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sexta-feira, 4 de janeiro de 1980

Colombia






Para informações gerais sobre a Colombia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Col%C3%B4mbia
http://www.suapesquisa.com/paises/colombia/


SÁBADO

Saí de Guarulhos às 12h40 num voo tranquilo de 6 horas até Bogotá. Às 16h30 no horário local (do Estado de SP para a Colombia são 2 horas a menos).  Às 18h20 embarcava de Bogotá para Cartagena de Índias. Mais 1h30 de voo, onde só me ofereceram água, e cheguei à famosa cidade. Já era noite e rapidinho percebi que o precário aeroporto estava em obras. Não tinha Pesos e me preocupei em consegui-los ali no aeroporto. Que erro! Aeroporto pequeno e em obras, cidade também pequena, de noite, ... Bem, fui até o balcão de informações e, fui mal atendido. Opa. A coisa não estava bem. Com muita dificuldade, encontrei o local de câmbio. Eita! Fechado! Tinha uma plaquinha dizendo que estavam em horário de janta. Esperei um pouco e, daí, fui me dar conta que o calor era grande. E eu, por ali, esperando. A hora passando e, nada do lugar abrir. Com tanta obra, esse local estava isolado num cantinho do lado externo do aeroporto, onde não tinha ninguém. Resolvi entrar e perguntar para um guarda sobre a demora em abrir e, me respondeu que a pessoa devia realmente estar jantando. E que demora, viu. Já lá pelas 21h, passou em frente um cara com um jaleco, que me pareceu tipo controlador de voo. Resolvi perguntar a ele se sabia me dizer que horas o local abriria de novo. Eis a resposta que eu já esperava: só amanhã!

Claro o cara percebeu que eu não era dali e me perguntou se eu queria ajuda. Olha, a única coisa que me faltava para estragar tudo seria me roubarem, mas tive que arriscar e aceitei a ajuda. Lembrei das inúmeras viagens que já tinha feito e que muitas vezes a coisa ficava feia. Daí, me recorria as pessoas que sempre me ajudaram. Pois exatamente isso que aconteceu, mais uma vez. Pediu para que eu o acompanhasse, Fomos caminhando e eu disse que precisava de um taxi e trocar dinheiro. Me daí me disse que aquela hora eu encontraria casas de câmbio longe dali e que iria pagar um pouco a mais pelo dinheiro. Paramos perto de um taxi e pediu para eu aguardar que iria conversar com o taxista, que era um senhor. Retornou até mim e me disse que eu estava seguro, que o taxista me levaria até uma casa de câmbio e depois para onde eu ficaria hospedado.

Bem, tudo ou nada! No caminho, o taxista foi conversando comigo falando sobre a cidade, perguntando de onde eu era, etc. Paramos em frente a casa de câmbio, desceu comigo e me orientou como fazer. Eu já sabia da cotação e realmente percebi que ali estava levando um pouco de desvantagem, mas por ser um Sábado a noite, como o próprio taxista me falou, estava bom. Então, me levou para o hostel Casa Viena. Corridinha de taxi cara e ainda com o pagamento da famosa “propina”. 

Mais ou menos 22 horas, paramos bem em frente ao hostel e, antes de eu descer, o taxista me orientou a não andar por ali de noite a partir daquele horário, pois era perigoso. Ok, então.

Fiz meu “check” in e direto para o quarto, pois o cansaço era grande. Fio aí que me dei conta novamente do calor. Sim, sim, calor. Tomei banho e fui dormir. Ah, mas era tanto calor que tive dificuldade em pegar no sono. Mesmo com o ventilador ligado.

DOMINGO

Mal amanheceu e eu acordei. Também, com o calor que fazia, ...

Comi algumas coisas que tinha levado comigo, já que não tinha café da manhã no hostel e eu não conhecia nada ainda. Banho, pois o calor continuava forte. Bermuda com a máquina fotográfica no bolso, tênis e camiseta, e lá fui eu para a recepção pedir informações sobre a cidade. O recepcionista já me deu um mapa da cidade. Saí e fui caminhando naquele início de manhã nublado pelas ruas estreitas do bairro Getsamaní. Mas será que eu estava com azar? Fui em direção ao porto, percebendo que as pessoas começavam a caminhar pelas ruas. Estava, claro, com um roteirinho que fiz aqui no Brasil em mãos o mapa da cidade.

Ainda não era 8 horas. Caminhando por ali, fui abordado por um senhor que me ofereceu passeio de um dia pelas Islas Rosários. O meu plano na verdade era fazer o passeio na segunda-feira, mas ele me informou que não tinha nesse dia. Os valores estavam abaixo dos que eu tinha encontrado na internet. Porém, fiquei desconfiado se o que me venderia tinha validade e joguei uma conversa para cima dele: disse que poderia comprar, mas como estávamos pertinho do porto, gostaria que ele fosse até o porto e me mostrasse qual era o barco que faria o passeio. Olha, um senhor muito simpático e, conforme fomos nos aproximando, foi cumprimentando muita gente. Além disso, me mostrou a carteirinha de agente de turismo dele. Pronto! Vi que era sério. Mas eu não estava preparado para o passeio, já que no meu roteirinho, isso aconteceria no dia seguinte. Como seria impossível, combinei com ele que iria até o hostel buscar dinheiro, água e outras coisinhas convenientes para praia. Sem problema, pois o barco só sairia as 9h30. E foi o que fiz, retornando rápido. Ele estava ali próximo ao porto.

Comprei o bilhete que me dava direito ao transporte de barco e almoço em uma das ilhas.  Coloquei no bolso da bermuda e saímos caminhando. Ele muito gentilmente, me perguntou quanto eu estava levando de água e me aconselhou a levar mais, pois nas ilhas e no barco o valor era alto. Comprei mais água de um vendedor na rua e ele foi me acompanhando em direção ao embarque.

De repente, escutei um cara que vinha atrás da gente gritando. Olhei e ele acenava pedindo para esperarmos. Opa, o que seria? Nisso o cara chegou até a gente, cumprimentou o senhor e a mim. Me perguntou daí se eu ia fazer o passeio de barco e onde estava meu ingresso. Estranhamos. Eu disse que estava comigo no meu bolso e ele me perguntou se eu tinha certeza. Claro, Né! Coloquei a mão no bolso e, para minha surpresa, nada! Ele riu e me mostrou o ingresso em sua mão. Me disse que viu que quando fui colocar o troco da água no bolso o ingresso tinha caído no chão.

Olha, até o momento, todos muito amáveis. Estava surpreso!

Embarquei e logo zarpamos. Barco cheio e eu fiquei do lado de fora, tirando fotos e apreciando a paisagem. O dia nublado estava se transformando em um belo dia de sol. Na parte superior do barco, um animador e muita brincadeira e música caribenha.

Depois de muito navegar, chegamos a primeira ilha, onde fica o Oceanário. Mar do Caribe e ilhas do Caribe. Desembarcamos no minúsculo porto. Muito sol e calor. Não resisti e fui direto para uma prainha. Água quente e limpíssima. Sabia que a parada ali era rápida e somente entrei na água até a altura dos joelhos. Saí e fui ao Oceanário. Lindo. É peixe de todo jeito.

Retornei para perto do barco e fiquei ali sentado debaixo das árvores aguardando a hora de embarcar para seguirmos viagem.

Mais um pouco no barco e lá estávamos chegando a Playa Blanca (FOTO). Aqui não existe porto e os barcos param longe da praia. Uma embarcação menor faz o transporte dos passageiros entre o barco e a praia, de areia branquinha. Já passava das 13h e a fome era grande. Fui direcionado para uma cabana onde peguei meu prato feito e um copo de suco. Então fui me sentar em um bando numa das tantas mesas existentes e cheias de gente, debaixo das grandes árvores. Um almoço maravilhoso, com direito a peixe.


Agora era só curtir a linda praia. Sol forte e muitos turistas. Resolvi caminhar em direção a uma das pontas da praia, pois tinha menos gente e era mais fácil para entrar na água. Deixei as coisas na areia perto de um casal e fui direto para a água. Água quente. Maravilha!

Da água observava minhas coisas e percebi que algumas pessoas, para entrarem na água tranquilas, enterravam as mochilas. Ah, já estava na água e por lá fiquei. Depois de um tempo, resolvi sair e ficar na areia.

O tempo passava e eu queria que aquele momento durasse por muito tempo. Muito bom!

Aproximadamente 16h e iniciamos o retorno, chegando a Cartagena depois de mais ou menos 1h30. Eu estava bem cansado, mas como ainda estava claro, resolvi caminhar ali pelo Parque de La Marina, em frente ao porto e do lado de fora da muralha. Assim também, consegui ver o pôr do sol no Mar do Caribe. Uau!

Pronto, a noite tinha chegado e o calor persistia. Fui caminhando pela Av. Lemaitre de volta ao hostel e no caminho, em frente ao Parque Del Centenario encontrei um restaurante bacana onde resolvi jantar. Arroz com frango. Nossa, tanta comida que não aguentei, deixando um pouco no prato.

Cheguei ao hostel e fui direto tomar banho para ver se amenizava o calor. Mal retornei ao quarto e já começava a suar. Mas que calor era esse!? Tava exausto. Liguei o ventilador e não demorou, dormi.

SEGUNDA-FEIRA

Depois de mais uma noite de extremo calor, acordei cedo e segui meu ritual. Banho, café da manhã e lá fui eu para os passeios do dia. Meu plano era conhecer todo o interior da muralha caminhando.

E assim fui caminhando: Torre del Reloj (é assim mesmo que se escreve), Plaza de los Coches, Plaza de Aduana,  Santuário e Iglesia de San Pedro Claver , Plaza de San Pedro Claver e suas esculturas, Museo Historico, Museo de Esmeraldas, Parque de Bolivar, Museo Del Oro, Catedral, Parque Fernandes de Madrid, Iglesia de Santo Toribio e Plazuela de San Diego. Devido ao sol forte e ao calor, tive que parar para descansar. E foi um longo descanso.

A hora do almoço se aproximava, mas segui conhecendo. Las Bovedas, a muralha e seus baluartes, Monumento a los Oceanos e, finalmente, hora de almoçar. Encontrei um pequeno restaurante onde paguei barato e comi muito bem.

Início da tarde e continuei. Teatro Heredia, Iglesia de Santo Domingo e mais da muralha com seus antiquíssimos canhões. Metade da tarde e resolvi agora ir visitar o Monumento India Catalina, que fica no caminho para o Fuerte San Felipe de Barajas, meu destino. Olha, que caminhada, viu. Solzão e super calor e lá ia eu. Mais de 15h e cheguei. Comprei o ingresso e entrei. O local é muito legal. Vale a pena. Do alto se tem uma vista muito bonita em 360º graus da cidade beira mar.

Porém ainda faltava um lugar ali ao lado para visitar: Zapatos Viejos (FOTO).



É um monumento bem legal numa praça logo atrás do “fuerte”.

Pronto! Meu plano de passeio para aquele dia tinha sido cumprido integralmente e o final da tarde se aproximava. E o calor? Ah, continuava.

Iniciei minha caminhada de volta. Já era finalzinho da tarde e fui comprar água e coisas para comer a noite, perto do hostel que eu estava. E foi ali em frente a mercado que vi a Iglesia de La Trindad e uma pequenina praça em frente. Resolvi sentar para descansar e observar as poucos pessoas que ali estavam.

TERÇA-FEIRA

Meu último dia em Cartagena de Índias e agora minha intenção era caminhar para o lado novo da cidade e visitar a praia.

Sai do hostel , passei pelo porto e fui caminhando. Manhã de sol. Parei na Plaza Cervantes e fiquei um pouco ali sentado em um banco observando as pessoas que iniciavam seu dia no caminho para o trabalho. Logo, atravessei a rua e fui ao Parque Centenario. Segui passando pelo porto, pelo Parque de La Maria Mulata e cheguei a Playa Bocagrande (FOTO). Ainda vazia pois era bem cedo. Descansei e curti a praia nesse início de manhã. Conforme o sol se elevava resolvi retornar para dar mais uma caminhada pela parte antiga da cidade, pelas ruas dentro da muralha.


Almocei, retornei ao hostel, onde fiz o “check out”. Peguei um taxi, depois de muita negociação com o taxista, direto para o aeroporto. Lá aguardei um pouco e no final da tarde, peguei o voo de mais ou menos 1h para Medellín. Cheguei e a noite também chegava.

O aeroporto de internacional de Rio Negro fica bem longe da cidade. Mais ou menos 30 kms. Tinha pegado orientações na internet sobre pegar um taxi compartilhado. Então, saí do aeroporto e lá estava um dos vários taxis, faltando um passageiro. Esse fui eu, após me certificar do valor que deveria pagar.

Iniciamos trafegando por uma rodovia plana. Não demorou e começamos a parte de subida. Subia, subia, ... De repente, chegamos ao alto e já consegui avistar a grande Medellín no vale. Visão maravilhosa. Fiquei encantado. Rapidinho começamos a descida, que claro, demorou bastante. Assim que terminamos de descer, já dentro da cidade e ainda na rodovia, o taxi parou. Fim da linha. Paguei. Eita, mas e agora? Não era ali que eu queria ficar. Pois bem, um senhor que estava ao meu lado no taxi me orientou e ajudou a pegar um dos outros taxis que ali estavam.  Me disse que agora eu iria pagar por km percorrido e me mostrou o taxímetro no painel. Mais uma pessoa gentil. Ô país para ter gente legal, heim!

O jovem taxista me perguntou para onde eu iria e eu lhe disse, entregando um papel onde estava tudo anotado. Partimos. Foi adentrando na cidade e não conseguia encontrar meu destino, o Hotel Conquistadores, no centro.  Parou e ligou perguntando. Depois das orientações, ficou fácil. O taxista era um cara bacana, que foi me contando que já tinha morado em Madrid, visitado a Amazônia, ...

Chegamos. Paguei barato pela corrida, entrei, fiz o “check in” e fui para o quarto deixar minha mochila. Me surpreendi com o quarto. Muito bom. Desci e fui procurar um lugar para comer. O comércio estava praticamente fechado. Achei uma lanchonete com bastante gente e ali comi empanadas. Retornei ao hotel.

QUARTA-FEIRA

Acordei cedo hiper faminto. Mais ou menos 7h. desci até a recepção, peguei dicas de lugares para visitar e um mapa da cidade. Saí e logo ali na esquina já me deparei com uma padaria. Não tive dúvida. Café da manhã.

Satisfeito, iniciei minha caminhada pela cidade. Fui até a Avenida Alfonso Lopez e nela, fui seguindo até o Plaza Minorista. As ruas aos poucos iam ficando cheias de gente e mais e mais veículos. O dia estava nublado, convidativo para caminhadas. A temperatura, muito mais agradável que em Cartagena de Índias, sem dúvida.

Lá estava o Plaza Minorista. Um enorme mercado onde se vende de tudo. Enorme também era movimento. Era gente de todo jeito e todas as idades, frutas e legumes dos mais variados, lanchonetes e restaurantes onde muitos tomavam café da manhã, etc. Interessante.

Segui caminhando . Passei pela enorme Universidad de Antioquia e cheguei ao Parque de los Deseos, onde está o Planetário e o Parque Explora (FOTO). Ali, de um lado está o Parque Norte e o Jardin Botânico. Percebeu quantas atrações concentradas juntinho umas das outras? Pois é, excelente local para se passar o dia.


Bem, resolvi visitar o Parque Norte. É um parque de diversões, com entrada paga.

Aqui, o tempo nublado tinha dado lugar a um céu com poucas nuvens e o calor aumentava.

Fui ao Jardin Botânico, onde a entrada é gratuita. Um lugar muito grande e lindo. Árvores, arbustos, flores lindas, borboletário, etc. Olha, confesso que parece existir um Ímã no local. Foi difícil para eu sair dali. Adorei.

Já passava das 10h e fui ao Parque Explora, com entrada também paga. São prédios de arquitetura moderna, com experimentos científicos, botânica, fauna, geologia, museu e muito mais. Em cada andar dos prédios, muitos monitores super atenciosos que não medem esforços para nos explicar cada detalhe de tudo ali. Simplesmente maravilhoso.

Finalizei a visita e sentei um pouco ali mesmo. Eu estava maravilhado e pensando “longe” quando, meu estômago resolveu se pronunciar de maneira avassaladora. Pois é, e com razão. Já era mais de 13h e realmente almoçar era preciso.

No Parque Explora existe um restaurante, mas estava lotado. Decidi sair dali na intenção de encontrar um restaurante pelas redondezas. Não difícil.

Muita comida e baratinho. Vale lembrar aqui, que o calor era grande. Que preguiça!

Início da tarde e lá estava eu iniciando minha caminhada, agora em direção a um grande centro desportivo. E pelo caminho, um sorvete aqui, um refrigerante ali, ... Que calor!

Conheci o complexo desportivo, Museo de Arte Moderno, comprei meu jantar e meu café da manhã no dia seguinte e, como já era final de tarde e estava bem cansado devido a caminhada, retornei ao hotel.

QUINTA-FEIRA

Acordei cedo, tomei um super café da manhã e saí. Peguei o metrô até Poblado.

Era bem cedo, pouco antes das 8h e tava agradável para caminhar. Desci na estação Poblado e segui subindo, caminhando pelas ruas do bairro. Fui direto até o Shopping Viscaya e, daí vim descendo, muitas vezes pelo parque linear ao longo do riozinho que desce da montanha. Conheci o Parque Lleras, Iglesia El Poblado e Parque El Poblado.

Cheguei de volta à estação e peguei o metrô agora para Santo Domingo. Desci às 10h na Estación Acevedo e peguei o metrocable. Famoso, funcional e excelente meio de transporte morro acima. Baldeação na Estación Santo Domingo, rumo ao Parque Arví. Percurso longo e muito bonito.

Pronto, lá estava eu. Peguei uma bicicleta que oferecem gratuitamente e desci por uns 2 ou 3 kms do outro lado do morro, por uma estradinha asfaltada em meio a muitas árvores e pinheiros.  Ia descendo e pensei na volta que seria sofrida, pois enfrentaria só subida. Vixe. Já era perto de meio dia e resolvi retornar. Pois é, desci, desci, ... Agora não poderia reclamar. Tinha que subir, subir, .... Ah! Bem cansativo, mas gostoso. Cheguei de volta ao ponto de partida, devolvi a bicicleta e fui apreciar um pouco o lugar em meio a natureza.

Hora de partir. Peguei o metrocable e desci em Santo Domingo, onde mais uma vez almocei muito bem pagando um precinho melhor ainda. Esse bairro fica praticamente nas encostas do morro. Então é fácil de imaginar que ao caminhar, na maioria das vezes, você está subindo ou descendo.

Fui conhecer o Parque Biblioteca España. São 3 grandes prédios muito bonitos e facilmente avistados de longe. Ali funciona biblioteca, videoteca, musicoteca e tudo que é “teca” que você pode imaginar.

Opa, 15h! Hora de continuar o passeio, já que ainda tinha muita coisa para ver.

Metrocable e metro até Estación Parque Berrío. Por ali fui caminhando e conhecendo o Palácio de La Cultura (FOTO) e Plaza Botero com inúmeras obras do pintor e escultor. Lugar imperdível. Segui para o Museo D Antiquia, Catedral, Parque Bolivar, Iglesia e Plaza San Antonio, onde sentei-me e assisti uma apresentação teatral ao ar livre. Daí, me dei conta que a tarde já ia indo embora e a noite chegando. Portanto, retorno ao agradável hotel no centro.



SEXTA-FEIRA

É isso aí. Mais um dia, aliás, meu último nessa cidade bem legal que é Medellín.

Sempre caminhando, segui para a Iglesia Sagrado Corazón, encrustada em uma região pobre, suja, com muitos caminhoneiros e, segura. Aqui vale um comentário: até o momento me deparei com um país muito seguro e ruas com muitos policiais. Dá para caminhar tranquilo. Ninguém mexe com ninguém.

Fui caminhando. Fiz questão de passar pela Ponte Colgante, que nada mais é que uma ponte pênsil. Ali, logo do outro lado está o Parque de los Piés Descalzos. Enorme e muito bacana de se visitar. Tem pequenas quedas d’ água formando umas piscinas rasas, jatos de água, partes onde o piso é de areia e muito mais, onde se pode colocar os pés dentro. Relaxante. Ali também tem o Museo del Água, Plaza Mayor (FOTO) e Centro de Exposiciones. Vale muito a pena.
Segui agora, em direção ao Cerro Nutibara. Cruzei o rio pela antiquíssima Puente Guayaquil. Linda. Cheguei, finalmente aos Pés do morro, ou melhor, Cerro Nutibara e já vi aquela enorme escadaria. Ai, ai, ai! O dia estava nublado e a temperatura agradável. Agora era encarar a subida.

Ufa! Enfim, lá estava eu. Pueblito Paisa, que é uma espécie de vilazinha lá no alto do Cerro Nutibara, com direito ao pequeno Museo Del Ciudad, com entrada gratuita. Local muito, mas muito legal mesmo. Dali se tem uma vista em 360º da cidade.

A parte ruim dos passeios é que o tempo passa muito rápido. Hora do almoço e na parte da tarde eu pegaria meu voo para Bogotá. Então, desci e retornei para a região central. Almocei e fui fazer meu “check out”. A recepcionista me orientou sobre um micro ônibus que parte dali de perto da Estación Parque Berrío, logo atrás do Hotel Nutibara, com destino ao aeroporto.

Tem ônibus a cada 30 minutos mais ou menos, o percurso demora uns 45 minutos e é muito mais barato que taxi, claro.

Metade da tarde e eu já estava no Aeropuerto Rio Negro aguardando meu voo para Bogotá.

Voo rápido e tranquilo. Início da noite e já estava em Bogotá. Saí e peguei um taxi “pilotado” por uma mulher de pouca conversa. Informei onde deveria ir e seguimos. Quando parecíamos perto, ela me pediu para confirmar o endereço. Peguei o papel que tinha anotado a correta localização da Casa McGeorgies, que era o hostel que eu havia reservado pela internet ainda no Brasil. Rodamos mais um pouco, quando ela me disse que aquele endereço não existia. Parou o taxi e tentou ligar no telefone anotado no papel . Nada! O telefone também estava errado. Que surpresa chata. Paramos em um outro hostel e fomos pedir informações. A recepcionista disse que sabia que era por ali e tinha uma relação com telefones de todos os hostels da região. Então, procurou na lista e achou. Ligou lá e disse que eu estava ali perdido. Desligou e me disse que viriam me buscar. Paguei e dispensei o taxi.

Não demorou muito e chegou um casal, se identificaram e segui caminhando por umas 3 quadras, quando chegamos. Estava friozinho.

Situação bem desagradável. Logo na chegada, fomos recebidos pela recepcionista. Fiz meu “check in”, pagando pelo razoável quarto sem banheiro mas com televisão. Me mostrou meu quarto que ficava ao lado da cozinha e me disse que eu tinha a opção de usar um lavabo debaixo da escada que dava acesso ao andar de cima ou o banheiro que lá ficava. Me convidou para uma festinha que estava acontecendo lá no andar de cima. Notei conversas e música. Disse que talvez depois eu fosse até lá. Não me pareceu ter muita gente nessa, festinha.

Sinceramente, tava cansado e não tinha gostado do que tinha acabado de acontecer. Então, como já passava das 20h, resolvi ficar ali pelo quarto localizado ao lado da cozinha, comer algo que levava na minha mochila, ajeitar minhas coisas e dormir.

SÁBADO

Acordei e estava decidido a visitar a Catedral de Sal em Zipaquirá. Tomei banho e fui até a cozinha, onde estava a recepcionista que me recebera na noite anterior no hostel. Me ofereceu o café da manha: leite e pão. Só isso. Leite e pão. Mais nada. Eita cafezinho da manhã pobre. Me deu informações de como chegar até Zipaquirá.

Peguei minhas coisas e fui para a rua, atravessando-a. Olhei bem para a fachada do sobrado Casa McGeorgies e não era a foto que tinha visto na internet. Enfim, ...

Fui em direção a Estación las Águas do Transmilenio. É um sistema de ônibus cor vermelha, articulados que funcionam como metrô, em Bogotá. São hiper eficientes.

Embarquei e depois de uns 30 mintutos, desembarquei na Estación Portal del Norte. Nessa estação mesmo partem as micro ônibus (chamados de busetas) para Zipaquirá. Tudo baratinho. E lá estava eu confortavelmente sentado mais ou menos na metade da viagem, quando um passageiro que estava sentado na fileira de trás e ao lado me chamou. Apontou para meu bolso e me mostrou minha máquina fotográfica caída no banco. Preciso dizer algo?

Depois de uns 30 minutos, mais ou menos 9h, cheguei a pequenina Zipaquirá. O micro ônibus para um pouco longe da Catedral de Sal (FOTO). Mas foi excelente, pois fui caminhando e conhecendo a cidade, que é relativamente plana: Estación del Tren, Catedral, Parque Principal, Plaza de La Independencia e finalmente, 10h lá estava eu chegando ao Parque de La Sal. A entrada é de graça, mas deve-se comprar ingresso para conhecer a Catedral de Sal e a Ruta del Mineros, por exemplo. Foram os passeios que escolhi fazer.


As visitas são acompanhadas de monitor. Portanto, aguarda-se a formação de um grupo de pessoas. Pronto, chegou minha vez. Tanto Catedral de Sal quanto a Ruta del Mineros fica debaixo da terra. São túneis enormes e muito extensos, com enormes salões. É um passeio bem tranquilo de se fazer. Vi crianças e idosos que passeavam numa boa.

 Quanto mais descíamos, mais interessantes ficavam as coisas. Tudo muito iluminado e bem explicado pelo guia. Grandes corredores, salões enormes, cruz, escultura, etc. Fantástico.

Na parte mais inferior tem banheiro, sala de apresentação onde passam filme e lojas. Por ali também está o sensacional Espejo de Agua.Tem que visitar.

Daí, o guia me conduziu com mais alguns pela Ruta del Mineros. Vai contando a história do lugar, repleto de equipamentos de mineiros e coisas do tipo. Muito legal.

É realmente um passeio imperdível.

Por volta das 13h decidi encerrar esse passeio. Saí do parque e fui almoçar. Como sempre, muita e boa comida, por um preço agradável.

Fui conhecer a Parroquia Nuestra Señora de los Dolores, numa parte alta que dava para ver uma boa parte da cidade. Tinha bastante nuvem no céu, mas nada de chuva. Não me demorei e às 15h já embarcava novamente em um micro ônibus com destino a Estación Portal del Norte. Baldeação e segui para a Estación las Águas. Opa! Nem tinha terminado o dia e eu já estava indo embora?

Claro que não! Desembarquei ali e fui caminhando até o Monserrate, que fica ali pertinho. Cheguei e entrei numa filinha para comprar ingresso para subida e descida ao monte. Detalhe: aos domingos o passeio é de graça.

Mais ou menos 16h30 e lá estava eu a bordo do funicular, morro acima. O sol tinha ido embora o céu estava nublado. Só torcia para não chover e, felizmente isso não aconteceu.

Monserrate fica a 3.200 metros acima do mar. Tem a via sacra, uma igreja no topo onde inclusive estava acontecendo um casamento e um feirinha com artesanato. É muito legal e dá para avistar boa parte de Bogotá, lá embaixo. Tudo pequenininho. Que joia!

O dia estava terminando e resolvi retornar para o hostel. Desembarquei na estação do funicular ao pé do morro e desci pela estradinha para perto do hostel. Parei em um mercado e comprei o que comer naquela noite e também para o dia seguinte, já que não poderia esperar muito do café da manhã. Cheguei, tomei banho, comi, assisti televisão no quarto e fui dormir.

DOMINGO

Meu último dia na Colômbia.

Prepare-se para a última surpresa no hostel. Acordei, mais cedo que de costume, com barulho de hóspede. Ainda estava escuro e nem me preocupei em ver que horas eram. Rapidamente veio o silencio. Esperei um pouco e como já começava a clarear, resolvi pegar minha toalha e subir para o banheiro.Percebi que era um pequeno e mal cuidado sobrado. Não vi ninguém: nem hóspedes, nem recepcionista e nem nada. Terminei o banho, desci para o meu quarto, comi o que havia comprado, peguei minhas coisas e fui para a cozinha na intenção de beber um pouco de água. Caramba, o lugar estava deserto. Procurei por copo, caneca, qualquer coisa para colocar água dentro e, nada. Fui até a torneira e bebi uns goles dali mesmo. Afinal, estava com sede. Aguardei por alguns instantes. Ninguém apareceu. Fiz barulho e nada! Chamei! Nada. E a hora passando. Bem, estava sozinho ali. Como não sabia a hora em que iria aparecer alguém e já tinha pago pela péssima hospedagem, não tive dúvida: coloquei minha grande mochila nas costas e fui embora.

Meus planos para esse dia nublado incluíam um passeio a pé pelo centro histórico, que era logo ali. Conheci o Colégio Salesiano de Leon XIII, o Centro Cultural Gabriel Garcia Marques, Biblioteca Luis Angel Arango com entrada gratuita, Iglesia de la Candelaria, Capitolio Nacional, Palacio Liévano, Palacio de Justicia, a magnífica Catedral Primada (FOTO), Capilla del Sagrario, Palacio Arzobispal , Plaza Mayor, Iglesia de San Bartolome, Colegio Mayor de San Bartolome, Sede do Congresso, Ministério da Cultura, Templo de San Agustin, Ministério de Hacienda y Crédito Publico e passei em frente ao Casa Museo Caldas, que ainda estava fechado.
Daí, fui conhecer o Museo de Arte Colonial com entrada gratuita. Muito legal. Segui para o Museo Militar, também com entrada gratuita. Outro museu muito bacana de ser visitado.

Agora foi a vez da Casa de Moneda e do  Museo Botero, interligados, com entrada gratuita e sensacionais.

Praticamente hora do almoço. Ao chegar na rua, percebi uma grande movimentação vinda dos lados da Plaza Mayor. Fui até lá, já que é pertinho e para minha sorte, estava começando uma procissão. Lindo. Indescritível e, emocionante.

Ainda faltavam duas coisas para eu fazer antes de encerrar minha caminhada por Bogotá: almoçar e visitar o Museo del Oro. Já passava das 12h e no caminho, encontrei um restaurante bacana.

13h e lá estava eu, entrando gratuitamente no Museo del Oro de Bogotá. Aos domingos alguns atrativos turísticos e as entradas nos museus são gratuitas. Bom, né!?

Andei por todos os cantos do museu e tirei muuuuuitas fotos.

Meu voo para o Brasil sairia às 19h10. Mas como era domingo e minha intenção era ir para o aeroporto de ônibus, logo às 15 já fui procurar pelo ponto. Fácil para encontrar, mas realmente o ônibus demorou um pouco para passar.

16h30 eu já estava tranquilo fazendo meu “check in”. Embarquei no horário previsto. Voo tranquilo e às 3h já desembarcava em Guarulhos.

Uma viagem muito gostosa, para um país muito bonito, seguro e com gente hospitaleira!

E aí? Lembra do hostel Casa McGeorgies? Pois é, uns 2 dias depois de ter chegado, recebi um email do lugar me cobrando pela estadia. É mole!? Claro, respondi que já tinha pago, pedi que verificassem.  Mais uns 2 dias e recebi outro email com pedido de desculpas, alegando erro na recepção. Pois é, caso vá visitar Bogotá, lembre-se bem desse lugar e, passe longe!!!!!

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