Aliás, alguns locais da cidade não recebem manutenção constante, dando a impressão de decadentes.

Comprei minha passagem para Santiago de Compostela (empresa de ônibus Castromil, no guichê 16) por €7, com saída para às 13h15min. O ônibus praticamente foi lotado. Não mais que uma hora e fim da viagem: Santiago de Compostela.

Na própria rodoviária, no guichê de informações, consegui um mapa da cidade. Percebi que os locais de visitação e o hostel que eu ficaria não estavam próximos dali. Sendo assim, já aproveitei e comprei minha passagem de ônibus no guichê da Alsa (não tinha conseguido fazer a reserva pela internet) para o dia seguinte às 10h30min, por €29.

E lá fui eu. Sol forte, cidade não muito plana e eu caminhando. O mapa era bom e fácil cheguei à Casa Felisa. Do Brasil tinha reservado a hospedagem por uma noite em quarto individual com banheiro compartilhado por €29.

Como já passava das 14h e eu não tinha almoçado, a fome era grande. Fui direto procurar um restaurante. Perto da hospedagem, encontrei. Refrigerante, pão, um prato com salada de alface, tomate e atum e um prato feito com batata tipo palito e carne de frango. Bastante comida por €7.

Bem, agora era caminhar. Olha, a parte histórica é tão bela e tudo pode ser apreciado, que resolvi aqui não relatar nomes. O grande destaque, sem dúvida, é a imensa catedral. Passeio imperdível.

Em frente existe um pátio enorme onde se concentram os romeiros.

Andei muuuuito. Bem, mais ou menos 18h e o cansaço não só desse dia, mas de todos os anteriores “bateu forte”. Em determinado momento minhas pernas travaram. Não conseguia mais caminhar. Tive que me sentar em uma pequena praça e por ali fiquei uns 20 minutos até que consegui, muito lentamente prosseguir.

Bem, antes que realmente as pernas travassem de vez, decidi comprar umas lembrancinhas por €2.50 e comida por €1.30, que seria meu jantar.

Como encontrei uma bica com água potável, não precisei comprar água. Só reabasteci a garrafa.

Já no hostel, paguei €0.50 e utilizei a internet.

Tomei banho, comi e mais ou menos 21h, como estava hiper cansado, resolvi dormir.

Mas foi difícil.

Essa Casa Felisa (reservei através do www.hostelworld.com) se divide em restaurante/ bar no piso térreo e também no quintal e hostel nos andares superiores. Então, claro, o barulho vindo do térreo foi até altas horas, o que atrapalhou muito minha noite de sono.

O hostel é lindo, bem localizado, mas sinceramente por conta disso, não recomendo!









Sábado

Acordei como sempre cedinho, levantei e fui até a janela. Início da manhã e o dia estava nublado, um pouco frio.

Comi o que tinha comigo, fiz o “check out” e saí, indo em direção a Estación de Autobuses.

No caminho, claro, fui apreciando a beleza da cidade e fotografando tudo que tinha vontade.

9h30min e eu já estava na rodoviária, pronto para embarcar para Porto, em Portugal.

No momento do embarque, uma bagunça geral. O ônibus encostou na plataforma e todos os passageiros já estavam ali. O motorista desceu e foi diretamente para junto do bagageiro onde todos foram colocando as malas. Então, começaram a embarcar. Após 3 passageiros terem embarcado, pouco antes da minha vez, o motorista foi até a porta de entrada do ônibus irritado dizendo que esses 3 passageiros não deviam ter embarcado, pois ele não tinha conferido as passagens. Claro, um desses passageiros não concordou e “bateu boca” com o motorista, alegando que não tinha sido informado sobre a obrigatoriedade da conferência da passagem antes do embarque, achando que isso fosse feito no interior do veículo. Como eu só “assistia” a situação, não falei nada. Não foi informado e não tinha como adivinhar.

Bem, tudo resolvido, ônibus lotado e lá fomos nós.

As estradas na Espanha são muito boas. Pavimento asfáltico perfeito, muito bem sinalizadas, com alambrado cercando as rodovias, ...

Cruzamos a fronteira sem necessidade de parada em alfândega ou algo assim.

13h30min. Chegamos em Porto. Pois é, Portugal. Mais um país dessa minha viagem.

O ônibus parou na Praça da Galiza, junto a uma das agências da empresa Rede Expressos. Isso mesmo, não era uma rodoviária. Na verdade, existem várias pequenas rodoviárias espalhadas pela cidade.

Esse mesmo ônibus seguiria para Lisboa, mas essa parada também era para o almoço de todos os passageiros.

Entrei na agência, peguei um mapa da cidade e perguntei sobre um bom restaurante. Um senhor muito atencioso que ali trabalhava me sugeriu um restaurante logo do outro lado da rua, onde o motorista e passageiros iriam almoçar.

E para lá eu fui. Bastante comida. Arroz, salada, carne e refrigerante por €5.

Satisfeito, agora era caminhar até o Residencial Solar, que tinha reservado através da internet. Duas noites em quarto individual, com banheiro e televisão, por €51.80.

Pois é, mais uma bela caminhada. Mais ou menos 3Km desse ponto até o hostel. E a cidade não é muito plana não, viu!? Detalhe desfavorável para minha caminhada: o sol esquentava e bem essa tarde.

Pouco antes de chegar ao hostel, bem pertinho, comprei comida e água por €2.10.

15h. Fiz meu “check in” no Residencial Solar. Fui muito bem recebido. Localização boa, na parte tranquila da rua, quarto excepcionalmente bom, grande e limpo. Recomendo fortemente.

Deixei minha grande mochila, peguei minha mochilinha com água e sai para conhecer a cidade.

A própria Rua Santa Catarina, em uma parte, é comercial. Estava muito movimentada.

Conheci a Capela das Almas, Igreja de Santo Ildefonso, ... Daí vi os bondes antigos que compoem os sistema de transporte público da cidade. Antigos mas eficientes.

E foi por ali, aproveitando o calor, que resolvi comprar um sorvete. €090. O mesmo Feast que comprei algumas vezes na Espanha, fabricado pela Olá.

Praça da Batalha, Teatro Nacional São João, Capela dos Alfaiates e a igreja em frente, a Muralha Fernandina, o Pelourinho, a Catedral e fui em direção ao Rio Douro. Cruzei o rio pela Ponte Dom Luis e cheguei na cidade de Gaia (FOTO), bem no Parque da Ponte Luis I. Muito bonito. Dali a vista do Porto era fantástica.

Já passava das 16h30min e resolvi retornar para o Porto pela mesma ponte. Ali, continuei me deslumbrando com os prédios antigos, a estátua de Dom Pedro IV, segui até a Avenida dos Aliados também repleta de atrações turísticas, visitei o Paço do Concelho, a Praça Dom João I, o Coliseu do Porto já próximo a Rua Santa Catarina, segui para visitar a Biblioteca Municipal, Museu Militar do Porto e por fim a Igreja do Bonfim, já que a noite “dava as caras”.

E de novo bem pertinho do hostel, comprei mais comida, já pensando no dia seguinte, e gastei €1.90.

Retornei para o hostel e as 21h já me ajeitava para dormir.








Domingo

Acordei cedo e logo as 8h30min iniciei minha caminhada. Fui até a Rua de Gonçalo Cristóvão e segui caminhando. Passei pela Igreja da Trindade, pela Praça da República e o Palácio da República logo em frente, a Igreja da Lapa logo atrás, segui pela Rua de Álvares Cabral até a Igreja Românica de Cedofeita. Daí, fui até a Praça de Mousinho de Albuquerque, com o lindo e enorme Monumento aos Heróis da Guerra Peninsular. Logo ali, fui visitar a Casa da Música, situada na Avenida da Boavista. Depois, segui por esta plana avenida (aliás a cidade do Porto até que é bem plana). Fui observando e, claro fotografando, os lindos casarões antigos, como por exemplo a Casa da Viscondessa de Santiago de Lobão. Metade da manhã e cheguei a Fundação de Serralves, que é um grande parque com edifício com exposições, uma residência bem antiga tipo palácio, etc.

Antes de entrar, porém, fui até uma lanchonete em frente e comi um pão e tomei um achocolatado por €2.10.

Então, nesse dia de muito sol e calor, lá fui eu para entrar no parque. Em alguns dias e horários não é cobrada taxa para visitação. Eu dei sorte em estar ali justamente em uma desses dias e no horário de entrada livre. Os jardins são muitíssimos bem cuidados e a exposição muito variada e interessante. Gostei.

Já se aproximava do meio dia e segui, pela mesma Avenida Boavista agora em direção ao Parque da Cidade, junto ao Oceano Atlântico.

Atravessei o parque que é muito grande e estava lotado.

Na saída, já me deparei com a Praia do Castelo do Queijo (FOTO) e claro, logo ali para a esquerda estava o Castelo do Queijo (nome original, Forte de São Francisco Xavier).

Paguei €0.50 e entrei. É possível se visitar a parte superior com uma vista maravilhosa e um pequeno museu. Lugar imperdível.

Resolvi então, caminhar em direção as proximidades do hostel onde eu estava hospedado, mas sempre pela praia. Lugares muito bonitos, com árvores, bancos à sombra, monumentos, ... Passei pelo Forte de São João Baptista da Foz, fechado à visitação. Este forte fica situado na foz do Rio Doro, junto ao mar.

Ali também está o Jardim do Passeio Alegre. Algo interessante: vi muitos carros estacionados com pessoas dentro, jogando baralho, conversando, ouvindo música, ... Muitas outras pessoa estavam sentadas em bancos por ali conversando e apreciando o rio. Claro, a segurança impera.

Já era mais de 14h e a fome era grande. Fui caminhando margeando o rio. Farol de São Miguel, Observatório de Aves, passeio pela Ponte da Arrábida e cheguei ao Museu do Carro Eléctrico. E a fome aumentando.

Bem, agora seguindo o mapa e meus planos, iniciei a subida (e que subida) até a região onde está os Jardins do Palácio de Cristal.

Mais de 15h e não aguentava mais de fome. Fui procurar um local para comer. Acabei fazendo isso em uma padaria. Um lanche e um refrigerante por €2.90.

Daí sim, fui conhecer o Jardim do Palácio de Cristal. Muito bonito. Vale a visita.

Então, continuando, fui até o Jardim do Carregal, Jardim de João Chagas com suas inusitadas esculturas, Palácio de Justiça, Igreja e Torre dos Clérigos e Paços do Concelho.

As 17h30min encerrei os passeios. Retornei ao Residencial Solar.








Segunda-feira

6h acordei. Na noite anterior já havia combinado com a proprietária do hostel que deixaria a chave na recepção e partiria. Fui para a rodoviária e comprei minha passagem para Coimbra (FOTO) para as 7h15min, pagando €12. Não tinha tomado café da manhã e aproveitei para fazer isso em uma padaria logo ali ao lado da rodoviária, já que ainda tinha mais de meia hora até o horário do embarque. Comi duas “tostas” e tomei um achocolatado, tudo por €4.20. Embarquei para Coimbra e as 8h40min, chegava. Viagem tranqüila. A rodoviária é pequena e antiga. Peguei um mapa e informações sobre a localização do Hotel Bragança (consta no Google Maps). Já tinha reservado através da internet uma noite em quarto com banheiro, televisão e café da manhã por €35. Sai da rodoviária e fui caminhando em direção ao hotel. Vi um acidente. Uma carreta fez uma conversão para a direita, fechou um carro e aconteceu a colisão. Continuei caminhando. A rodoviária não fica longe ho hotel. Fiz meu “check in”, e depois de deixar minhas coisas no hotel, lá fui eu para minha caminhada do dia explorando a cidade.

Era mais ou menos 9h30min. Igreja de São Tiago, Praça do Comércio, Igreja de São Bartolomeu, Igreja de Santa Cruz, Câmara Municipal de Coimbra, Igreja de Nossa Senhora do Carmo, Colégio Nossa Senhora da Graça, Colégio de São Tomás e Igreja de Santa Justa, tudo ali na Rua de Sofia.

Retornei e fui subindo o morro em direção ao centro histórico, pela Avenida Sá da Bandeira. Visitei a Fonte Nova, Panteão Nacional e Mercado Municipal Dom Pedro V. Caminhando e sempre subindo. Cansa bastante.

É ali no centro histórico que se encontram muitos prédios antigos e bonitos da Universidade de Coimbra. Vários edifícios, das faculdades de Medicina, Direito, Psicologia, ... Por ali também está a Igreja da Sé Velha e a Igreja da Sé Nova.

É uma cidade estudantil. Tinha muito estudantes brasileiros, inclusive.

Quase 12h. Hora de almoçar.

Fui seguindo. Museu Acadêmico, Largo D. Dinis, Escadas Monumentais (e que escadaria, viu!), Praça da República, o enorme e pouco visitado Jardim da Sereia, Penedo da Saudade e, a fome já quase insuportável. Fui seguindo agora em direção ao Jardim Botânico, perto da Praça da República. Como essa é uma região com muitos restaurantes, resolvi escolher um para almoçar. Por €5.85 tomei um refrigerante e comi arroz, salada, carne e batata frita. Excelente.

Passava um pouco das 13h e voltei ao Jardim Botânico para conhecer. Lugar grande e bonito. Sol e calor. Aproveitei para descansar um pouco sobre as sombras das enoprmes árvores, sentado em um banco e vendo o movimento dos estudantes e pássaros.

Retornei para a parte histórica e comprei um sorvete por €1. Fui descendo em direção ao Rio Mondego, que cruza a cidade, pela Rua Couraça de Lisboa. Cheguei ao Largo da Portagem, atravessei o rio pela Ponte de Santa Clara e comprei água e comida em um pequeno armazén, por €1.50. Conheci do outro lado do rio o Convento de São Francisco, Portugal dos Pequenitos, Mosteiro de Santa Clara a Velha e retornei pela mesma ponte. Daí visitei o o Parque Dr. Manuel Braga, que fica as margens do rio. Por ali fiquei um bom tempo, até porque estava bem cansado.

Passava um pouco das 15h e resolvi caminhar em direção ao hotel. E foi ali nas imediações que comprei “meu jantar” em uma padaria (dois pães recheados) por €4.40 e retornei para o Hotel Bragança. Estava muito cansado e decidi somente descansar. Tomar banho, assistir televisão, arrumar as coisas em minha mochilona, comer e depois dormir.Sim, tinha tempo ainda suficiente para passear bastante, mas optei pelo descanso.








Terça-feira


Na noite anterior fui dormir cedo e tive uma boa noite de sono. Acordei por volta das 6h. Como meu dia seria “corrido”, não tomei o café da manhã no hotel. Fiz “check out” e sai caminhando em direção a rodoviária.

Lá chegando, antes das 7h, fui direto comprar a passagem de ônibus para Fátima, mas ainda não estava sendo vendida. Aproveitei enquanto aguardava e comi o que levava comigo na mochila. Logo o guichê abriu e comprei minha passagem de ônibus por €10.50, com partida para as 8h15min.

Ônibus lotado e exatamente no horário, partimos. Pouco mais de 9h, lá estava eu, em Fátima.

A rodoviária fica a mais ou menos 1Km do Santuário Nossa Senhora do Rosário de Fátima (FOTO). Saindo da rodoviária, basta seguir para a direita pela avenida. Fátima é uma cidade pequena e tudo gira em torno da religião (do santuário).

O santuário é enorme. Tem um pátio gigantesco, uma igreja moderna com salas subterrâneas de tamanho pequeno, uma igreja mais antiga e um templo a céu aberto, lojinha, dentre outros atrativos.

Tudo pode tranquilamente ser visitado em metade de um dia e o passeio é maravilhoso.

Devido ao horário, não tinha muito turista. Comprei algumas coisas na lojinha por €6.50.

As 10h30min fui para a rodoviária. Comprei minha passagem de ônibus para Lisboa por €11 no guichê da Rede-Expressos, com saída para às 11h.

O ônibus veio de outra cidade, já bem cheio e saiu no horário.

Sentei-me ao lado de um senhor bem estranho e isso fez com que a viagem fosse um pouco incômoda para mim.

Pouco depois das 13h e eu chegava na Rodoviária Sete Rios, em Lisboa. Consegui um mapa da cidade, saí e fui até um restaurante, onde por €6.45, tomei um refrigerante e comi arroz, frango assado, batata cozinha e salada de alface e tomate. Era um prato feito.

Agora, bem alimentado, era seguir até o hostel, já conhecendo os pontos turísticos no caminho. Segui em uma caminhada de 1.5Km pela Avenida Columbano Bordalo Pinheiro até a Praça Espanha, visitando a Real Residência e ali mesmo, fui a Fundação Calouste Gulbenkian. Resolvi não visitar a exposição e me ative a parte externa, composta de um lindo jardim. O sol estava forte, deixando o dia bem quente.

Mais 1Km caminhando e cheguei ao Campo Pequeno. Uma arena com um shopping em seu interior, localizada em uma grande praça.

Quase 15h, local visitado e lá fui eu em mais uma caminhada de 2.5Km até o Hostel Baluarte Citadino, bem pertinho da Praça Marquês de Pombal. Tinha reservado através da internet 4 noites em quarto individual com banheiro compartilhado, por €85.

Localização fantástica, recepcionista muitíssimo simpática, quarto maravilhoso, ... Tudo de bom. Recomendo muuuuuuito!

Bem, como ainda era mais ou menos 16h e a noite só “chegaria” por volta das 20h, sai para passear.

Fui para a Praça Marquês de Pombal e aproveitando o calor, comprei um sorvete por €0.90. Segui para o Parque Eduardo VII, em frente a praça. Enorme e muito bonito. Fui subindo (subidinha tranquila) e cheguei ao Estabelecimento Prisional de Lisboa. Voltei até o parque e visitei o Real Palácio. Fui até o edifício da Imprensa Nacional, Escola Politécnica, Praça do Príncipe Real, Praça da Alegria e como já passava das 19h, desci para a Avenida da Liberdade. Daí, fui subindo a avenida (subida tranquila também) em direção ao hostel. Ali pertinho, a uma quadra de distância, fui a um supermercado e comprei comida por €3.25.

Pronto! Mais ou menos 20h e agora era ir para o hostel, tomar banho comer, fazer uso da internet e finalmente, dormir!







Quarta-feira

Hoje o dia seria de grande caminhada por Lisboa. Acordei às 7h, e fui direto tomar o café da manhã oferecido pelo hostel. Leite, café, pão, geléia e manteiga, sempre à vontade. Bom. Sai às 8h30min.

Dia bonito de sol. Desci a belíssima Avenida da Liberdade em direção ao Éden Teatro, lá para os lados do Rossio, numa caminhada de 1.5Km. Comprei uma lembrançinha por €1 e segui passeando. Andei pela Praça do Comércio, fui até o Cais Sodré, Mercado das Colecções, Praça do Mercado, Praça do Município, caminhei bastante pelo Bairro Alto, Museu Arqueológico do Carmo, desci e subi o Elevador de Santa Justa: €3, a subida e a descida. A vista é linda do mirante. Teatro da Trindade, Espaço Chiado, Embaixada do Brasil, Largo do Chiado, Igreja dos Ingleses, Igreja dos Italianos, Igreja do Sacramento e Armazéns do Chiado.

12h. A região do Chiado estava muito movimentada. Resolvi almoçar. Restaurante lotado. Paguei €6.

Segui meu passeio pelas ruas do Rossio, depois Praça da Figueira, Praça Martin Moniz e lá fui eu, numa subida cansativa, com sol forte e muito calor, rumo ao Castelo de São Jorge (FOTO). Comprei o ingresso por €7. Outro lugar muito bonito. Imperdível.

Ali mesmo no Castelo de São Jorge está a Torre de Ulisses. Fui e adorei. É um periscópio, com visita monitorada, que dá uma visão 360º da cidade de Lisboa.

Mais de 15h, sai do castelo e fui visitar a Cerca Moura. Mais um belo mirante. Ali mesmo está o Largo e a Igreja da Graça. Parte alta da cidade.

Fui descendo para conhecer a Sé de Lisboa. Igreja super famosa e visitada. Na mesma rua, descendo um pouco está a Igreja de Santo Antonio.

Ah, que pena, o dia já estava acabando. Mais de 18h.

Tinha ainda que comprar comida e estava a mais ou menos 3Km do hostel. Então, melhor seguir para lá.

Estava muito cansado, até por conta do forte calor. É, realmente meus pés e pernas já não estão mais aguentando. Apesar de dormir bem, as caminhadas estão prejudicadas e no final da tarde, no regresso ao hostel, fui ultrapassado por crianças, cachorro, ... Que situação. E se soltassem uma tartaruga ao meu lado? Ah, aí também não, né! Perder na caminhada para uma tartaruga? "Tá de brincadeira!"

Caminhando, passei pelo Rossio e comprei mais algumas lembrançinhas por €8. Segui rumo ao hostel, passando no supermercado onde comprei comida por €2.95.

19h30min e lá estava eu: Hostel Baluarte Citadino.

Alguns comentários: aqui em Portugal não vi tantos policiais como na Espanha; as estradas são muito boas (pavimento, sinalização, ...); as pessoas são até que bem descontraídas em relação as vestimentas; tem muitos turistas e brasileiros; existe uma quantidade enorme daqueles pequenos carros pelas ruas (Smart, com lugar para somente dois passageiros).






Quinta-feira

Hoje o passeio será em Sintra. Acordei, tomei o café no hostel, peguei minha mochilinha e as 8h saí em direção a Estação do Rossio, de onde partem os trens. Em Portugal não chamam de trem e sim, comboio!

Comprei a passagem de ida e volta por €4.10.

Como sempre, muitos turistas no comboio, mas não estava lotado. É um comboio metropolitano, que vai parando em várias estações.

Exatamente às 8h31min partimos. 45 minutos depois, desembarcava na pequena estação de Sintra. A cidade é super pequena.

Existem vários passeios que podem ser feitos. Parte deles é através dos ônibus, que partem com uma freqüência grande de um ponto em frente à estação de comboios. Os ônibus sempre circulam lotados de turistas.

Aliás, ali em frente também existe uma lojinha de informações turísticas.

Aguardei um pouquinho no ponto e o ônibus chegou. Embarquei, paguei €4.80 diretamente para o motorista e lá fui eu. Esse valor é somente do transporte, sendo os ingressos para entradas nos pontos turísticos vendidas nos próprios locais.

Depois de percorrermos uma estradinha muito bonita, entre muitas árvores, fiz meu primeiro desembarque: Castelo dos Mouros, uma fortaleza no alto de uma das tantas montanhas da região.

Junto a entrada está a casa que vende o ingresso. Ali comprei ingresso não só para o Castelo dos Mouros, mas também para o Palácio da Pena, que iria visitar na sequência. Paguei €14.

O local é maravilhoso e a vista então, ... Uau!

O dia estava lindo: muito sol e calor. Andei bastante nesse local.

Então, segui para o ponto do ônibus e mais um pouco de espera, embarquei com destino ao Palácio da Pena (FOTO), que fica no topo da montanha.

O ônibus deixa os turistas em um local e para se chegar ao palácio, os turistas tem a opção de subir caminhando ou com um outro ônibus (nesse caso, é cobrado um valor). Como já tinha comprado o ingresso, não precisei enfrentar uma filinha no guichê. Optei por ir caminhando (subindo) a pé. E que subidinha, heim!? Mas esse percurso é feito na sombra das árvores da mata que tem ali.

O palácio é grande. Mantem móveis de época, porém não é permitido fotografar ou filmar. Simplesmente fantástico! Adorei.

Já passava das 12h e minha fome era grande. Então, saí do palácio onde visitei sala por sala atentamente, desci um pouco por uma trilha calçada e parei num parque com muitos bancos e banheiros. Ali, almocei um bolo que levava comigo.

Momentos para descanso e segui descendo para a entrada, onde depois de enfrentar uma enorme fila, embarquei novamente no ônibus.

Agora só me seria permitido um desembarque e fiz isso em Sintra.

13h aproximadamente e optei por conhecer o centrinho movimentado da cidadezinha. Daí, fui conhecer o Palácio Nacional de Sintra. Não entrei. Me ative somente a parte externa, pois ainda tinha outros tantos lugares que queria conhecer.

Fui até um grande centro de informações, peguei mapas. Segui caminhando, já que não era tão longe, para conhecer outros belos lugares. Fui até o Palácio de Seteais, com visitação somente externa, pois foi transformado em restaurante. Esse estava no ponto mais distante do percurso. Então, segui retornando. A vez agora era da Quinta da Regaleira. Comprei o ingresso por €6. Que agradável surpresa. Um dos lugares mais lindos que visitei em Portugal. Um enorme parque, com muitos caminhos, árvores de todos os tipos, construções diversas, um palácio, grutas, túneis, ... Fiquei maravilhado. Passeio imperdível.

Já passava das 15h. Saí e seguindo em direção ao centro de Sintra, entrei no Museu Ferreira de Castro. Não é cobrado o ingresso e também não é permitido fotografar ou filmar em seu interior. É uma casa não muito grande, com diversos objetos que pertenceram ao escritor. Ali pude através de um documentário, conhecer a vida do mesmo. Gostei.

Quase 16h, segui agora com destino a estação de comboios, passando pelo centrinho movimentado. No caminho ainda conheci um lindo parque com esculturas de animais.

17h e cheguei à estação de comboios e às 17h36min embarquei de volta à Lisboa, onde cheguei pouco mais de 18h.

Como ainda tinha um tempinho até o começo da noite, fui dar uma caminhada pelo Chiado e Catedral Estrela. E finalmente as 20h, encerrei meu dia. E que dia!






Sexta-feira

Último dia de passeios pela tão bela Lisboa. O plano hoje era conhecer dois pontos extremos e bem diferentes da cidade: parte antiga e parte moderna da cidade.

Café da manhã tomado, e lá fui eu, descendo pela Avenida da Liberdade. Cheguei ao Terreiro do Paço, junto ao Rio Tejo, peguei o bondinho (aqui chamam de elétrico antigo) para Belém pagando €2.50 pela passagem. Desembarquei exatamente em frente ao Museu Nacional dos Coches. Mas ainda estava fechado e, resolvi não aguardar pela abertura, já que tinha muitos lugares para visitar. Fui atravessando a enorme praça em frente ao Palácio de Belém, visitei o Padrão dos Descobrimentos. O ingresso para se chegar ao topo custou-me €2.50 e valeu realmente a pena. Que vista.

Desci e caminhei para a Torre de Belém. Ingresso para a torre primeiro e depois para o Mosteiro dos Jerônimos (que fica do outro lado da enorme praça) por €10. A torre é pequena, mas não deixa de ser um bonito passeio. Sai e antes de seguir para o mosteiro, cheguei até a frente do Museu do Exército para tirar umas fotos. Isso feito, fui caminhando em direção ao mosteiro.

Ô doido! Uma barulheira só! Que seria? Uhhh, meu estômago avisando que tava na hora do almoço! Sem condições de esperar. Fui logo procurando um restaurante. Por onde eu estava, vi poucos. Escolhi um e almoçei por 14€. Opa! Perante todos os valores que eu tinha pago até o momento, foi caro.

Bem, depois de ter almoçado, e muito bem diga-se de passagem, retomei minha caminhada.

Mais de 13h e fui ali para próximo do mosteiro. Ao lado está o Planetário Calouste Gulbenkian, o Museu da Marinha e o Museu Nacional de Arqueologia. Ah, quanta coisa bacana. Mas como visitar tudo isso? Impossível! Pena, mas pena mesmo.

Finalmente entrei no Mosteiro dos Jerônimos. Como não podia deixar de ser, outro lugar sensacional.

14h30min e agora tinha como objetivo seguir para outro ponto da cidade, mas não caminhando, pois pelo que percebi, era muuuuuuito longe.

Então, peguei um autocarro (ônibus), pagando €1.50 pela passagem. É, realmente meu destino agora era bem longe. Mais ou menos 45 minutos de percurso e desembarquei pertinho da Estação Oriente. Uma construção arquitetônica moderna e muito bonita. Atravessando a rua ou por passagem específica chega-se ao Shopping Center Vasco da Gama.

Quase 16h e fui caminhando para conhecer, agora, a Torre Vasco da Gama, junto ao Rio Tejo, cercada por parques (FOTO). É uma região com muitos atrativos turísticos. Segui caminhando pelo parque junto ao rio em direção ao Pavilhão Multiusos, Pavilhão do Atlântico e Oceanário de Lisboa. Não entrei em nenhum desses locais, pois já estava no finalzinho da tarde. Quase 18h e infelizmente meu passeio estava no fim. Segui em direção a Estação Oriente. Comprei meu bilhete de metrô por €1.40, e utilizei pela primeira vez o metro da cidade. Estava vazio, até. Fui para região do hostel.

Ah, 18h30min e não estava conformado em ter que encerrar o dia de passeio. Saí da estação de metrô, olhei o mapa e fui rapidinho até o Jardim da Estrela. Pronto, só me restava tempo para retornar para próximo do hostel antes de começar a escurecer.

Fui até o supermercado Micro Preço, comprei coisas para comer e um doce maravilhoso, tudo por €3.37 e caminhei lentamente para o hostel.

Tomei banho, comi, arrumei minha grande mochila e desci para me despedir da recepcionista que era super gente boa, pois na manhã do dia seguinte, voaria de volta para o Brasil.








Sábado

Acordei e rapidinho fui tomar meu último café da manhã no hostel. Peguei minha mochilona e fui para o ponto de ônibus logo ali ao lado do hostel, na Avenida Fontes Pereira de Melo.

Vi em um aviso fixado na parede do hostel os horários desse ônibus e exatamente as 8h30min, lá veio ele. Tudo muito pontual. Embarquei, paguei €1.50 e pouco depois das 9h chegava ao aeroporto.

Fiz o “check in” e percebi que ainda tinha umas moedas no bolso. Decidi então ir até a lanchonete e comprei uma saborosa gelatina por €1.50.

Retorno ao Brasil!

Às 11h iniciou-se minha viagem de regresso ao Brasil, pela TAP (FOTO). Avião bom, viagem tranqüila, comida boa, filmes bons, vôo lotado, ...

18h, ainda dia, estava desembarcando em Viracopos – Campinas.

Demorou bastante para eu conseguir finalmente chegar ao saguão.

E foi isso!





وداعا


Adiós


Bye


Tchau


Au revoir


Ciao


さようなら


До свидания


zdravo


안녕
                                                                                     

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