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sexta-feira, 4 de janeiro de 1980

Chile

            CHILE




            Novembro, final de semana qualquer, caminhando por um Shopping Center quando, ao passar em frente a uma agência de viagens surgiu a idéia de fazer uma grande viagem no feriado da Páscoa, já que seriam 3 dias, de quinta-feira à domingo, mas daria para esticar até segunda-feira.
            Idéia amadurecida durante a semana e no fim de semana seguinte, a decisão: ir para o Chile. Um país próspero e estável na América do Sul, junto à Cordilheira dos Andes.
            Agora era pesquisar por pacotes, passagens, hospedagens, enfim, tudo para a super viagem.
            De volta ao Shopping Center, naquela agência de turismo para ver o que ofereciam e se vinha de encontro aos planos. Até tinha um pacote turístico que agradava, mas os horários dos vôos não eram adequados. Para um bom proveito da viagem, o ideal era sair após o horário de trabalho, e já seguir para o aeroporto. Então ali, só deu certo de adquirir a parte terrestre, incluindo “tranfers” entre aeroporto no Chile e hotel, as diárias do próprio hotel, “city tour” por Santiago e um dia de passeio à Viña Del Mar e Valparaiso, tudo por aproximadamente US$ 300.00 por pessoa. As passagens aéreas seriam compradas através da internet no site da Gol, pois depois de pesquisa, foi fácil achar horários adequados e com bons valores. Custaram aproximadamente US$ 500.00 por pessoa.
            Com tudo comprado, agora era só aguardar a viagem que aconteceria em breve, muito breve.


              Quinta-feira
  Chegado o dia, uma quinta-feira, 16h e tudo começou. Primeira coisa, o ônibus para o aeroporto, que sairia as 17h30!
            Tudo certo. Começava aí a maravilhosa viagem ao Chile. Véspera de feriadão e claro, como sempre, trânsito congestionado em São Paulo. Logo na Marginal Tiête, o ônibus andava um pouco e parava outro pouco. E assim a hora ia passando. Nossa 21h00 e ainda no congestionamento, andando pouco e lentamente. Pronto, 21h30 e o congestionamento acabou. Ai, será que daria tempo de pegar o vôo? Lá pelas 21h40, enfim, o aeroporto. Corre, corre, corre, ...
            Procura o balcão da Gol, faz “check in”, tira umas fotinhas básicas durante a caminhada para o portão de embarque e olhando tudo, ... e, corre para embarcar. Ah, deu tempo!!! Que emoção!
 22h30 e o avião decolou. Ô correria, viu! Sorte que a saúde estava boa, caso contrário era infarto de tanto nervoso e preocupação. Eheh!



Sexta-feira


 Após aproximadamente 3 horas de vôo, já de madrugada, desembarque no Aeroporto Internacional Comodoro Arturo Merino Benitez em Pudahuel, região metropolitana de Santiago. É considerado um dos mais modernos e eficientes da América Latina.
Depois de aproximadamente 30 minutos no carro, enfim, o merecido hotel.
Hotel Principado de Astúrias, situado na Calle Vicuña Mackena, 30 – Providencia; Santiago – Chile. O quarto ficava no terceiro andar, e da janela era possível ver a Cordilheira dos Andes, com um pouco de gelo no cume. O hotel fica em frente a uma grande praça, conhecida como Parque Bustamante, com bastante área de passeio e árvores.
  Claro, foi uma madrugada de sono ininterrupto e logo cedo, após um maravilhoso café da manhã, os passeios se iniciariam pela tão bela Santiago.
           


              Mapinha na mão e mochila nas costas, foi caminhar até a Plaza Itália, logo na esquina e seguindo pela Alameda (Avenida Libertador Bernardo O’Higgins) no sentido a torre telefônica. Obvio que não foi percorrida por inteira, pois ela tem 27 km! É uma bela avenida, cortada pelo rio Maipo, que nasce nas cordilheiras e segue cidade adentro.
            No caminho, fazendo zig-zag, para assim visitar e conhecer locais nas imediações da mesma. Visita ao Monumento a los Mártires de Carabineros e a Iglesia San Francisco de Borja! Em frente a esta igreja, havia um parque, de mesmo nome – San Borja – com quadra poliesportiva, além dos espaços para passeios e apreciação.
            Durante a caminhada, foi fácil de avistar a Universidad do Chile, no campus da faculdade de arquitetura e urbanismo e PUC. Algo que para eles é importante, pois é um território propenso a terremotos constantes, já que se situa sobre duas placas tectônicas, a de Nazca e a Sul-Americana.

            
                Entra em rua, pega outra ruazinha e assim seguia a caminhada. Claro, fotografando o que era interessante e bonito. O retorno foi pela Av. Libertador Bernardo O’Higgins. O que chamou a atenção foi o contraste das construções. Prédios novos e modernos junto a prédios centenários que resistem as ações de terremotos e do tempo.

            De repente, um cachorro muito diferente e simpático! Inteiro branco e com olhos azuis. Nunca tinha visto tal espécie! Todo peludo e charmoso! Aliás, existem muitos cachorros espalhados pela cidade. A grande maioria, de raça. Cachorros bonitos.         

            Tudo é bem limpo, cuidado e seguro. Santiago é uma cidade plana e fácil de se caminhar a pé. A caminhada já durava muito tempo e sempre havia lugares limpos, lixeiras disponíveis, e policiamento pela rua. Lá, chamados de carabineros.

             Cerro Santa Lucia, Biblioteca Nacional, outro campus da Universidad de Chile e Palácio La Moneda, uma construção em estilo neoclássico. Em frente existe a linda Plaza de La Ciudadania. Ali era hora de descansar e para mais algumas fotos. Bem, então agora, era visitar o Palácio La Moneda, que é uma construção grande, imponente e com muitas obras de arte por dentro. Algumas alas ficam abertas para visitação. Não é cobrado ingresso. Muitos turistas e carabineros. O acesso só é permitido após uma minuciosa revista pessoal.

            Na parte interna, há um pequeno pátio e a sua frente, na grande praça, há um espelho d’água. E por baixo, um pequeno museu em homenagem a carabineros.            

            Aproximadamente 10h e a visita se encerrava.
       
        Ali na rua paralela (Calle Morande), estrava o Banco Central, também muito bem vigiado por carabineros.
            Seguindo então para a Plaza de La Constitucion, que fica atrás do Palácio. Uau! Grande, com umas poucas árvores e muito espaço descoberto.
            Bem, o objetivo agora era ir até a Plaza de Armas. O negócio era caminhar mais.
A hora do almoço se aproximava. Tinha alguns vendedores pelas ruas cheias de pessoas. Com a fome e a curiosidade, a "pedida" foi experimentar uma delícia local, vendida nas ruas: Mote con Huesillos.
            Mais alguns passos e lá estava a Plaza de Armas. Muita, mas muita gente mesmo. Crianças brincando, senhores jogando xadrez, feira de artesanato, artistas de rua, turistas e muitos chilenos sentados nos bancos conversando. Ao redor está o correio, a igreja matriz, museu histórico nacional e algumas lojas, em especial a La Polar, que é uma espécie de magazine.
            Maravilhoso! Que local sensacional!
            
Ali também está os Tribunales de Justicia, Palácio de La Real Audiência, Palácio do Governo e a Catedral, que é enorme e linda. Estava lotada, com missa acontecendo. O Chile é um país com predominância católica.  
 Sem dúvida por ali era ficar um bom tempo. E a fome “apertou”. Não tinha mais como segurar: agora só restava almoçar.
 E isso aconteceu em uma lanchonete super movimentada ali defronte a praça mesmo. Como não podia deixar de ser, o atendimento foi demorado. Já passava das 12h e a opção foi comer as famosas empadas chilenas. Deliciosas.
Bem, agora era retornar rapidinho para o hotel, já que o “city tour” do pacote de viagem aconteceria na parte da tarde. E assim foi feito.
            
Às 14h deu-se inicio a mais este passeio, que ajudou bastante a conhecer lugares muito interessantes, devido ao tempo reduzido na cidade. Passamos por Vitacura e Las Condes, dois municípios pertencentes à grande Santiago. Parecido com o ABC Paulista, porém estes dois sempre foram sinônimos de riqueza, eram nesses municípios que a nobreza e aristocracia viviam. Hoje Las Condes é um importante centro financeiro com escritórios de grandes empresas conhecidas mundialmente.     
   O city tour nos levou a muitos lugares bonitos, dentre eles o Cerro Santa Lucia, com incrível vista da cidade (FOTO).



            Finalzinho do dia e o passeio acabava. Esse foi o primeiro dia e já tinha tirado mais de 190 fotos! Nada como a tecnologia para permitir registrar sem preocupação nossos momentos! Imagina se ainda dependêssemos dos rolos de filmes!?!
            Bem, já no início da noite, apesar do cansaço, mais uma caminhada para desfrutar da noite de Santiago. Andar despreocupadamente pelas ruas e procurar um local para jantar.            
            Por ser feriado, sexta-feira da paixão, e o Chile ser um pais muito religioso (católico), não havia muitos restaurantes abertos, principalmente os de melhores preços. Havia apenas restaurantes para turistas mesmo.
            Aproximadamente 20h. Barrio Bellavista. Movimentado até, e com restaurantes e turistas. E olha ali um restaurante que agradou  bastante. Era esse. O jantar foi uma paella, que é um prato com os mais variados pedaços de carnes: de frango, boi, porco, lingüiça, chouriço. Um ótimo prato para carnívoros de plantão! 
Depois, lá pelas 21h, retornando ao hotel, passando pela Plaza Itália, foi fácil perceber o preconceito zero. Muitas pessoas com seus variados estilos: punks, góticos, riquinhas, “normais”; todas próximas, convivendo bem, se divertindo....          


Sábado

           
 O dia ainda nascendo e já estava acordado. Ah, pela janela do quarto já se podia apreciar lá, bem longe, a Cordilheira dos Andes, com a parte superior coberta de neve.
 Esse dia estava reservado para um super passeio. Após um delicioso café da manhã (colonial, com uma quantidade enorme de itens), lanchinho preparado ali mesmo e foi só aguardar o guia para iniciar o passeio: Vinã Del Mar (FOTO) e Valparaiso.



     No horário marcado, 8h, o guia chegou. Depois de umas voltas pelas ruas de Santiago, pois ainda restavam alguns turistas para embarcar em outros hotéis. O guia era o mesmo do “city tour” do dia anterior. O mesmo parecia não ter dormido nessa última noite.
    Ainda não era 9h e lá estávamos nós pegando a estrada. E que estrada. Paisagem muito bonita. Como a primeira parada para pegar turistas foi no hotel em que estava, foi fácil escolher as poltronas frontais. Excelente! Sorte, não!?
  Lá pelas 9h40 passávamos por Curacavi, uma pequena cidade muito bonita, com muitas áreas rurais. Logo depois, na estrada, paramos no Los Hornitos de Curacavi, uma espécie de mercado/ lojinha/ restaurante, para esticar as pernas, usar o banheiro e comprar souvenires. 30 minutos depois, seguimos viagem.

Seguindo viagem, passamos por um pedágio. É, aqui também tem!

            
Por volta das 11h, chegávamos a Valparaíso, que está situada a aproximadamente 120 Km de Santiago. Se estende do morro ao mar. É considerada patrimônio da humanidade. Suas casas, segundo a história, foram propositalmente construídas nos morros, para que os moradores fugissem dos ataques de piratas, uma vez que nesta cidade está localizado o porto. Hoje Valparaiso é a sede do poder legislativo e também das forças armadas.

Na avenida de entrada nos deparamos com uma enorme feira de rua, muito movimentada. Depois, seguimos pela Av. Brasil. Coincidência, não? Ali vimos um belo monumento á essa cidade. O guia nos levou para conhecer os bairros e suas particularidades, tudo muito colorido, passamos pela casa de Pablo Neruda, Inacap (Universidade de tecnologia) e Universidade Técnica Federico Santa Maria, ambas as construções antigas.

Descemos na praça “Plaza Sotomayor”, onde fica o monumento aos Heróis de Iquique ( batalha entre Chilenos e Peruanos em 1879).  Esta praça é rodeada por importantes construções como: Comando da Armada do Chile, Primeira Zona Naval, Conselho Nacional de Cultura, Corpo de Bombeiros, Monumento Arturo Prat e uma empresa - Sudamericana de Vapores.

Nesta praça, há também carros antigos dos bombeiros, e outros monumentos. Tiramos muitas fotos. Havia até um ônibus antiqüíssimo, com escada na traseira. 

Isso tudo fica ao lado do porto. Por ali, são muitas construções antigas e algumas restauradas. Uma bela paisagem!
           
Pouco mais de 12h e seguimos para Viña Del Mar, que está ligada a Valparaiso.
Viña Del Mar é um balneário com muitas praças, ruas largas e arborizadas, além de um relógio de flores no Paseo Alessandri, onde paramos para apreciar o local e tirar fotos. Já pudemos perceber prédios residenciais muito bonitos, muitos carros e caminhonetes orientais, uma cidade muito agradável aos olhos.  
  Descemos do ônibus em frente ao Hotel Casino Viña Del Mar, junto ao Oceano Pacífico. 13h e o combinado era que nos encontrássemos ali novamente as 15h. Excelente.
             
A fome “apertava” e nada melhor que comer o lanchinho, preparado ainda no hotel de manhã. Depois, foi caminhar muito pelas ruas, tirando fotos. Seguindo pela Avenida Peru, a beira mar, surgiu o Museo Fonck, onde há replicas de moais. Depois era banhar-se nas águas do Pacifico. Só deu para molhar os pés, já que a água estava bem fria (na verdade muito gelada).
 Outro ponto a se considerar, a água da torneira é potável, porém a densidade é diferente da brasileira. Ela é mais densa.
 No horário combinado, lá estava para embarcar no ônibus. Seguindo, subindo pelas ruas de Viña Del Mar, a vista era maravilhosa. A cidade encravada no morro com o Oceano Pacífico lá embaixo. Sensacional!
            
Depois desse passeio maravilhoso, já no finalzinho do dia, retornamos para Santiago e enfim, o hotel.
À noite, jantar no Barrio Bellavista, que ficava perto do hotel. Nesse bairro existem vários restaurantes, feiras e lojas de artesanato.
Como já tínhamos provado a Paella, dessa vez seria algo mais tradicional: arroz, avocado, batatas e cerveja! Tradicionalíssimo.
Porém o gosto é bem diferente. O arroz e as batatas são um pouco doces e o avocado é diferente do nosso abacate. Logo, quem pensava que era igual....estraguei a surpresa!! Opa! Era a vez de experimentar a cerveja: Escudo. A garrafa, de plástico, é o litrão.
Após o jantar, não podia deixar de caminhar mais por ruas do bairro e nas proximidades do hotel. Então, as 21h aproximadamente, o hotel foi a escolha, já que teria que acordar cedinho na manhã seguinte para aproveitar ainda mais a viagem!

Domingo
            
Pronto. Seguia-se a deliciosa rotina: acordar cedo para aproveitar bem o dia, ir tomar o maravilhoso café da manha (não esquecendo do lanchinho para o dia) e iniciar os passeios, as 8h. Ah, passeios inesquecíveis. 
Tudo se iniciou  com uma caminhada seguindo para a Plaza Itália, atravessando o Rio Mapocho e seguindo pela Avenida Cardenal Caro, que segue margeando o rio.
Por ser domingo, muitos estabelecimentos estavam fechados, mas isso não impediu de se conhecer bem a região. Palácio (Museo) de Bellas Artes (FOTO) e o Parque Florestal em frente. Daí, atravessar o Rio Mapocho e seguir caminhando pelas ruas do Patronato. Fotos, fotos e mais fotos, inclusive da Iglesia Santa Filomena e dos Tribunales de Justicia. Prédio antigo, vistoso e imponente! Lindo!



            Nisso já era 10h. E caminhada continuava num rítmo bacana. Nada de estar cansado. 
          Novamente cruzando o Rio Mapocho e seguindo pela Alameda em sentido oposto ao hotel. Quase meio dia e lá estava a Estación Central! Claro que durante a caminhada as paradinhas eram obrigatórias, para conhecer lugares e tirar fotos. A Estación Central é um misto de um grande mercado, shopping, terminal de ônibus e estação de metrô. De lá partem os ônibus para outras regiões, e também o metro!
            É um lugar muito bonito e limpo. Estava bem movimentado também.
            Sim, realmente meio dia e ali mesmo foi o almoço.

            Logo após, o passeio seria o Cerro San Cristobal. O meio mais rápido e tranqüilo seria o metro.

            
Mapinha consultado e tudo planejado: outro passeio onde o metrô era indispensável por mais duas vezes, ainda. Então, foi comprar 3 bilhetes e seguir. Eba!!!

            13h30 e lá estava a Plaza Baquedano. Momento para apreciar o local, tirar fotos e seguir para o Cerro San Cristobal, logo ali pertinho. 

             Local movimentado, com muito turista. Pode subir por escadas ou pelo Funicular, que é uma cabine para várias pessoas que se desloca sobre trilhos. A opção foi por subir e descer de Funicular.

Na parte de cima existe um belo parque com uma enorme bandeira do Chile, lojinhas, lanchonetes e o Santuário da Imaculada Conceição com uma concha acústica ao lado, para realização de missas. Tudo muito organizado, limpo e realmente inspira reflexão.

A vista lá de cima é magnífica, de toda Santiago e da Cordilheira dos Andes também. Deslumbrante. Vale muito a pena. Mais fotos. E muitas, mas muitas fotos mesmo.
Assim, as 16h30 encerrava-se a tarde de passeios. Retorno ao hotel. Esse percurso foi a pé através do Barrio Bellavista.
             
Início da noite e, restava 2 bilhetes de metrô! Lembra? Ainda tinha mais um passeio à fazer. Sim, mais um, agora na parte da noite.
 Então tá. 19h. Embarque de metrô na Estacion Baquedano, que ficava logo ali perto da Plaza Itália e do hotel. Sentido contrário ao que da parte da manhã. Minutos depois, desembarque na Estacion Escuela Militar. Caminhada tranquila por uns 20 minutos pela Avenida Américo Vespúcio, passando  e aproximadamente 19h45 o destino da noite: Mall Parque Arauco. Um Shopping Center diferente, moderno, iluminado e com varias alas. Simplesmente maravilhoso!
 O Parque Arauco fica num bairro nobre, chamado Las Condes. Ali perto está o Golf Club. Aliás, região de muitos condomínios luxuosos, com lindos carrões.
  Uma delícia para conhecer o local e aproveitar para comer algo, mas não foi possível ficar muito, pois esta seria a última noite em Santiago. O retorno ao Brasil seria no dia seguinte à tarde e os planos ainda incluíam mais um passeio na manhã seguinte pela cidade.
  
 Assim, 21h o retorno ao hotel, mesmo percurso da ida mas em sentido contrário, ou seja, caminhada e metrô.
 Já no hotel, o negócio era ir logo dormir.

Segunda-feira
   Acorda que tá na hora! Eheheheh! Café da manhã. Que pena: só restavam algumas poucas horas para aproveitar essa tão bela cidade. Bem, então o negócio era não perder tempo e sair rapidinho para passear mais um pouco. E foi exatamente o que aconteceu.
  8h e a caminhada pelas ruas se iniciava. Dia normal de trabalho.  Pessoas indo para o trabalho, estudantes uniformizados, trânsito e tudo o mais que uma capital tem!


 10h e, havia chegado a hora de retornar. Vou confessar: durante toda a viagem, este é o pior momento! Mal humor, impaciência.... Sabe como é...
  Por volta das 12h, na recepção do hotel, chegou o guia que faria o traslado para o aeroporto. Um caminho muito interessante. O guia era um senhor muito legal que contou muitas coisas sobre o Chile. Dentre tudo, chamou a atenção, quando contou que com US$ 25,000.00 compra-se um sobrado simples na periferia e um carro zero de fabricante de países orientais.
De posse da mochila e toda bagagem emocional, rumávamos para o aeroporto. E lá chegando, agora sim, durante o dia pude conhecê-lo, já que nossa chegada aconteceu de madrugada.
             
14h30, o embarque. No avião, não perdi um só momento da passagem pela Cordilheira, que é sensacional Como o vôo foi durante o dia, tranquilamente deu para se avistar muita coisa em solo. Deslumbrante!

Após isso, foi descansar e aguardar a chegada ao Brasil já pensando qual seria a próxima viagem... Bem mas isso é assunto para outra postagem!

Início da noite e chegava em Guarulhos. Dali, de ônibus para Campinas, onde estava por volta das 21h30.


Resumo de tudo: viajem ao Chile conhecendo Viña del Mar e Valparaiso: US$ 800.00 (por pessoa - sem alimentação); a emoção de conhecer um país tão diferente do seu não tem preço!

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