Páginas

quarta-feira, 2 de janeiro de 1980

Cássia dos Coqueiros








Sábado

10h30. O Sábado estava com céu encoberto. Até uma garoa já tinha caído. Bem, mas como tudo já estava programado e era um feriadão de 03 dias, a opção foi seguir viagem.

De Campinas fomos diretamente para Pirassununga, pela Rodovia Anhanguera. Percurso feito em tranquilas 1h30. Na cidade, optamos por almoçar. Carro estacionado na região central, iniciava-se a difícil busca por um restaurante. Pois é. E realmente não foi fácil.

Ao final do almoço, de volta à rua, lá estavam o Sol e o calor. Uhhhh.

Seguimos então rumo a Porto Ferreira, passando pela Cachoeira de Emas. Nosso primeiro passeio: Parque Estadual de Porto Ferreira, na Rodovia SP 215, Km 89 (FOTO).


14h. Chegamos. Não tinha nenhum visitante. Rápida e facilmente estacionamos o carro. Daí, caminhando, seguimos pela trilha das Árvores Gigantes, em meio a mata. Depois de caminhar por um certo tempo e não tendo encontrado nenhum atrativo, retornamos. No caminho de volta encontramos um casal e pouco depois uma família. 

Resumindo o passeio: não recomendado.

Pouco mais de 15h e já seguíamos para Cajurú. Por volta das 17h chegamos. Procurando, facilmente encontramos o Hotel Tropical, no centro da cidade. Já tínhamos feito a reserva antecipadamente. Depois de acomodados e banho tomado, lá fomos nós caminhar pelas ruas centrais em busca de uma pizzaria.

Domingo

Depois de uma noite muito bem dormida, às 7h tomamos um gostoso café da manhã e partimos. O destino do dia era Cássia dos Coqueiros, a aproximadamente 20 km de distância de Cajurú.

Essa cidade já vinha se mantendo em meus pensamentos há muitos e muitos anos. Assistindo um noticiário na TV, uma das matérias foi sobre a minúscula cidade e as magníficas Cachoeira do Itambé, que fica em propriedade particular e a Cachoeira do Meio, dentro da cidade mesmo.

Da cidade até a Cachoeira do Itambé (FOTO) foram 3 km pela estrada asfaltada, que liga a cidade à Sá Benedito das Areias. Seguindo pela estrada, é preciso estar bem atento, pois existe apenas uma placa informativa do lado direito, já na entrada da propriedade, que inclusive possui um camping e um bar.


Na portaria, paga-se pela entrada (ingresso por pessoa), com direito a permanecer no local o dia todo.

A cachoeira fica em um dos lados de um grotão. Do outro lado está o camping e um bar, com o estacionamento para veículos. É ali o início da trilha.

Bem, vamos à aventura: a trilha começa super agradável, mas é só o comecinho mesmo. De repente, lá vem a descida. E que descida. Uma “pirambeira” terrível. Existe uma corda que serve de corrimão, tamanho o desnível do terreno. Exaustiva descida, com muitos insetos, por cerca de 30 minutos. Terrível!

Então, chega-se a base da cachoeira. Existe isso? Sei lá!

Na verdade a água cai ainda sobre pedras e, junto a estas, existe um laguinho. Dá para entrar na água.

Ali já tinha um casal e com o passar do tempo foi chegando mais gente. Depois de uma hora ali descansando e contemplando o lugar, optamos por retornar. Só de lembrar, dá tristeza. Que subida horrorosa. Mais uns 30 minutos e felizmente, estávamos junto ao bar, de onde partimos. Claro, mais um bom tempo descansando.

Passava das 12h e retornamos à Cássia dos Coqueiros, em busca de algum restaurante para almoçarmos. Só encontramos um aberto, mas com valores absurdos. Optamos em comer um lanche em uma padaria. Aliás, parecia ser a única aberta na cidade naquele horário.

13h30 e fomos conhecer a Cachoeira do Meio. Fácil de se encontrar. Fica ao lado do Ginásio Poliesportivo. Foi só estacionar o carro na rua e seguir para a frente do ginásio. Ali, logo ao lado existe uma passagem que conduz a um grande gramado, já junto à cachoeira.

O local estava lotado. Muita gente pelo gramado comendo e bebendo. Outras tantas pessoas na água. O local é realmente fantástico. Bem família. A cachoeira é muito legal e na sua queda, forma um lago raso, ideal para se nadar. Claro, ficamos por ali por muito tempo. Rs!

Quase 17h, decidimos retornar ao hotel em Cajurú. Banho tomado e lá fomos nós nos deliciar com outra pizza. Porém agora, em uma pizzaria pertinho do hotel. Depois, um passeio pela praça central, lotada de gente, por sinal.

Segunda-feira

Bem cedo, lá estávamos nós para o café da manhã. Fizemos “check out” do hotel e fomos até a praça central para um rápido passeio e fotos. Dali, seguimos para a Cachoeira da Serra (FOTO). Fica em uma propriedade privada muito bem estruturada. Ali existe um camping e restaurante.


Pagamos pela entrada e seguimos para a cachoeira. Uma trilha super tranquila até o local, com exceção de uma pequena cobra que cruzou nosso caminho. Ehehehehe.

Fomos os primeiros a chegar, já no alto da cachoeira. Descemos até a parte debaixo pelas pedras, por uma de suas laterais. Lá, deixamos as mochilas penduradas em uma árvore e rapidamente entramos no laguinho, através de uma prainha. Ainda não tínhamos observado ninguém por ali, mas ouvimos barulhos. Observando atentamente, vimos macacos que se aproximavam de nossas mochilas. Vixe! Rapidinho espantamos os animais. É, quase fomos roubados pelos “safados”! Rs!

O sol esquentava e começou a chegar gente. Aos poucos o lugar estava repleto.

Ficamos ali naquela maravilha de lugar até 11h. Optamos por subir até a parte de cima da cachoeira, onde ficamos até perto de 12h. Seguimos então para Cajurú para almoçar.

13h30 iniciamos nosso percurso de volta, rumo à Campinas. Perto das 15h, paramos em Cachoeira de Emas. Fomos até o rio, tomamos um sorvete, descansamos um pouco e 16h, pegamos a estrada novamente. 17h30, eis Campinas.



Nenhum comentário:

Postar um comentário