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quarta-feira, 2 de janeiro de 1980

Equador



Início do mês de setembro e, em meio a planos de viagem, observei no ano seguinte, aconteceria um feriadão de 4 dias, iniciando em uma quinta-feira e se estendendo até o domingo.
Não tive dúvida e já comprei através da internet passagens para o Equador. Valor total de US$ 550.00. Partida na quarta-feira às 17h50min de Guarulhos para Lima, chegando às 21h05min. Daí, conexão para Quito, partindo às 21h56min e chegando às 00h21min, já no dia seguinte, uma quarta-feira. Voando TACA.


O retorno ficou para o domingo saindo de Quito às 18h50min e chegada em Bogotá às 20h21min. Daí a conexão saindo às 21h36min com destino a Guarulhos com chegada às 5h31min. Voando Avianca.

Uma pausa no relato para falar do país.


EQUADOR


Oficialmente República do Equador (em espanhol: República del Ecuador), é um dos menores países da América do Sul, limitado a norte pela Colombia, a leste e sul pelo Peru e a oeste pelo Oceano Pacífico. É um dos dois países da América do Sul que não fazem fronteiras com o Brasil. O outro é o Chile. Além do território continental, o Equador possui também as Ilhas Galápagos, a cerca de 960 km do território continental, sendo o mais próximo daquelas ilhas. Seu território de 256.370 km² é cortado ao meio pela Linha do Equador. A sua capital é Quito, todavia a maior cidade e a mais importante economicamente é Guayaquil.
A paisagem é dominada pelos Andes, que atravessam o centro do país no sentido norte-sul, com altitudes que chegam aos 6.310 m no Vulcão Chimborazo (praticamente no centro do país). A leste dos Andes, cerca de um quarto do território está integrado na bacia amazônica, e a oeste estende-se uma das mais extensas planícies costeiras da costa sul-americana do Pacífico.



A capital, Quito, localiza-se nos Andes e não é a maior cidade do país. Tem pouco mais de 2.1 milhões de habitantes. A maior cidade do país é Guayaquil, um porto de mar no golfo de Guayaquil, no sudoeste.
O clima varia com a altitude, sendo tropical no litoral e na Amazônia e tornando-se cada vez mais frio à medida que a altitude aumenta, nos Andes.




















Retomando o relato.

Tinha chegado em no último sábado de minha viagem de férias para Marrocos, Espanha e Portugal. Férias aliás, que acabariam na terça-feira seguinte. Mas conversando em meu trabalho, consegui emendar tudo, e só retornaria na outra segunda-feira.

Bem, passagens compradas, montei o roteiro, pesquisei agências para passeios pela região, estacionamento em Guarulhos próximo ao aeroporto e adquiri a hospedagem (www.hostelworld.com) no bem localizado Chicago Hostal (Calle Los Rios, 1730 A y Briceño). Reservei 5 noites em quarto com banheiro compartilhado, sem café da manhã e sem televisão, pagando total de US$ 54.50. Como chegaria já no início da madrugada, resolvi reservar transporte entre aeroporto e o hostal. Contratei diretamente através do hostal, pagando US$ 20.00.

Passeios, depois de muito pesquisar, deixei para comprar lá.



Terça-feira
13h00min e parti rumo ao aeroporto. Pouco antes das 14h30min lá estava eu deixando meu carro no BR Parking (Rod. Pres. Dutra, Km 219). Constantemente tem veículos que levam e trazem turistas do aeroporto. Paguei US$ 72 por 5 diárias.
17h50min decolamos. Voo lotado, tranquilo e muito agradável. Desembarquei e fui diretamente para o outro voo que já aguardava. Avião grande e vazio, da Aerogal. Tudo exatamente no horário.



Quarta-feira
Desembarquei em Quito, fiz todos os trâmites no aeroporto e logo na saída, já avistei uma pessoa segurando a plaquinha com meu nome. Um senhor que me conduziu para sua van. Já fomos conversando e eu perguntando coisas dali. Era uma pessoa muito bacana. Minutos depois e lá estávamos no hostal. Fui muito bem recepcionado pelo proprietário que nos aguardava.

Fiz o “check in”, peguei um mapa da cidade e claro, fui direto dormir.

Apesar de ter viajado durante muitas horas e ter dormido pouco, acordei cedo. Não mais que 9h. Comi o que havia levado comigo na mochila.

Peguei minha pequena mochila própria para caminhadas e saí. O dia estava nublado. Desci caminhando para a Avenida Pechincha, contornei a direita, cruzei o belo Parque El Ejido e segui agora pela Avenida Amazonas até o cruzamento com a Calle Jose Calama. Exatamente nessa região estão muitas das agências de turismo que fazem passeios pela cidade e também pela região. Já tinha pesquisado através da internet e tinha selecionado 3: Ecomontes (www.ecomontestour.com), Walk Away (www.walkawayecuador.com) e Gulliver (www.gulliver.com.ec). Troquei e-mails com todas e seguindo indicações que também tinha visto, minha primeira opção era a Gulliver.

De posse do endereço, fui até lá. Do hostal até a agência foram mais ou menos 2,5 kms caminhando lentamente, para conhecer todo o caminho.

A Agência Gulliver fica na esquina da Calle Juan Leon Mera y Jose Calama. Fui muito bem atendido e resolvi ali mesmo comprar 2 passeios de 1 dia cada. O primeiro em 21/04/11. Quilotoa pagando US$ 40 (e pagaria + US$ 2 pelo ingresso no parque).

O segundo em 23/04/11. Cotopaxi Bikes pagando US$ 35 (e pagaria + US$ 2 pelo ingresso no parque).

Meu objetivo agora era visitar Mitad del Mundo e na própria agência peguei informações. O rapaz que me vendeu os passeios me orientou a pegar um ônibus coletivo que parava ali na esquina.

Saí da agência e já passava um pouco das 11h. A fome era grande e decidi encontrar algum restaurante para comer. Ali pertinho mesmo entrei em um restaurante que acabara de abrir. Com US$ 3.90 tomei um garrafinha de Inca Kola e comi arroz, um caldo semelhante ao de ervilha, carne bovina e banana assada. Uma delícia tudo.

Retornei para a esquina da agência onde peguei um circular por US$ 0.25. Já entrando informei o cobrador para onde eu queria ir. Me disse que teria que baldear, pois esse ônibus não chegaria até o Mitad del Mundo (FOTO) e, me avisaria quando tivesse que descer. E lá fui eu. Entra passageiro, desce passageiro, muitos vendedores ambulantes, ônibus antigo, ... Os passageiros vão entrando e depois o cobrador passa cobrando o valor da passagem de cada um. O ônibus circulava de portas abertas. Existiam duas portas que serviam, tanto para entrar como para descer. Muito interessante.  

No que seria a metade do percurso, fiz a baldeação. Agora o ônibus me custou US$ 0.35. Desde o início, lá na frente da agência até Mitad del Mundo foram mais ou menos 23 km e demorou bastante para chegar.

Desci em frente à entrada. Comprei o ingresso por US$ 2 e entrei. Lugar grande, mas com poucos turistas. Tem muita coisa legal para se ver: museus dedicados a vários países do mundo, várias lojinhas de bugigangas, área para exposições e shows, etc. Mas sem dúvida nenhuma, as duas maiores atrações são as demarcações por onde passa a linha do Equador e a torre aberta a visitação. Detalhe é que para eu ter acesso a essa torre, comprei outro ingresso, no valor US$ 3. Mas valeu muito a pena. A vista da região é interessante e dentro, existe um museu.




Já passava das 14h, o dia estava nublado e ventava bastante.

Resolvi ir visitar o Museo de Sitio Inti-Ñan, que fica mais ou menos a 200 metros dali. Já no hemisfério norte. Olha que legal!

Não paguei para entrar e gostei muito do lugar. É um museu a céu aberto com peças dos povos antigos da região.

16h e era hora de retornar. Peguei o ônibus de volta e paguei US$ 0.40. Esse iria me levar para a região próxima ao hostal, segundo me informou a cobradora. A viagem de volta foi bem parecida com a de ida. Conforme o ônibus adentrava a cidade de Quito, ia enchendo de passageiros.

Desembarquei na Avenida Universitária, perto da faculdade. Estava a uns 2 km do hostal.  Caía uma chuva bem fraquinha. Minha sorte é que levava comigo em minha pequena mochila um guarda-chuva. Estava cansado e com fome. Fui lentamente caminhando em direção ao hostal.

Na Avenida Diez de Agosto encontrei um supermercado onde comprei bebida e comida por US$ 5.45. Esse seria o supermercado onde eu compraria o que comer e beber os outros dias de minha estada na cidade.

Segui pela avenida em direção ao hostal. Pouco antes de chegar, decidi comprar água e gastei mais US$ 0.55.

Perto de 18h e já escurecia. Cheguei ao hostal. Tomei banho, comi, usei a internet e fui dormir.

Nesse primeiro dia observei que a grande maioria dos carros são antigos, as ruas são razoavelmente limpas, não existem bueiros nas ruas e avenidas, não é uma cidade violenta se comparada a algumas no Brasil, vi ambulantes de rua e muitos ônibus coletivos circulando, existem muitas placas indicativas inclusive de ruas e avenidas, no Parque El Ejido existe bebedouro de água potável e tudo é muito barato se comparado ao Brasil. Tendo um mapa nas mãos é fácil de andar pela cidade, construída no vale e que continua pelas montanhas.



Quinta-feira
Acordei 6h e me preparei para sair, já que deveria estar no Restaurante Coffee and Toffee, as 7h. É uma pousada e restaurante da própria agencia e que fica ao lado dessa.

6h30min saí caminando e as 7h chegava.

Tomei um belo café, incluso no pacote que tinha comprado.

Eu e outros turistas embarcamos em uma van às 7h30m que nos levou até o Papagayo, onde chegamos 50 minutos depois.. É uma pousada rural próxima de Quito e de mesmo proprietário do Coffee and Toffee. Se juntaram a nós outros turistas e todos embarcamos, agora, em um micro ônibus. Depois de outros 50 minutos de estrada, chegamos à periferia de uma pequena cidade chamada Saquisilí, onde visitamos um grande mercado à céu aberto. Ali as pessoas negociavam animais, comida para esses e algunas mercadorias. Uns 20 minutos depois, de volta ao micro ônibus, seguimos para a região central dessa mesma cidadezinha, onde visitamos outro mercado. Aquí, já tinha de tudo sendo negociado.

Mais ou menos 30 minutos depois partimos novamente.

A estrada é muito bonita, com lindíssimas paisagens, atravessando o Canion de Zumbahua. Paramos para tirar fotos.

Finalmente, perto das 12h, paramos na entrada do parque onde paguei US$ 2 pelo ingresso. Minutos depois chegamos ao mirador que fica na parte de cima do vulcão Quilotoa.  Ali existem algunas edificações, inclusive o restaurante onde almoçaríamos após o passeio à lagoa (FOTO).





Tinha chovido um pouquinho antes de chegarmos, a névoa era intensa e estava frio.

Sem perder tempo, iniciamos a descida. Dali até a lagoa seriam 3.800 metros de caminhada “morro abaixo”, por um camino bem difícil de ser percorrido e que duraría 45 minutos.

Alguns turistas optaram por não descer. Perderam um passeio e tanto!

Conforme descíamos, a temperatura aumentava. Fomos encontrando grupos de pessoas do local, que estavam “ajeitando” a trilha.

Olha, uma trilha hiper difícil de ser percorrida e em descida. Descida? Ah, então é fácil! Fácil nada! Nem um pouco.

Pronto! Chegamos a lagoa. Local maravilhoso. Valeu realmente a pena ter decido.

15 minutos depois e montei na mula que iria me conduzir “morro acima”.

Opa. Claro que a subida assim ficou fácil.

Quase no topo, desmontei, paguei US$ 8 pelo transporte. Diga-se de passagem, muito bem pago!

Pouco depois das 14h chegamos de volta ao restaurante onde já nos aguardavam para um delicioso almoço (arroz, salada de cenoura, ovos e batata com maionese, frango assado e batata cozida).

Passava um pouco das 15h30m quando iniciamos nosso retorno à Quito.

17h chegamos ao Papagayo onde desembarcaram os turistas que ali estavam hospedados. Era também o local de troca do micro ônibus pela van.

Além disso, todos comemos bolo de chocolate e tomamos chá quente. Excelente.

Agora só nos restava chegar ao Coffee and Toffee, ponto de partida. Isso aconteceu às 18h45m, já escuro e debaixo de uma chuvinha que me incomodou muito em minha caminhada para o hostal. Minha sorte é que, novamente em minha pequena mochila, levava meu guarda-chuva. Aliás, que estava sendo e ainda seria útil, já que todo final de tarde chovia. 

Cheguei, fui enviar e-mails, tomei banho, comi e já fui dormir. E acha que foi fácil para pegar no sono? Nada! Os hóspedes do hostal conversavam bastante. Minha salvação foram os protetores auriculares que levava comigo. Aliás, dica boa: levar sempre protetores auriculares para situações como essa. Com eles, consegui dormir.  

Sexta-feira
Mais um dia que prometia. Hoje meu plano era conhecer Quito.

Acordei cedinho, comi, me preparei e às 8h saí do hostal.

Fui direto para o Parque El Alameda, logo ali pertinho. Ainda não tinha muita gente na rua. Bom para tirar fotos tranquilamente.

É um belo parque, com um pequeno lago, um gramado muito bem cuidado, árvores e um mirador muito bacana. Ali também está o Observatório Astronômico, fechado para visitação.

Em frente a esse parque, na Av. Gran Colombia está o Teatro Capitol, fechado para reformas.

Fui visitar a praça que fica em frente a Iglesia de San Blas. Atravessei a Av. Trocal de la Sierra e fui caminhando pela Calle Guayaquil. Vi o Teatrum e a Iglesia de San Agustin.

Bem, a essa altura, já tinha muita gente pelas ruas. Os Equatorianos são muito religiosos e nessa data comemoram a Sexta-feira da Paixão.

Subi pela Calle Chile até chegar à Plaza Grande, com o belo Monumento de la Independencia e circundada por maravilhosas construções, como a Catedral Metropolitana de Quito, Palácio Arzobispal e Palácio de Carondelet.

Daí, fui para a Basílica La Merced. Lindíssima. Com muitas peças em ouro e um super altar. Impressionante.

Quase 10h. Muita coisa para visitar. Muitas igrejas e edifícios antigos. Mas tudo pertinho. Tranquilamente dá para ir caminhando.

O destino agora foi o Convento e Museo San Francisco, a Iglesia La Compania de Jesus e o belíssimo arco da Calle de La Ronda. Dali pude ver o El Panecillo. É um parque em um morro, onde no alto existe uma estátua muito grande. Seria uma subida e tanto, mas resolvi não seguir caminho por ali depois que me informaram não ser seguro.

Desci pela Calle de La Ronda e fui conhecer a Iglesia Santo Domingo, ponto de partida da procissão que percorreria ruas da cidade.

E para minha grata surpresa cheguei instantes antes de isso acontecer.

Nossa, quanta gente. Um “mar de gente”. Realmente o povo é muito religioso.

Seguiram pela Calle Chile e contornaram à direita na Calle Venezuela.

Fui acompanhando em ruas paralelas e parei ali em frente ao Museo Casa de Sucre. Fiquei um tempo assintindo ao belíssimo espetáculo. 

12h e a fome era grande. Então, nada mais me restava senão almoçar. De volta a Av. Guayaquil encontrei um restaurante pequeno onde paguei US$ 2 por um prato de arroz, carne assada de frango, salada e batata cozida, além de uma garrafinha de Inca Kola.

Olha, é um refrigerante delicioso e que deve ser experimentado por todos que visitam esses paises andinos.

13h e fui para a La Basílica (Catedral). A procissão ainda passava por ali e a quantidade de gente parecia ser ainda maior. Decidi então ir conhecer o Parque Itchimbía, no alto de um morro. Alguns minutos depois lá estava eu. Tranquilo para chegar lá caminhando.

Poucas pessoas por ali. O tempo estava nublado e como em todas as tardes, iria chover em breve.

É um local muito bonito e de onde se tem uma linda vista de parte da cidade. Valeu a pena a caminhada. Fiquei um bom tempo caminhando e tirando fotos. Realmente um lugar muito agradável para ser visitado.

Já perto das 15h segui caminhando. Passei pelo Parque La Alameda e fui em direção ao Parque El Ejido (FOTO). Tinha muita gente. Crianças brincando, pessoas caminhando, outras sentadas em bancos conversando, andando de bicicleta, etc. Sentei-me em um banco na sombra de uma bela árvore e fiquei apreciando o movimento. Não mais que 15h30min e a chuva ameaçava cair. Resolvi caminhar um pouco e tirar fotos. Vi a feirinha de artesanato e outros produtos e pronto. Chuva! Para minha sorte, como sempre, de fraca intensidade. Peguei meu guarda-chuva e não tive dúvida: continuei caminhando.





Atravessei a Av. Seis de Diciembre para conhecer o Teatro Nacional, a Casa de La Cultura e o Parque El Arbolito. Muito bonito e com várias esculturas a céu aberto.

17h e a chuva continuava. A essa altura, os tenis e meias estavam bem molhados. Resolvi retornar ao hostal. No caminho passei pelo supermercado e comprei um suco por US$ 0.30.

Pronto. Dia encerrado.


  
Sábado
Mais um dia de passeio comprado na Agência Gulliver. Dessa vez seria o Cotopaxi Bikes.

Acordei e ainda não tinha amanhecido. Ajeitei minha mochilona e a pequena mochila que levaria comigo, comi e bebi o que tinha ali comigo e saí em direção ao Restaurante Coffee and Toffee, onde deveria estar as 7h. Lá, um delicioso cappuccino grátis e as 7h30min seguimos para o Papagayo no mesmo micro ônibus que utilizamos na quinta-feira pasada.

Chegamos ao Papagayo, desembarcamos e rápidamente os guias colocaram as bicicletas no teto do veículo. Era o motorista e mais 3 guias. Se juntaram a nós outros turistas, inclusive alguns que também tinham feito o passeio ao Quilotoa.

O caminho foi o mesmo durante algum tempo, seguindo pela Rodovia Panamericana, em direção aos vulcões.

Saímos dessa rodovia e entramos por uma estradinha de terra. Paramos em uma vendinha onde se podía comprar agua e comida. Não foi meu caso, pois levava comigo.

9h e chegamos à entrada do Parque Nacional Cotopaxi. Paguei US$ 2.00 pelo ingresso e seguimos no micro ônibus por mais uns 30 minutos até um museu. Ali descemos, visitamos e recebemos explicações e orientações. Estava frio e com certeza iria aumentar, uma vez que iríamos subir mais e mais.

Seguimos de micro ônibus mais uma vez e as 11h estávamos no estacionamento à 4.500 metros acima do nível do mar, onde ficou o micro ônibus. O frio era intenso e tinha muita neve no chão. Sensacional! Minha segunda vez em contato direto com neve.

Nesse ponto se iniciou à caminhada montanha acima. Olha, no início até que foi fácil, mas conforme subia, a coisa foi complicando. O ar ficava mais e mais rarefeito. Começou a nevar. Eu olhava para baixo em direção ao estacionamento e não via mais nada. Tudo branco. O frio aumentava. Uau! Demais!

Depois de muito tempo caminhando chegamos ao refúgio P. José Ribas de Reina S. J, à 4.800 metros de altitude acima do nível do mar. Alto não!? Mas não é o ponto mais alto. O topo do Cotopaxi está a 5.897 metros acima do nível do mar.

Tinha bastante turista ali. Mais chegando e outros iniciando a descida. Essa é uma construção de 2 pavimentos. A parte inferior dedicada as refeições com mesas e bancos, e a parte superior alojamento.

Era 12h. Estava hiper frio. Muita neve no chão e muita que caia. Eu estava com muita fome e sede.

O guia convidou a todos para subirem ainda mais na montanha. Pensei rapidamente e resolvi ficar por ali mesmo. Além de mim, ficaram outros 2 turistas do grupo. Não demorou muito e todos regressaram. Não conseguiram ir muito longe devido a quantidade de neve que caia e que tinha no chão.

Bem, finalmente era chegada a hora de almoçar. Algo tipo patê de atum e outro de abacate, bolachas, batata tipo “chips”, queijo, mortadela, pão e sopa. Uma delícia!

Mais ou menos 13h30min e iniciamos a descida do refúgio até o estacionamento (FOTO). Se para subir demorou bastante, a descido foi super rápida. Por vários momentos parei para tirar fotos.





No estacionamento, já não nevava mais e os guias aguardavam com as bicicletas já preparadas para percurso até a Laguna Limpiopungo. Tudo pronto. Partimos. Não há necessidade de ficar pedalando, já que o caminho é montanha abaixo. Um caminho lindo. Parei algumas vezes para tirar fotos. Pouco mais de 30 minutos e lá estava a belíssima Laguma Limpiopungo. Uma descida e tanto. Muito, mas muito legal mesmo.

Alguns momentos para descansar enquanto os guias colocavam as bicicletas em cima do micro ônibus.

16h30min iniciamos o caminho de volta. Paramos no Papagayo para um delicioso chá com bolo de chocolate. Como no passeio realizado na quinta-feira, alguns turistas por ali ficaram. Seguimos então caminho, chegando à Quito já no início da noite e claro, debaixo de chuva.

Bem, como da vez anterior, foi pegar meu guarda-chuva e caminhar por mais ou menos 2.5 km até o hostal. Conversei com o proprietário e combinei que faria o “check out” as 11h desse domingo.

Como em todos os dias anteriores, enviei e-mails, tomei banho, comi e fui dormir.



Domingo
Ai, que pena! Meu último dia dessa maravilhosa viagem.

Mas ainda teria uma boa parte do dia para aproveitar por Quito.

8h e iniciei meu dia caminhando por 1.5 km até o Parque El Ejido e imediações, pois minha intenção era comprar algumas lembrancinhas. Fácil de achar por ali. Gastos de US$ 6.

O dia estava prometendo ser muito bom. O sol brilhava logo cedinho.

Dali segui, mais 1.5 km caminhando, fui conhecer a La Basílica (Catedral) que não tinha conseguido antes por conta da procissão da sexta-feira da Paixão. Construção grande e muito bonita. Ali pertinho conheci o Centro de Arte Contemporâneo. Somente por fora, pois ainda não estava aberto para visitação. Que pena. Me pareceu ser um local bacana para visitar.

Passava um pouco das 9h30min e segui pela Av. Diez de Diciembre, por uma caminhada de mais ou menos 2.5 km até o Parque General Julio Andrade. Belo e bem cuidado parque, com caixas de som em postes tocando músicas muito agradáveis, árvores e lindo gramado, estátuas de pessoas, etc.

Ainda tinha mais uns 3 km de caminhada até atingir meu objetivo naquela manhã: o Parque La Carolina.

Fui seguindo pela Av. Diez de Diciembre, passei pelo Palácio La Circasiana, que estava fechado para reforma. Fui caminhando, contornei à direita na Av. General Eloy Alfaro e pronto. Cheguei: Parque La Carolina (FOTO).


O sol tinha me castigado um pouco durante a caminhada. Não tive dúvida e logo arranjei um banco para sentar e descansar.

O parque é enorme. Maravilhoso. Fiquei um tempo por ali.

Mas não podia me demorar muito. Já passava das 10h e resolvi retornar para o hostal. E não estava tão perto. 5 km dali. Peguei a Av. Rio Amazonas e lá fui eu. Um pouco antes das 11h, cheguei ao hostal. Tomei banho, peguei minha mochilona e fiz o “check out”.

Fui bem devagar para o restaurante onde tinha almoçado na sexta-feira. Pedi um prato feito diferente dessa vez e paguei US$ 2.85 pelo almoço com refrigerante.

12h e fui caminhando até o Parque La Alameda. Comprei um sorvete por US$ 0.30 e por ali fiquei até 13h. Estava tranquilo. Tinha planejado chegar ao aeroporto às 15h e o ônibus para lá passava logo ali.

E assim fiz. 14h40min e eu já estava aguardando pelo início do “check in”. Todos os procedimentos feitos e as 18h50min decolava para Bogotá, na Colombia. Pouco depois das 20h desembarcava e às 21h36min embarquei em um avião lotado, procedente de outro país com destino a Guarulhos.

O atendimento por parte das comissárias não foi bom, os passageiros fizeram barulho durante o vôo, mas até que foi tranquilo, sem maiores problemas.




Segunda-feira


Às 5h30min estava no Brasil.

Fui para a área externa onde param os ônibus e liguei para o estacionamento. Rapidinho chegou a van que me transportou até lá. Peguei meu carro pouco depois das 6h30min e segui diretamente para Campinas, pela Rodovia Fernão Dias e depois Rodovia Dom Pedro I. Minha intensão era desviar de possível trânsito na Marginal do Rio Tietê, em São Paulo. Vixe, segunda-feira de manhã logo após um feriadão! Imagina o congestionamento!

Fui direto trabalhar. Meu horário de entrada na empresa era 8h e, cheguei 2 minutos depois. Ufa! Tudo deu muito certo.

Está pensando em viajar? Tranquilamente pode incluir o Equador em seus planos.


Minha viagem foi sensacional. Conheci lugares maravilhosos e valeu muitíssimo a pena!

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