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quarta-feira, 2 de janeiro de 1980

São Francisco do Sul


         A viagem foi planejada no início do ano. Destino: São Francisco do Sul, em Santa Catarina!
        São Francisco do Sul é uma das cidades mais antigas do Brasil, o possível ano de descobrimento é 1553, onde espanhóis ocuparam temporariamente a ilha. Isso mesmo essa cidade é uma ilha. Uma linda ilha na baia de Babilonga.
         Conseguimos encontrar pela internet uma pousada bem baratinha. Pousada do Felício (FOTO), é uma pousada de um casal de idosos, cujo proprietário é o Sr. Felício e a esposa.
         Essa pousada é bem simples, fica a Rua Almirante Barroso, 319, bairro Rocio Pequeno, na praia dos Paulas, bem aos pés do morro Pão de Açúcar. 



           Sábado 
           Mal se iniciava a madrugada e dava-se início a viagem. Viagem essa que seria bem longa, madrugada a fora. Estradas até Sorocaba e de lá, passando por Votorantim, rumo a Rodovia Regis Bittencourt. Madrugada longa. Curitiba às 6h. Trânsito intenso na saída da cidade para a região litorânea. Às 8h, enfim o destino final, após cerca de 650 km e 8 horas de viagem!!!! Bastante tempo, não!? Mas valeu a pena!!
             A Rodovia Regis Bittencourt é muito conhecida por seus acidentes. Rodovia mal conservada e motoristas imprudentes, principalmente os caminhoneiros, contribuem para isso.
            Mas, tudo bem. Antes do início da viagem, valeu o bom descanso. Mas foi inevitável. Mesmo assim, como o dia estava quente, sem dormir, o negócio era conhecer a cidade.
            De carro, a primeira parada foi em uma pracinha na Praia dos Ingleses. Local dos pescadores locais. Uma boa caminhada ali foi inevitável. Pouco movimento. Ao voltar, de longe, deu para perceber o vidro da porta do motorista do carro aberto. Logo veio o pensamento: bandidos e roubo. Porém, qual não foi à surpresa quando, já perto do carro, deu para notar que não era isso e sim ter esquecido o vidro aberto, e ninguém mexeu no carro! Em cidade grande talvez a história fosse outra, não?
            Bem, agora era procurar outra praia com mais banhistas. Uma rápida "rodada" e pronto: Praia de Ubatuba (FOTO), com águas claras, algumas pedras, lugar muito bonito!


            O restante do dia foi por ali mesmo. Mas faltou um detalhe muito importante: o uso do protetor solar! Adivinhem?!!? Insolação!  Claro, nem podia ser diferente.... Já que a pele estava clara. Pois é, encarar o sol de “peito aberto” !? Ah tá!! Resultado: insolação.
            Mas no fim até que foi bom, porque nos outros dias não fez sol, o tempo ficou nublado, agradável para passeios, foi ótimo para conhecer a cidade.   

            Bem, até aproximadamente 14h o negócio foi praia. Depois, direto para a pousada para um banho e sair para comer. Claro, nessa saída já aproveitando para conhecer as proximidades da pousada.
            Além de estar localizada aos pés do morro Pão de Açúcar, também fica próxima ao centro histórico; é um conjunto de cerca de 150 casas antigas muitas com centenas de anos, que são tombadas pelo Patrimônio Histórico.
            Neste mesmo espaço há o Mercado Municipal, um prédio inaugurado em janeiro de 1900.
            Há também uma das construções mais antigas da ilha, o que hoje é  conhecido como Museu Histórico, já foi Câmara dos Vereadores e também Cadeia Publica tendo encarcerado lideres revolucionários.
            Datada de 1699, há também a Igreja Matriz Nossa Senhora da Graça cuja construção foi envolta de muitas discussões vistos altos valores gastos para construí-la.

            Numa das extremidades há o Museu Nacional do Mar, o único do gênero na América do Sul.

            Durante todos os dias que em São Francisco do Sul, foi tranquilo para conhecer vários locais, que por si só já é turística.

            
          Domingo
         Início do dia, e o passeio foi na Praia da Enseada, Prainha (point da galera) e Praia Grande (FOTO), cerca de 20km distante do Centro Histórico. Quase um santuário, pois pelo seu mar revolto, inadequado para banho, fica quase deserta sendo muito bom para a fauna e flora local.








           Segunda-feira 
             Foi a vez do Forte Marechal Luz (FOTO). Um local muito visitado. Acesso por uma escadaria e uma trilha que dá acesso ao Morro João Dias, onde em seu topo há quatro canhões. Fica a 15km do centro histórico, é um ponto onde é possível visualizar todo litoral norte catarinense. A visão é maravilhosa!!!



            Ao descer, a visita foi nas lojas e almoçar, pois já estava na hora. Na parte da tarde, mais um pouco da cidade, já que o tempo não estava convidativo para praia e, ao início da noite não teve jeito se não retornar para a pousada.

          
           Terça-feira 
             Bem, era o último dia dessa super viagem. Após uma boa noite de sono, o plano era pegar a estrada de volta logo depois do almoço, já que novamente seria um longo percurso, agora de volta. 
            No retorno, a intenção era entrar em Joinville. Ok. Hora do retorno. Joinville. Entrar foi fácil, porém não foi possível conhecer como planejado. Um acesso estranho e confuso. Roda daqui e dali até perceber q não se chegava a lugar nenhum. Conclusão: perdido na cidade!  Era hora de pedir informação.  E lá estava uma pessoa! Ótimo!!!! Uma pergunta com toda simpatia possível e, .... a pessoa se assustou e fez gestos. Caramba, era surda! Que mancada!
            Tudo bem, mais um tempo tentando se localizar, mas sem sucesso. Então, estava decidido: abortar a operação “conhecer Joinville” e seguir viagem.
            Na volta, novamente Curitiba de passagem, quando surgiram placas da Estrada da Graciosa. Outra decisão tomada: seguir essas placas!
            Magnífica! É uma estrada de pedra rodeada pela vegetação (árvores e flores, como Hortências). Graciosa mesmo!! Tudo muito lindo, com quedas d’água e muita vegetação! Realmente não podia deixar de conhecer esta estrada. Ao seu final, a cidade de Morretes.
            É uma singela cidade histórica e linda também; pena que estava chovendo e não foi possível conhecer muito. Mas foi possível o deslumbramento com a beleza das primaveras e hortências que permeiam as ruas!
            Na volta pela Estrada da Graciosa, existia uma placa de sinalização que mostrava curva a esquerda, porém a curva era para a direita! Ehehe!!!
            No percurso de volta, partes planas e em sua maioria, subida. Sim, claro, subida da serra. Depois, pegamos a BR 116, fazendo o percurso inverso ao da ida.
            Tudo ia muito bem, até que próximo a cidade de Registro, começou a chover! Uma chuva intensa que transformou o dia em noite, e não se podia ver simples 5 metros à frente do carro.
            A estrada estava cheia, muitos carros e caminhões, e a chuva não cessava, muito pelo contrario, só aumentava, sem contar algumas áreas um pouco alagadas que faziam com que água das poças fossem jogadas nos carros.         
            A tensão estava visível naquele momento; imagine dirigir nessas condições em uma estrada hiper perigosa!? Seguia por “rumo”. Foram momentos difíceis onde pude constatar porque a BR 116 é conhecida como estrada da morte. Um segundo de distração ou de pânico poderia ter mudado o rumo da historia!

            Assim que possível em local adequado, o negócio foi estacionar e aguardar um pouco. Foi em um posto de combustíveis. Que tensão! Momentos de extrema aventura, se assim posso dizer, e também ver se estava tudo bem com o carro.

            O carro estava bem, porém sem as calotas dianteiras. Na verdade, estavam aos pedaços. Foi bem assustador!!!!

            Mas depois desse percalço, enfim, era seguir rumo à Campinas e, felizmente tudo correu bem!  Por volta das 22h, Campinas.

            Foram dias agradabilíssimos. Aliás, foi uma viagem excepcional.
           São Francisco do Sul? Vale muito a pena!!!!!!!   

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