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quarta-feira, 2 de janeiro de 1980

Cidades Históricas MG (Ouro Preto - Mariana - Congonhas - Tiradentes - São João Del Rey)

🔻CIDADES HISTÓRICAS - MG🔻
Ouro Preto 
Mariana 
Congonhas  
Tiradentes  
São João Del Rei


Região marcado pelo ciclo do ouro, escravidão e idéias revolucionárias como a Inconfidência Mineira. O estado possui o maior acervo Barroco do país e algumas cidades recebam o título de Patrimônio Cultural da Humanidade. Além de toda essa riqueza, as cidades históricas possuem várias atrações como festivais de cinema, de inverno, de gastronomia, e muitos carnavais.
Mergulhamos no túnel do tempo para conhecer parte da história do Brasil e vivenciar de perto tudo aquilo que aprendemos e vimos apenas nos livros.  

DIA 1 – OURO PRETO
Estávamos vindo de Aiuruoca (acessem o post aqui👇http://viajantesdemochila.blogspot.com.br/1980/01/aiuruoca-paraiso-da-cachoeiras.html). Acordamos cedo, e nos deparamos com uma vista totalmente diferente da que tínhamos visto até agora. Parecia que tínhamos voltado no século passado. Tudo muito diferente. 

Começamos nossa caminhada pelas Ruas de paralelepípedos,👇 muitas ladeiras e muitas igrejas. São 13 no total, fora as capelinhas. Algumas Igrejas são cobradas taxas para visitação e também possuem diversos horários funcionamento diferenciados. Então vamos colocar aqui, as que conseguimos ver e visitar. 



Casa de Tomás Antônio Gonzaga, foi residência do poeta e inconfidente Tomás Antônio Gonzaga. De arquitetura colonial é possível visitar por dentro e conhecer os imóveis da época.


  
Não deixe de visitar o jardim aos fundos, de onde Tomás olhava sua amada.



Igreja Nossa Senhora do Carmo, projeto de Manuel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho, a entrada impressiona com belos traços e anjos barrocos. A construção está entre as mais belas da cidade. Não é permitido fotografar. Paga-se taxa para entrar.



Casa da Ópera-Teatro Municipal, Escola de Farmácia, Morro da Forca, Estação, Igreja Nossa Senhora do Pilar,👇 estima-se que foi a igreja que mais recebeu ouro em sua decoração. Construída no século 18, era uma das mais ricas da cidade abrigando um grande número de irmandade. É possível visitar também o Museu de Arte Sacra em seu interior. Não é permitido fotografar. Paga-se taxa para entrar.



Igreja Nossa Senhora do Rosário, com seu formato abaulado, se diferencia das outras igrejas. É considerada a expressão máxima do barroco colonial mineiro, já seu interior é bem simples. 


Igreja São Francisco de Paula, localizada no alto de um morro e cercada de verde, é a mais alta de Ouro Preto, e pode ser vista de vários pontos. Seu interior é bem simples também. Foi a última a ser construída no período colonial.



Igreja São José, bem pequena passa despercebida, pois está escondida no alto da ladeira da Rua Teixeira Amaral. Conta com altar-mór e retábulo desenhados por Aleijadinho.



Igreja Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia, simples e pequena, não é uma das principais à serem visitadas, a igreja é encontrada constantemente fechada. 


Museu de Ciência e Técnica, Observatório, Museu da Mineralogia, Museu da Inconfidência👇 ícone da Praça Tiradentes. O local é dedicado a história da cidade, especialmente o período que marcou a independência do Brasil. Não é permitido fotos. Paga-se taxa para entrar.



Feira da Pedra de Sabão, em frente à Igreja São Francisco de Assis,👇 uma das obras mais importantes de Aleijadinho, e uma das mais visitadas da cidade, grande símbolo do barroco e rococó mineiro. Há também o cemitério São Francisco de Assis atrás da Igreja. 
Não é permitido fotografar. Paga-se taxa para entrar.



Igreja Nossa Senhora da Conceição, local do túmulo de Aleijadinho e de seu pai, está entre os mais belos exemplares do estilo barroco da cidade, sendo também uma das mais antigas. Dentro da Igreja está o Museu do Aleijadinho.



Capela Nossa Senhora das Dores, pequena capela no alto de um morro, sua construção não é original.



Ouro Preto é inesquecível.  Uma obra prima a céu aberto, da arquitetura e da arte colonial brasileira, declarada patrimônio da humanidade e tombada pela Unesco. A sensação de visitar todos aquelas igrejas e museus, cada qual no seu estilo, umas em rococó, outras em barroco mineiro, algumas cobertas de ouro, com muitos anjos esculpidos, algumas com santos negros, muitas com desenhos artísticos no teto e com obras de Aleijadinho. Era como se pudéssemos conhecer um pouquinho de como viviam as pessoas naquela época, de estar no século passado.
Mas, e porque existem tantas igrejas na cidade? Tempos e tempos atrás, a vida social da comunidade passava pela igreja. Era onde se desfilavam as melhores roupas e se flertavam as donzelas, mas eram também de certa forma uma demonstração pública de poder de seus patronos. As famílias de posição social de cada distrito reuniam-se para edificar a igreja de sua paróquia e a competição era inevitável, tanto para ter a igreja mais bela quanto para demonstrar a prosperidade dos que as mantinham.

DIA 2 - MARIANA
Hoje o passeio era para “os lados” de Mariana. Embarcamos em ônibus circular (fácil e tem a cada 30 minutos mais ou menos), que liga Ouro Preto à Mariana. Na metade do trajeto, chegamos na Mina da Passagem (FOTO), considerada a maior Mina de Ouro aberta à visitação do mundo.


A descida é feita através de um Trolley/Carrinho👇 de madeira sobre os trilhos e os túneis, num percurso de 315 m e 120 m de profundidade. Lá embaixo enquanto andávamos pelos túneis o guia vai explicando todo processo do ouro, tem também um lago natural, onde as pessoas praticam mergulho. 
A temperatura varia entre 17 a 20 graus. O valor da entrada é bem salgado. 



Segundo o guia, desde o início da exploração no início do século XVIII, foram retiradas aproximadamente 35 toneladas de ouro e ainda existe ouro na Mina. Mas não é permitido retirar, pois está entre as rochas e a tentativa de retirada com abertura de valas e buracos, pode ocasionar o desmoronamento de tudo. Nos dias de hoje além do turismo a mina é um dos maiores pontos de encontro de mergulhadores de cavernas do Brasil. É um grande campo para pessoas que vem do mundo todo pesquisar os segredos e mistérios ainda não descobertos no seu interior. Mais uma experiência inesquecível!



Voltamos para o ponto de ônibus, esperamos mais um pouquinho e embarcamos novamente. Depois de alguns minutos chegávamos em Mariana. Assim como Ouro Preto preserva parte da história colonial brasileira. Vamos conhecer?? 
Começamos pela Catedral Basílica da Sé ou de Nossa Senhora da Assunção, foi concluída em meados do século 18, com rico interior com detalhes de Mestre Ataíde e Aleijadinho.



Capela de Sant'Ana, uma das mais antigas da cidade, sua fachada passou por reformas, no interior, a capela-mor possui a primeira fase do barroco.



Casa da Cultura, Sede Guarany Futebol Clube, Seminário de São José, Nossa Senhora do Rosário, Arquiconfraria de São Francisco dos Cordões, Nossa Senhora das Mercês, 
Capela de Santo Antônio, Nossa Senhora da Boa Morte.

Basílica de São Pedro dos Clérigos,👇 foge do padrão da arquitetura colonial brasileira e segue linhas da influência Italiana, localizada no alto da cidade, tem-se uma bela vista.



O cartão postal da cidade fica na Praça de Minas Gerais e são as duas Igrejas: Nossa Senhora do Carmo e São Francisco de Assis. 
A Igreja São Francisco tem a nave e sacristia com trabalho em pintura de Mestre Ataíde e os púlpitos em pedra e sabão são atribuídos a Aleijadinho. A Igreja do Carmo tinha o teto pintado por Francisco Xavier Carneiro, mas sofreu um incêndio, as pinturas se perderam e restou apenas o altar-mor.  


Ainda na mesma praça, o Pelourinho que lembra a memória dos tristes dias em que o trabalho escravo era comum no Brasil. A Casa da Câmara e Cadeia,👇 que preservam o mobiliário e arquitetura da época.



Retornamos para Ouro Preto e ainda fomos conhecer alguns locais: Mina do Chico Rei. Porque esse nome? Chico Rei foi um escravo trazido do Congo, trabalhou explorando a mina até comprar sua carta de alforria e depois a própria mina durante o ciclo do ouro no Brasil. 
Pagamos uma pequena taxa para entrar. Não é necessário guia para acompanhar. Precisa apenas colocar uma toca e um capacete de obra. Muito diferente da outra mina que visitamos pela manhã, essa é estreita e baixa. Todo o percurso se faz a pé, apenas nos 50 metros iniciais. 


Igreja de Santa Efigênia, também chamada de Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos o caminho é feito por uma enorme ladeira, bem cansativo. Segundo as tradições foi construída com dinheiro das Minas de Chico Rei, negro alforriado, demorou décadas para ser concluída. 



DIA 3 – CONGONHAS e TIRADENTES
Seguimos de carro por mais ou menos 56 km, chegando em Congonhas, que é outra cidade histórica e faz parte do circuito histórico de MG. A cidade não é muito bonita se comparando com Ouro Preto, mais tem suas preciosidades também. 

Um dos principais pontos da cidade, e que é visitada por muitos turistas anualmente é o Santuário Bom Jesus de Matosinhos👇, localizada no alto de uma colina. 
O que chama muito atenção são os doze profetas que foram esculpidos por Aleijadinho em pedra-sabão em tamanho real. 


Fora isso em frente à Igreja, está o Jardim dos Passos, onde existem seis capelas👇 que representam a Via Sacra. Todo esse conjunto foi tombado pela UNESCO e transformado em patrimônio cultural da Humanidade. 


Realmente um local impressionante, pois para cada escultura👇 que se olha parece que nos transmite algo. O semblante de cada profeta parece triste. A posição e o gesto parecem estar revelando algo que vivenciaram de uma época trágica com desfecho da Inconfidência. 


Depois visitamos à Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, nela se encontra várias fases do barroco, tem Aleijadinho e pintura dos melhores artistas mineiros da época. Sua fachada está representada a Arca de Noé e a Pomba Imaculada.


Agora mais 114 km e chegávamos em Tiradentes, muito aconchegante, romântica e bem arrumadinha. Apresenta um dos conjuntos arquitetônicos mais preservados de todas. Bom como já é de costume conhecemos mais um bocado de Igrejas!😊 

Capela do Bom Jesus da Pobreza, localizada no centro e inaugurada em 1750, possui a imagem de Cristo Agonizante, estava fechada.


Igreja Nossa Senhora do Rosário, considerada a mais antiga da cidade, datada em 1708, um belo exemplo da arte barroca. Frequentada pelos escravos, o único branco a entrar na igreja era o padre durante as missas.


Matriz de Santo Antônio, localizada em um dos locais mais elevados da cidade e que pode ser vista de quase todos os pontos, na época isso significava um tipo de lembrete para indicar a posição de destaque da religião, no período colonial. É também um dos mais belos templos barrocos de Minas Gerais.


Santuário da Santíssima Trindade, construída em 1810, mas sofreu diversas transformações, em 1923 tornou-se um centro de romaria.  


Capela São João Evangelista, construída em 1760 a capela abriga as irmandades do santo padroeiro. 


Capela de Nossa Senhora das Mercês, possui em seu interior um magnífico estilo rococó.


Capela São Francisco de Paula, localizada no alto de uma colina, oferece uma bela vista da cidade. Em seu interior abriga a imagem do santo padroeiro.


DIA 4 - SÃO JOÃO DEL REY
Ainda em Tiradentes, conhecemos um lugar incrível chamado Trilha ou Bosque Mãe D’Água, localizada próximo ao Chafariz São José👇. 


É uma trilha com mais ou menos um 1 km dentro da mata nativa e todo o caminho segue o aqueduto (canal para conduzir água) que coleta água em uma nascente, conduzindo para o Chafariz São José. Passeio sensacional. Para quem gosta de trilhas, eis uma dica!


Já em São João Del Rei. Aqui mais uma diferente de todas as outras. Considerada uma das microrregiões de Minas Gerais, a cidade aparenta estar dividida em duas partes: uma parte moderna e agitada na área contemporânea com escolas, faculdades (uma até bem conhecida UFSJ), pessoas para lá e para cá, mini shoppings, academias, etc., tudo que uma cidade grande tem.  
E outra parte, a histórica e cultural, que por sinal é muito pacata, a não ser pelos turistas.
Conseguimos conhecer esses dois lados primeiramente a parte histórica, com suas igrejas e alguns museus: 

Igreja de São Francisco de Assis, um dos principais monumentos religiosos da cidade e um dos mais belos templos coloniais de MG. A autoria do projeto é uma dúvida, pois envolvem, o Aleijadinho e Francisco de Lima Cerqueira. Paga-se taxa para visitação.


Memorial Tancredo Neves, acervo referente à memória do ex-presidente Tancredo Neves.

Informações sobre o Museu, acessem


Igreja Nossa Senhora do Rosário, considerada a mais antiga da cidade, e seu interior é bem simples. Entrada Gratuita. 


Solar dos Neves, residência do ex-presidente Tancredo Neves. Visita apenas externa.


Igreja Nossa Senhora das Mercês, foi reformada em 1853 e na sua atual fachada surpreende pela torre lateral ligada ao corpo da igreja por um estreito corredor. Entrada gratuita. 


Matriz de Nossa Senhora do Pilar, um dos monumentos religiosos mais ornamentados de MG.
Entrada gratuita.


Igreja Nossa Senhora do Carmo, foi erguida no ponto alto do rococó, trazendo inovações no seu estilo: a portada elaborada por elementos escultórios, e as torres octogonais ligeiramente recuadas do plano da fachada. Paga-se taxa para visitação. 


Ponte da Cadeia, construída por volta de 1798, em estilo romano, recebeu esse nome após serem erguidas a Casa da Câmara e Cadeia na margem direita do córrego. 


Igreja de São Gonçalo Garcia, construída para substituir a antiga capela do ano 1772. Anualmente reúne muitos fiéis militares em uma grande festa na cidade. Entrada gratuita. 


Monumento aos Expedicionários, homenagem aos combatentes brasileiros da 2º Guerra Mundial.


Capela de Nossa Senhora das Dores, pertence a Santa Casa de misericórdia, única construção em estilo neogótico da cidade. Entrada gratuita.


E nossa viagem continuou, agora para São Thomé das Letras, (post aqui👇http://viajantesdemochila.blogspot.com.br/1980/01/sao-thome-das-letras-mg-cidade-das.html)   

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