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sexta-feira, 4 de janeiro de 1980

Foz do Iguaçu - Paraguai - Argentina




            FOZ DO IGUAÇU - PARAGUAI - ARGENTINA            

O roteiro dessa vez incluía a Usina de Itaipu, o Parque Nacional do Iguaçu, Paraguai e Argentina!

Dentre esses, um local maravilhoso, finalista das 7 Maravilhas da Natureza e umas das 7 Maravilhas do Mundo Moderno!  

Pesquisas através da internet em hotéis, passeios, passagens de avião e de ônibus, etc. A compra das passagens, tanto de avião pela Gol (SP – Foz do Iguaçu – SP) quanto de ônibus pela Nuestra Señora de La Assuncion (Foz do Iguaçu – Asunción – Foz do Iguaçu) e o passeio nas cataratas (Macuco Safari), aconteceram pela internet mesmo.

De malas prontas para partir, aproveitando um super feriadão.   
Quinta-feira
No final da tarde, embarque no ônibus em Campinas diretamente para o aeroporto de Congonhas. Sem perder muito tempo com o trânsito lento e isso possibilitou realizar todos os trâmites de embarque tranquilamente. E até sobrou tempo para passear pelo local.

Passava um pouco das 21h, e o embarque com destino a Foz do Iguaçu aconteceu!!!
Conexão em Curitiba super rápida e mais ou menos 3h depois chegava, no pequeno aeroporto da cidade.

Mochila nas mãos, um táxi conduziu para a região central, onde estavam alguns dos hotéis previamente pesquisados. Como não tinha reservado hotel, existiam várias opções.

Os preços estavam bem próximos, e por ser feriado, não tinha muita diferença de preço. A opção foi pelo Hotel Ambassador, na Av. Juscelino Kubitschek, próximo ao centro da cidade.
           

Sexta-feira
Depois de acordar, o merecido café da manhã. Daí, algumas informações com o recepcionista e saí para conhecer a cidade de Foz do Iguaçu, no início de uma manhã de sol. Como sempre, já tinha um roteiro definido e o passeio inicial não poderia ser muito demorado, já que estava marcado para esse mesmo dia o passeio pelo Parque Nacional do Iguaçu (FOTO) e a Hidrelétrica.   







Caminhando a pé pela Av. Juscelino Kubitschek, e depois pela Av. Brasil, onde existe um batalhão do Exército. Bem, o melhor seria retornar para próximo do hotel, pois por ali passava o  ônibus coletivo que levaria ao parque. Metade da manhã, e lá chegava.

Uma entrada enorme e bonita. Com o ingresso na mão, ficou fácil. Foi entrar e ver os ônibus que transportam os turistas no interior do parque.
Poucos minutos no ônibus, mais ou menos na metade do percurso, aconteceu o desembarque no local onde se inicia o passeio do Macuco Safari. Uma boa construção, com banheiros, loja, etc. O passeio começou com todos caminhando por entre a mata em uma trilha muito bonita, com o piso em madeira e guarda corpo de ambos os lados. Chegamos em um local com veículos estacionados.
Embarcamos e fomos conduzidos até o rio, em um “píer”, de onde saiam os botes que faziam o passeio pelo rio, indo até bem próximo às quedas d’água, ou melhor, Cataratas (FOTO)!!!! Nem preciso dizer que foi super legal! Nos molhamos! Mas valeu muito a pena!! Chegamos bem próximos das Cataratas e também do lado argentino!



De volta ao “píer”, já perto das 12h, retornamos com os veículos especiais ao local de partida, pela trilha, para finalmente chegar ao ponto de ônibus na estradinha.
E muita gente embarcou novamente em um ônibus e fomos conhecer as Cataratas, mas agora pelo lado de cima, nos caminhos para turistas. Passeio maravilhoso, em meio à natureza exuberante e deslumbrante! Saímos do ônibus, iniciamos uma pequena caminhada e nos deparamos com quatis.

A vista é simplesmente maravilhosa!!! Segundo informações não estava em época de cheia, e sendo assim, o volume de água não era o máximo. Bem, se o espetáculo era em estiagem, imagine em época de cheia!!!   De deixar qualquer um de boca aberta! Essa é a verdade!

Mais ou menos 13h30, o costumeiro lanchinho. Depois, de volta ao hotel para trocar de roupa e seguir para conhecer a Usina Binacional de Itaipu!!
Visite o site: www.itaipu.gov.br
Para visitar o local, foi preciso optar pelo passeio no penúltimo horário, uma vez que são programados e realizados de ônibus.
Existem 3 tipos de passeios, sendo o mais completo, o chamado Circuito Especial com duração aproximada de 2h30 e, claro, o escolhido.

Já de início, um grande painel constando a quantidade de turistas dos países do mundo todo que visitaram o local, depois maquetes da usina e um filme sobre a construção e características da usina. Daí sim conhecer pessoalmente a usina!!!! Que emoção!!!!
De ônibus, conhecemos o Bosque do Trabalho, passamos próximo a enorme muralha de concreto, na parte inferior, chegando depois na parte de cima da gigantesca barragem. Uma boa caminhada por ali. Fomos levados para a parte inferior, lado externo. A barragem é enormeeeeee (FOTO) . Capacete na cabeça e fomos conhecer o interior da barragem e também salas de controle e comando, tanto do lado brasileiro, quanto paraguaio. Inclusive as turbinas. Sensacional! Imperdível!




             
            Abaixo roteiro do Circuito Especial:
1ª parada – Estação Mirante Central e Painel do Poty
O visitante tem a visão panorâmica da barragem e do vertedouro. E conhece um painel em azulejos que retrata cenas marcantes da época da construção de Itaipu, composto pelo artista paranaense Poty Lazzarotto.
2ª parada – Estação Barragem de Concreto
No alto da barragem onde estão localizadas as comportas de captação de água para as unidades geradoras, tem-se uma visão privilegiada do reservatório da usina e do Rio Paraná, que segue seu curso.
3ª parada – Estação Catedral
Já no interior da barragem, o visitante descobre a arquitetura côncava, similar a de uma catedral. Passa, ainda, ao lado de condutos (enormes “tubos” brancos) por onde escoam até 700 mil litros de água por segundo, ou metade da vazão das Cataratas do Iguaçu em cada um deles. E conhece o antigo leito do Rio Paraná.
4ª parada – Estação Edifício da Produção
Neste edifício estão os equipamentos que mantêm a usina em operação, inclusive as unidades geradoras. Os visitantes têm a oportunidade de observar o eixo de uma turbina em atividade.
5ª parada – Estação Sala de Comando Central
Aos olhos do visitante, técnicos controlam a operação da usina por meio de computadores e painéis eletrônicos. Uma faixa amarela no chão da sala representa a fronteira entre Brasil e Paraguai. A divisão é apenas simbólica, já que a usina pertence aos dois países.
          
6ª parada – Estação Canal de Fuga
Deste ponto, observa-se a água que passou pelas turbinas retornar ao Rio Paraná, seguindo seu curso natural.
7ª parada – Estação Galeria
Trabalhadores que andam de bicicleta ou carrinhos elétricos dão a dimensão dessa galeria, que possui 1 km de extensão. “Podem-se visualizar as tampas das 20 unidades geradoras.”

Depois do passeio, de ônibus circular para o hotel.
Início da noite, o passeio foi ao Cataratas JL Shopping. E por ali mesmo aconteceu o jantar.
De volta ao hotel e de mochila às costas, era hora de fazer o “check out”. Mais ou menos 21h30.
Seria uma longa noite pela frente, pois à meia-noite sairia o ônibus de Foz do Iguaçu para Assunção, Paraguai. Uma viagem de aproximadamente 5 horas.
           
Aqui se iniciou uma “trapalhada” e um apuro daqueles. Para ir à rodoviária, um ônibus circular que segundo o cobrador do próprio ônibus, passava bem próximo à rodoviária. Pedi então para que avisasse quando fosse para descer. Eis que tanto motorista quanto cobrador se esqueceram.
Estava demorando bastante e veio a desconfiança que havia algo de errado, pois o ônibus estava se afastando da cidade, percorrendo região com poucas casas, o que parecia ser a periferia e sem qualquer sinal de rodoviária por perto. Ruas muito ruins de sinalização e também de asfalto. De repente, mais nenhum passageiro. Foi hora de conversar com o cobrador a respeito de descer próximo a rodoviária e ele disse que havia esquecido de avisar. “Que absurdo!” Se desculpou, mas disse que no retorno passava por lá novamente e que não precisaria descer e pegar outro ônibus, pagando outra passagem. Isso era o de menos. O problema era o tempo que restava até o horário do embarque. Para sorte, tinha saído com certa antecedência do hotel.
           
Já passava das 22h30. Ponto final, e desceram motorista e cobrador. O nervosismo “bateu”. Perderia o ônibus para Assunção? Se isso acontecesse, os planos estariam destruídos!
           
Uns 10 minutos depois retornaram e iniciamos o percurso de volta. Nervoso, indignado e vendo a hora passar, lá íamos nós. Pois bem, conforme se aproximava da cidade, perguntava sobre a rodoviária e o cobrador disse que ainda estava longe. Sobe passageiro, desce passageiro e seguíamos. Mais um tempo e pergunta novamente. Ah, mas não é que o idiota já ia se esquecendo de novo de avisar!? Disse: “é aqui!”. Pediu para o motorista parar o ônibus e  orientou a seguir caminhando por uma quadra, pois era logo ali. Mas que sujeitinho babaca!!!
Felizmente deu certo. Lá estava a pequena e vazia rodoviária, às 23h30. Segui até o guichê, paguei e retirei as passagens previamente encomendadas. Super barato! R$ 45,00.
           
Deu tudo certo. Pouco antes da meia noite um enorme e bonito ônibus de dois andares, semi leito, estacionou na plataforma. Poucos passageiros embarcaram. A poltrona era no piso superior.    

Sábado
Logo o ônibus cruzou a fronteira, onde tive que apresentar passaporte e carimbá-lo. Após, seguimos viagem. Pude relaxar e cochilar, porque dormir de verdade, nem sempre é fácil!! 
           
Mas consegui seguir, de forma tranquila até!
           
Durante o trajeto, já próximo de Asunción, o motorista me ajudou a trocar Real por Guarani (moeda paraguaia). Fazendo a conversão, percebi que o motorista foi honesto!
           
05h30 e chegávamos.  À primeira vista, Asunción, é muito parecida com qualquer cidade do Brasil. Quando chegamos estava frio e chovia bem fraquinho. Ainda estava escuro. Ao desembarque no Terminal de Omnibus de Asunción não havia movimento e a maioria dos estabelecimentos (diversas lojinhas de souvenires, restaurantes, pequenas bancas de comida) estavam fechados.
           
Ali mesmo pelas imediações procurei por um hotel. Caminhei um pouco debaixo da chuvinha fina que caía. Estava bem cansado e com sono.
           
Os preços não eram muito convidativos em uns dois hotéis. Porém diante de toda a situação, não tinha muito que escolher. Opção por um muito simples, na Avenida Republica da Argentina, bem próximo da rodoviária. Descanso até o dia clarear. Que descanso proveitoso! Depois de mais de 5h de viagem, descansar numa cama!!!
8h30 e chegava a hora dos passeios. Antes, o café-da-manhã, oferecido pelo hotel. Simples de tudo. De posse de algumas dicas dadas pela recepcionista, saí para conhecer a cidade.
O dia estava muito bonito. Nada de chuva ou frio. Ao contrário, o sol estava radiante, e até um pouco calor fazia. Mapinha da cidade na mão, dado pela recepcionista e seguindo suas orientações, segui ali para a avenida ao lado da rodoviária e peguei um ônibus circular.
           
Os ônibus são bem simples, muito diferentes entre si no que diz respeito à pintura, com destinos identificados por letreiros e principalmente por números, que circulam de portas abertas, não tendo pontos específicos de paradas, alguns com janelas ou assoalhos danificados, porém o preço também não é caro.  Bancos diferentes uns dos outros, muitos enfeites no interior do veículo, muitas luzes coloridas, vendedores ambulantes oferecendo mercadorias, ... Que loucura! Uma deliciosa aventura estar ali.
Segui para a região de San Roque, onde ficam muitos dos pontos turísticos. Desci do ônibus e fui caminhar pelas ruas. De modo geral, a cidade é limpa. Visitei inicialmente a Estación Central del Ferrocarril, inaugurada em 1.864, situada à Calle Eligio Ayala. Em frente está a Plaza Uruguaya.
Segui pela Calle Estrela/ Calle 25 de Mayo por cinco quadras e cheguei a Plaza de La Democracia. Vi muitas barracas com moradores de rua que se estabeleceram ali. Bem democrática mesmo!!! 
           
As pessoas andam tranquilamente nas ruas, a arquitetura de muitos prédios é europeia e não existem muitos edifícios altos. Vi carros de todos os tipos e jeitos. Carros velhos e carros novos.

Nessa região vi alguns turistas. Em todas as praças tem muitas árvores e estavam bem movimentadas.
           
A partir da praça, fui caminhando pela Calle Independência Nacional, contornando à esquerda na Calle Azara, para chegar até a Calle Antequera. Por ali, está a famosa Escalinata Antequera. É uma escadaria. E que escadaria, heim!? Do alto se tem uma bela vista da capital paraguaia.
Retorno, então, para a região da Plaza de La Democracia. Na verdade ali existem algumas praças, sempre uma ao lado da outra. Ali está o Banco Nacional de Fomento, em um prédio muito bonito, bem cuidado, com varias bandeiras do Paraguai. É um edifício em estilo colonial contrastando com o edifício do Banco Sudameris que fica ao lado, todo moderno e espelhado. O banco fica em uma dessas praças, bem cuidada também. Praça num estilo diferenciado, com um coreto totalmente diferente do que estamos acostumados a ver no Brasil, com uma galeria passando por baixo do coreto. Muitas lixeiras, nada de pichações e, taxis na cor amarela com teto cor preta.
Em outra praça, ao lado, uma feirinha de artesanato, com moradores executando trabalhos manuais e muitos prontos para a venda. Bolsas, colares, e outros tipos de souvenires.
Logo ao lado fica a Praça de Los Héroes, e o famoso e super visitado, Panteón de Los Héroes (FOTO) . Não é cobrado ingresso. Local muito, mas muito bacana mesmo. Imperdível.




Homenagem aos heróis de guerra do Paraguai. E as homenagens são de vários países aos soldados combatentes.
O movimento por ali era grande. Sol forte, calor, mais ou menos 13h e a fome era grande. Isso quer dizer que eras hora de almoçar.. O escolhido foi um restaurante nessa região movimentada, que claro, estava lotado, assim como os demais. A escolha: empanadas paraguaias.
Pronto, agora era continuar a caminhada.
Caminhando pela Mariscal Estigarribia, que vira Calle Palma, é possível chegar em poucos passos ao Turista Roga, a Casa de Independência e a Galeria Palma. Por essa região ainda estão a Casa Viola e o Teatro Nacional, dentre outras atrações.
Bem, passava das 14h e ainda tinha muito a visitar. Descendo agora rumo ao Rio Paraguay, mais precisamente na Bahia de Asunción.
Ali está a grande Plaza Independência, de grande extensão junto à baía. Árvores, gramados, estátuas e monumentos e quase nenhum turista. Local vazio e sem muitos cuidados, dando a impressão de abandono, até. Uma pena.
Aliás, aqui vale outro comentário: até o momento deu para notar que os locais visitados careciam de um maior cuidado em relação a conservação, uma vez que pareciam estar sem manutenção devida e necessária, à mercê do tempo. 
Por ali, na Avenida Republica, está o Quartel da Polícia Nacional que durante a guerra serviu de base para tropas brasileiras, a Iglesia Catedral, Universidad Nacional, o antigo Congresso Nacional (El Parlamento) e o moderno Palácio Legislativo (Congreso Nacional). Em uma de suas laterais é possível ver as ruínas do antigo palácio, destruído na época da guerra. Super interessante. Um pouquinho mais à frente, o Palácio Executivo com seu grande e lindo jardim. Uau! Imperdível!
Chega ser engraçado, pois numa quadra é bem antigo, na próxima bem moderna, numa decadência na outra luxo! Hehehe.
Seguindo junto ao rio, na Bahia de Asunción, alguns velhos barcos abandonados ao tempo, cobertos pela ferrugem.
Quase 16h, agora foi a vez de seguir pela Avenida Republica, passando pela Armada Paraguaya e chegando as Aduanas e Puertos de Asunción. Parada em frente ao mercado ali existente, para tomar água e, agora, subir pela Avenida Colón.
Sol forte e calor, mas a caminhada estava valendo muito a pena. Desse ponto foi seguir em uma caminhada por pouco mais de 2 Km até chegar ao Parque Carlos Antonio Lopez. Muita gente correndo, crianças brincando, etc. Local para se conhecer e para descansar um pouco.
Seguindo pela Avenida Carlos Antonio Lopez, duas quadras à frente, está a Plaza General Bernardino Caballero. Essa, já praticamente sem movimento de pessoas. Mais duas quadras caminhando pela avenida, à esquerda, e mais uma caminhada por mais duas quadras. Lá está: Estádio Defensores del Chaco (FOTO).


Não estava aberto à visitação. Mas mesmo observando do lado externo, valeu a pena.
E foi isso. Retorno para a Avenida Carlos Antonio Lopez, e entrada em um mercado, para comprar um refrigerante, pegar informação e seguir de ônibus de volta para o hotel.
No hotel, um rápido descanso e logo a saída para conhecer a noite paraguaia!
Ali pelas avenidas ao redor da rodoviária, passam ônibus que conduzem para qualquer parte da cidade. E foi ali que aconteceu o embarque em um ônibus que seguiu direto pela Avenida República Argentina, por aproximadamente 5 km. Chegando à Avenida España, desembarque. Bairro chamado de Ycuasati. Pertinho do Shopping Casino del Sol, que fica na Avenida Julio Correa, o destino no momento.  Moderno, muitas lojas, restaurantes, .... Opa, jantar era necessário. Depois foi seguir até a Avenida España, pois é ali que se encontram bares agitados e famosos da cidade, além de lojas de grife. Olha mais um shopping: Paseo Carmelitas. Tudo lindo, bem decorado, carros luxuosos, ... Deu para perceber que era um pedaço nobre. El Bar, Kent, McDonald’s, Burger King, Pizza Hut, e um lindo prédio chamado Via Bella, onde está o T.G.I. Friday’s e o Hooters, que justamente naquele momento, acontecia uma apresentação com as garçonetes trajadas com suas roupas tradicionais, digamos. Como o prédio é todo de vidro, dava para ver de fora. A loja da Adidas, chamou muito a atenção, devido ao grande movimento. Uma caminhada por ali, várias fotos e já perto das 22h, embora para o hotel, de ônibus. O dia foi agitado e com muita coisa, muita caminhada e estava bem cansado! No dia seguinte o plano era continuar os passeios começando cedo para aproveitar mais!


Domingo
Levanta, toma o café da manhã (pão, manteiga e café). Dia de sol, com uma brisa um pouco fresca e que seria sem dúvida, maravilhoso.
Seguindo as orientações da recepcionista, iniciava-se outro dia de passeios. Embarque ali junto ao Terminal de Omnibus de Asunción em mais uma deliciosa “viagem” em um ônibus coletivo.
Mais ou menos 8 km após, desembarque em frente ao Jardin Botânico e Zoológico de Asunción. Na sequência, uma caminhada contornando o local até chegar à antiga estação de trem, ali mesmo. Pronto, se iniciaria o magnífico passeio em uma Maria Fumaça.
O passeio de trem foi comprado ali mesmo, de Asunción até Arégua, que fica junto ao Lago Ypacaraí. É um percurso de mais ou menos 30 km, que demora claro, devido a baixa velocidade do trem. Mesmo antes do embarque, iniciou-se uma encenação teatral (FOTO) , que durou a viagem toda. Tinha vários personagens: algumas mulheres e homens vestidos em trajes antigos, o Batman e o Pinguim, por exemplo. Super legal. Muito animado.


O trem passou junto ao Aeropuerto Internacional Silvio Pettirossi, à sede da Conmebol e ao Quartel do Exército. Paisagens bonitas, casas simples, plantações pequenas, fazendas com gado, ...
E assim foi, ora apreciando a paisagem, ora se divertindo com a encenação teatral. Que delícia! 
O trem fez uma parada em Luque, algo que fazia parte da encenação teatral (FOTO) . Seguimos, distribuíram lanche e só paramos, próximo das 12h, em Arégua. Confesso que eu estava muito ansioso para ver o Lago Ypacaraí, pois conheço uma música muito antiga que fala desse lago.

Arégua é uma pequenina cidade e que já teve seu auge como estância turística. Atualmente está totalmente decadente. Muitas pessoas que moravam na capital tinham casas de veraneio ali. Casas muito bonitas até, porém se perdeu no tempo e carrega as marcas do abandono total, sem manutenção. Tudo isso até a o lago ser contaminado e impróprio para banho (FOTO) . Mas é um local bonito, imagino como seria nos tempos áureos!



Hora de comer o que tinha levado na mochila.
Da estação de trem, uma caminhada pela cidade e depois, para o lago. Ainda há uma estrutura montada para os turistas, com locais para lanche, descanso e parquinho para crianças. Muitos lugares abandonados, e ninguém invade, ou comete atos de vandalismos. Paredes por pintar, mato alto nos terrenos, etc. Que pena!
Não mais que 15h e era chegada a hora de retornar. A apresentação teatral rapidamente foi substituída por muita música. Cantaram músicas paraguaias até conhecidas no Brasil, como “Galopeira”, porém na “versão original”. Os passageiros muito animados, cantavam e batiam palmas! Que festa boa! Um passeio muito agradável!
Finalzinho da tarde e chegávamos de volta à estação em Asunción. Retorno de ônibus circular para o hotel. Mais um passeio daqueles no ônibus. Ainda tinha que arrumar as coisas, pois o ônibus para Ciudad Del Leste sairia por volta de meia noite! É, mas não vamos esquecer de jantar, né! Rs! Isso se deu ali pelas imediações do hotel e depois, descansar um pouco também!
“Check out” e "tchau".
Ainda não era meia noite, quando novamente em um grande e bonito ônibus semi leito, seguia para uma viagem de pouco sono, mas tranquila.


Segunda-feira
Chegamos à Ciudad Del Leste ainda antes das 5h. Uma espera no próprio Terminal de Omnibus até clarear o dia e iniciar a caminhada!!! Agora conhecer Ciudad Del Leste.
Esqueça tudo o que você já ouviu desta cidade! Ela é bonita, limpa, muito arborizada, cheia de praças, algumas até temáticas, como a praça toda em motivos chineses construída em homenagem a um presidente da China! É a Plaza China (FOTO) .É somente a fronteira com o Brasil que tem aquela muvuca. Fora de lá tudo é tranquilo e caminhamos pelas ruas tranquilamente!



Saindo do Terminal de Omnibus, uma caminhada até a Avenida General Bernardino Caballero, à esquerda e seguindo reto em direção ao comércio e Ponte da Amizade, no que seria um percurso total de mais ou menos 3 km. É uma bela avenida.
E por ali está o Palácio de Justicia e o Gobernación Alto Paraná. Visita a Plaza China e caminhando, passa-se em frente à prefeitura. Pronto: centro de compras. Muitas lojas e shoppings. Muita coisa legal e barata, mas nada de compras, pois o objetivo não era esse.
10h. Era hora de atravessar de ônibus a fronteira. Tranquilo. "Bora".
Tudo lindo e maravilhoso. A travessia da Ponte da Amizade, Foz do Iguaçu, e nada de parar para carimbar o passaporte. Bem, como tinha carimbado na entrada, claro, deveria carimbar na saída do Paraguai. Caso contrário, poderia ter problemas futuros. Então, volta a pé para o país vizinho e pega o visto de saída! Mas até que foi bom, porque a pé é bem interessante a travessia!
O vôo só sairia às 16h de Foz do Iguaçu e ainda não era 12h. Seguindo o planejado. De ônibus para Puerto Iguazu, na Argentina! Sim Argentina!!
Atravessando o Rio Iguazu pela Ponte Internacional Tancredo Neves e a parada no Centro de Frontera, onde foi necessário carimbar o passaporte e, seguir em frente. Rapidinho lá estava. A entrada na cidade se faz pela Avenida Victoria Aguirre, que é a principal da cidade. Descendo por esta, pouco antes de se chegar ao seu final, surge, à direita a Avenida Córdoba. E é justamente nessa região que se encontra o comércio, restaurantes e hotéis. Uma caminhada por ali. É uma cidade minúscula (FOTO) . Logo foi procurar um lugar para almoçar, já que também não tinha tanto tempo disponível.

O almoço: um típico bife argentino! Passava das 14h e surgiu um problema: o horário. Tinha pouco tempo para retornar ao Brasil e ir para o aeroporto pegar o vôo para São Paulo. Não tinha ônibus para Foz do Iguaçu que atendesse os horários e, além disso, ainda tinha o ônibus até o aeroporto!
Aí começa outra aventura! Um taxi para nos levar direto ao aeroporto! Um velho Palio branco. Juro que achei que o carro não ia chegar ao destino! Pai do céu! A hora era contada e não podia perder um minuto sequer! E o carro dando sinais de que não aguentaria! Aff!!! Achei que teríamos que empurrar!! Ía de soquinho em soquinho, engasgando, ameaçando parar de funcionar, etc. Ahahaha.
Por fim deu tempo: a chegada, em tempo! Mas foi um perereco!!
“Check in” e embarque. Agora, foi só apreciar o passeio de volta. Com sol, deu para vermos muito bem as paisagens, plantações, rios....
Essa viagem valeu muito a pena, me surpreendi positivamente com o Paraguai e com o povo. O país pode não ter muitas indústrias e estar em desenvolvimento como o Brasil, porém é um país muito interessante e com coisas boas! Vale a pena conhecer.
Rápida conexão em Curitiba e não era 19h quando chegava em São Paulo. Desembarque tranquilo. Compra das passagens de ônibus direto para Campinas, onde chegava às 21h30.

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